COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Inglaterra está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 28 anos. Marcada por muitas frustrações de esquadrões com jogadores de renome, a humilde equipe inglesa, se comparada às anteriores, passou na manhã deste sábado pela Suécia, nas quartas de final do torneio, vencendo por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo zagueiro Maguire e o meia Dele Alli.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repetindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal. Tudo isso com jogador que atuam no campeonato local e, tirando o centroavante Harry Kane, não são os grandes destaques dos seus times.

O time agora encara a Croácia, que derrotou a Rússia nos pênaltis após empate por 2 a 2 entre tempo normal e prorrogação. O encontro que definirá um finalista está marcado para a cidade de Moscou, na quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Luzhniki.

Inglaterra domina e perde chance de definir

A Inglaterra fez talvez o seu melhor primeiro tempo na Copa do Mundo diante dos suecos. Bem postada defensivamente, a equipe sofreu apenas um susto, quando Claesson arriscou de longe e mandou a bola por cima do gol de Pickford. Depois disso, o domínio foi total por parte dos britânicos.

O lance que começou a traduzir o domínio em oportunidades de gol veio quando Sterling brigou pela bola coma a defesa e acabou ajeitando para Kane. De fora da área, o camisa 9 chutou forte e mandou a bola à esquerda do gol de Olsen. Foi o primeiro chute do artilheiro da Copa que não terminou em gol.

Sem deixar os suecos saírem do seu campo de defesa, a Inglaterra não tardou a conseguir abrir o placar. E no melhor jeito inglês. Ashley Young cobrou escanteio na marca do pênalti e o impressionante jogo aéreo de Maguire voltou a dar suas caras: o zagueiro ganhou fácil de Forsberg e cabeceou sem chances para Olsen.

O gol bagunçou a até então organizada Suécia, que passou a dar mais espaço na sua defesa. Sterling saiu livre duas vezes nas costas da defesa. Impedido na primeira, ele foi bem na segunda ao dominar lançamento de Henderson, tentou driblar Olsen e foi desarmado parcialmente pelo arqueiro. Depois, teve a chance de rolar para Kane, mas buscou o lance individual e foi travado na hora do chute.

Pickford salva e time, enfim, decide

Depois das diversas oportunidades desperdiçadas na etapa inicial, a Inglaterra quase foi penalizada no primeiro minuto do segundo tempo. Após cruzamento da esquerda, Berg subiu mais alto do que Young e cabeceou forte, no canto, mas parou em grande defesa de Pickford.

Talvez “ligada” pelo susto, a Inglaterra não demorou a transformar seu domínio em uma vantagem maior. Depois de a bola ronda a área sueca, Henderson cruzou na segunda trave e três ingleses apareceram livres. Coube a Dele Alli, mais bem posicionado, testar para vencer Olsen e abrir 2 a 0.

Os ingleses pareceram relaxar com o segundo tento e quase foram surpreendidos com a jogada plasticamente mais bonita da partida. Claesson pedalou para cima da marcação e passou por Young. O meia, então, abriu para Toivonen, que cruzou rasteiro para Berg. O centroavante só rolou para Claesson, na marca do pênalti, chutar rasteiro e parar em outra ótima intervenção de Pickford.

Os suecos seguiram tentando ameaçar na base da pressão, mas não conseguiram construir outra chance daquela. Com o contra-ataque à disposição, Kane segurou bem a bola e distribuiu para Sterling e Lingard. Os companheiros, no entanto, não conseguiram consagrar a boa partida do centroavante.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA 0 X 2 INGLATERRA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 7 de julho de 2018 (Sábado)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: San Van Roekel (Holanda) e Erwin Zeinstra (Holanda)
Cartões amarelos: Larsson e Guidetti (Suécia); Maguire (Inglaterra)
Gols:
INGLATERRA: Maguire, aos 30 minutos do primeiro, e Dele Alli, aos 14 minutos do segundo tempo

SUÉCIA: Olsen; Krafth (Jansson), Lindelöf, Granqvist e Augustinsson; Claesson, Larsson, Ekdal e Forsberg (Olsson); Toivonen (Guidetti) e Berg
Técnico: Janne Andersson

INGLATERRA: Pickford; Walker, Stones e Maguire; Trippier, Lingard, Henderson (Dier) e Young; Dele Alli (Delph); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate



Neste sábado, Neymar se manifestou pela primeira vez após a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo da Rússia, que aconteceu nesta sexta-feira, com a derrota por 2 a 1 para a Bélgica. Pouco depois de deixar o hotel onde a delegação verde e amarela se hospedou para a partida na cidade de Kazan, o camisa 10 usou as redes sociais para publicar uma foto e escrever uma mensagem sobre o revés. Segundo ele, trata-se do “momento mais triste da carreira”.

“Posso dizer que é o momento mais triste da minha carreira, a dor é muito grande porque sabíamos que poderíamos chegar, sabíamos que tínhamos condições de ir mais além, de fazer história… mas não foi dessa vez. Difícil encontrar forças pra querer voltar a jogar futebol, mas tenho certeza que Deus me dará força suficiente pra enfrentar qualquer coisa, por isso nunca deixarei de te agradecer, Deus, até mesmo na derrota… porque eu sei que o teu caminho é muito melhor do que o meu”, escreveu. “Muito feliz em fazer parte desse time, estou orgulhoso de todos, interromperam nosso sonho mas não tiraram da nossa cabeça e nem dos nossos corações”, completou.

 

Grande aposta da Amarelinha em busca pelo hexacampeonato, Neymar conviveu com duras críticas a respeito de sua postura, tanto dentro quanto fora de campo, no último mês. Vale lembrar que jogador do Paris Saint-Germain passou os três meses antecedentes à Copa em recuperação de uma lesão sofrida no pé direito, o que, inclusive, gerou questionamentos a respeito de sua condição física para o torneio.

O camisa 10 se despede do Mundial com dois gols anotados e um desempenho abaixo do esperado. As atuações diante da Sérvia, na fase de grupos, e do México, nas oitavas de final, foram as que mais se aproximaram do futebol que já o levou ao posto de terceiro melhor jogador do mundo. Contudo, uma aparição sem brilho diante da Bélgica, nas quartas, acabou por coroar de forma negativa a passagem do atacante pela Rússia.

A próxima chance de Neymar conquistar o título de uma Copa do Mundo e levar o hexacampeonato para o Brasil será em 2022, no Qatar, quando já terá 30 anos de idade.



A segunda derrota da Seleção Brasileira sob o comando de Tite, sofrida na tarde de sexta-feira, custou a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. O atacante Willian lamentou o revés sofrido em Kazan diante da Bélgica, mas valorizou os prós da equipe armada pelo treinador.

“Sem dúvida, acho que tem mais pontos positivos do que negativos. Sempre procuramos trabalhar forte e o time vinha muito bem, crescendo do primeiro jogo até agora. Infelizmente, erramos alguns lances que não costumamos errar e acabamos tomando os gols”, analisou Willian.

Escolhido pelo técnico para substituir o suspenso Casemiro, Fernandinho marcou contra após cobrança de escanteio. Ainda no primeiro tempo, em jogada de contra-ataque, De Bruyne aumentou a vantagem belga. Renato Augusto, já na etapa complementar, anotou o único gol do Brasil.

“É difícil falar o que faltou. Fizemos de tudo para conquistar a vitória e acho que o time jogou bem. Quando encaixamos nosso jogo, conseguimos pressionar bastante e finalizar várias vezes. Empenho, não faltou. É continuar trabalhando, de cabeça erguida, e saber que tem mais pontos positivos do que negativos”, reiterou Willian.

Sob o comando do técnico Tite, a Seleção Brasileira acumula uma sequência de 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, com 55 gols marcados e oito sofridos. Diante da Bélgica, o time nacional foi vazado duas vezes no mesmo jogo pela única vez.

“Vencemos várias partidas. Essa era a confiança que tínhamos. Sabíamos que o time era consistente e não tomava muitos gols. No primeiro tempo, acabamos tomando dois. É difícil falar. Quando perde, perde todo o mundo. Quando ganha, ganha todo o mundo. Então, vamos continuar de cabeça erguida”, pediu Willian.




A participação de Neymar na Copa de 2018, na Rússia, foi marcada por críticas que chegaram ao ápice com a eliminação do Brasil na derrota por 2 a 1 para a Bélgica, na última sexta-feira, pelas quartas de final. Coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar concedeu entrevista coletiva neste sábado, em Kazan, e tratou de defender o camisa 10 do time canarinho.

“Sempre falei que não é fácil ser Neymar. É difícil. É um menino. Menino, não, desculpe o termo. Deixou de ser menino. É um atleta que merece todo o meu elogio. As pessoas esquecem o tempo que ele ficou parado, que treinou apenas três semanas sem problemas clínicos para poder estrear na Copa”, ressaltou o dirigente.

Edu Gaspar, misterioso sobre o seu futuro na Seleção, refere-se à lesão no quinto metatarso do pé direito do atacante do Paris Saint-Germain, que ficou inativo durante três meses até retornar no amistoso contra a Croácia, no começo de junho. Neymar deixa a Rússia com dois gols em cinco jogos disputados, empatado com Philippe Coutinho na artilharia da equipe.

“Se não fosse o Neymar, não sei se outro atleta teria atingido esse nível. Se dá um sorriso, é criticado e elogiado. Se chora, é criticado e elogiado. Se não dá entrevista, é criticado e elogiado. Não é fácil ser Neymar, é difícil estar na pele do Neymar em alguns momentos. Por isso tento sempre estar do lado dele”, argumentou.

Aos 26 anos, Neymar foi criticado e elogiado por sua atuação e comportamento na Copa. Não foram raras as vezes em que técnicos de outras seleções ou ex-jogadores condenaram suas supostas simulações de faltas ou o exaltaram por sua qualidade técnica. Edu Gaspar prefere considerar só o segundo aspecto.

“O Neymar, na Seleção Brasileira, foi o atleta que menos reivindicou alguma coisa. Cumpriu com todas as normas da delegação. Não fez pedidos como saiu na imprensa. Chega a dar pena, porque o que esse menino sofre não é fácil. Mas o outro lado também é verdadeiro. Prefiro ficar com o que tenho do dia a dia do Neymar, que é espetacular. Só tenho que elogiar e agradecer por esses momentos que tive com ele na Copa do Mundo”, concluiu.



Um dos remanescentes da Copa do Mundo de 2014, Paulinho entende que a eliminação diante da Bélgica é mais complicada do que a queda humilhante contra a Alemanha. Na visão do volante do Barcelona, o time dirigido por Tite foi superior ao adversário em Kazan na tarde desta sexta-feira.

Escolhido pelo técnico para substituir o suspenso Casemiro, Fernandinho marcou contra após cobrança de escanteio. Ainda no primeiro tempo, em jogada de contra-ataque, De Bruyne aumentou a vantagem belga. Renato Augusto, já na etapa complementar, anotou o único gol do Brasil.

“Jogamos, tentamos, ficamos em cima da Bélgica o tempo todo, finalizamos… A lição que fica, e que a gente já sabe, é que, no futebol, nem sempre o que joga melhor vence. No meu ponto de vista, jogamos melhor do que a Bélgica, mas não conseguimos a classificação”, analisou Paulinho.

Há quatro anos, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o meio-campista entrou durante a vergonhosa derrota por 7 a 1 diante da Alemanha, pela semifinal da Copa do Mundo. Aos 29 anos, titular contra a Bélgica, ele chegou a ficar emocionado ao comparar as quedas.

“É claro que as duas foram difíceis. A de 2014, foi muito complicada. Essa está sendo mais difícil, mas vamos seguir. Talvez pela forma que saímos, de estar lutando até o último segundo, em uma partida que ficamos o tempo inteiro em cima deles. Mas faz parte”, afirmou, decepcionado.

“Temos que assimilar o mais rápido possível, mas deixando bem claro para todos que vamos assumir nossa responsabilidade. É isso que devemos fazer, como houve na outra (Copa). Saímos, fomos desclassificados. Mas, de uma coisa, podem ter certeza: foi dando nosso melhor e tentando até o último segundo”, afirmou Paulinho.




O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, concedeu entrevista coletiva na manhã deste sábado, dia seguinte à derrota do Brasil por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Diante dos jornalistas, ainda demonstrando bastante abatimento, o dirigente repetiu o discurso de Tite e preferiu não projetar o seu futuro até absorver a dor da eliminação.

“Foi tudo muito bom. Foi uma experiência incrível ter participado desse jogo. Deixará realmente algo a nós. Essa dor que estamos sentindo não é fácil. Foi a maior como como atleta ou dirigente. Uma dor que sangra. Temos que seguir firmes nos nossos objetivos que temos, continuando com essa responsabilidade”, resignou-se, antes de despistar sobre sua permanência no cargo.

“Agora é um momento difícil de responder esse tipo de pergunta. Estamos juntando nossas dores. Vamos esperar voltar ao Brasil para conversar e dar o próximo passo. O passo agora é de um ajudar o outro para tomarmos as melhores decisões possíveis”, afirmou.

O futuro de Edu Gaspar, na verdade, começará a ser definido em uma reunião na CBF, ainda sem data definida. Antes, porém, o dirigente quer receber os afagos de sua família após mais de um mês separado pela Seleção Brasileira.

“Provavelmente devo ser o primeiro a estar na CBF, antes da comissão técnica. Vou conversar com todos os envolvidos. Depois de organizar a reunião, a gente começa a estabelecer o planejamento e a conversar sobre o futuro. Estou louco para estar com a minha família, o pessoal que me fortalece. Depois vamos ver os próximos passos. Vamos entender todo o contexto e as necessidades. Pouco a pouco vamos tomando as decisões”, reiterou.

Edu Gaspar assumiu o cargo de coordenador de seleções na CBF a pedido do técnico Tite, com quem trabalhava no Corinthians. Com a parceria reeditada, o Brasil ostenta um aproveitamento de 85%, com 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. Questionado se o trabalho seguiria em conjunto com o do treinador, o dirigente voltou a despistar.

“Já estamos há um bom tempo juntos, um ajuda muito o outro. A equipe que foi formada foi de altíssimo nível. Temos o lado humano aflorado, de familiares e amigos, e isso nos fortalece muito. Mas temos que nos sentar de novo. Creio que vamos ter o nosso tempo, nosso momento de reflexão, para tomar os próximos passos. Se vai ser em conjunto ou não, vai do momento e de resolver da melhor forma possível”, disse.

Embora o seu futuro não esteja definido, Edu Gaspar encaminhou a sequência da Seleção Brasileira, que agora volta o seu foco para a preparação para a Copa América de 2019. O coordenador vem agendando alguns amistosos como testes, a começar pelo duelo com os Estados Unidos, em setembro.

“O de outubro também estamos negociando. Estamos encaminhando alguns jogos até março de 2019 para dar sequência no trabalho, como preparação para a Copa América, que é o nosso principal foco a partir de agora”, concluiu.



Com quatro gols marcados, Lukaku luta pela artilharia da Copa (Foto: Manan VATSYAYANA/AFP)

Na vitória da Bélgica sobre o Brasil nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, Romelu Lukaku mostrou que, dentro de campo, é muito mais que um simples atacante. Tal como foi contra o Japão nas oitavas de final, o camisa nove não balançou a rede, mas voltou a ter uma atuação de extrema importância para que os Diabos Vermelhos conquistassem o resultado positivo e avançassem na competição.

O técnico Roberto Martínez mudou o esquema tático da seleção belga para enfrentar a Amarelinha. Sem a bola, o centroavante foi deslocado para a ponta, para atrapalhar a saída de bola de Marcelo e possibilitar a Kevin De Bruyne um posicionamento mais à frente na formação. Ademais, fez um trabalho de pivô praticamente impecável, prendeu a bola e também ajudou na armação, sendo responsável, inclusive, por iniciar a jogada do segundo gol de sua equipe.

Na zona mista, Lukaku afirmou que seu desempenho neste Mundial não é fruto de um individualismo. Pelo contrário, é justamente o aspecto coletivo que o faz jogar em tão alto nível.

“Não vim aqui para pensar em mim. Todo mundo me conhece e sabe que sou um marcador. Para mim, é a equipe que importa, e que ela aproveite este momento”, declarou o atacante, que defende o Manchester United, da Inglaterra.

O camisa nove também comentou o lance do segundo gol, quando ganhou a segunda bola depois de um escanteio do Brasil, girou para cima de Fernandinho e arrancou até dar a assistência para De Bruyne.

“Eden (Hazard) me disse para deixar a bola, mas eu sabia que haveria espaço. Quando comecei a correr, olhei da esquerda para a direita, e assim que vi Kevin (De Bruyne) sozinho à minha direita, passei a bola para ele. Soube de imediato que ele faria o gol”, apontou.

Classificada para a próxima fase, a seleção belga agora volta o foco para a semifinal contra a França, que pode garantir uma vaga inédita na decisão da Copa do Mundo. A respeito do confronto, Lukaku mantém os pés no chão e, mesmo feliz com a vitória sobre a Seleção Brasileira, garante que o grande objetivo dos Diabos Vermelhos não é nenhum senão a taça de campeão.

“Sabemos que ainda temos trabalho a fazer. Ainda temos duas vezes 90 minutos para tentar fazer tudo de bom para o país. Somos realistas. Após a partida, quando estávamos todos juntos, dissemos que deveríamos aproveitar o momento, mas que nos restam dois jogos para realmente alcançarmos nosso objetivo. Ainda temos uma partida contra a França e espero que a gente jogue melhor do que hoje”, finalizou.

Bélgica e França se enfrentam na próxima terça-feira, em São Petersburgo, com apito inicial previsto para as 15h (no horário de Brasília).



Tentando digerir a eliminação da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira começa a se despedir da Rússia. Na manhã deste sábado, dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Bélgica, pelas quartas de final, a delegação deixou o hotel em Kazan e rumou ao aeroporto da cidade.

Cerca de 50 torcedores foram até a porta do hotel para aplaudir e manifestar apoio aos atletas, que se abraçaram antes de se separarem em grupos. Os goleiros Alisson e Cássio, o volante Fernandinho, o lateral esquerdo Filipe Luís e o preparador Taffarel foram os primeiros a sair.

Em seguida, também recebendo aplausos dos fãs, os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os atacantes Willian e Roberto Firmino, o goleiro Ederson, o volante Paulinho e o meia Renato Augusto deixaram a base do Brasil em Kazan.

Divididos em grupos, eles entraram em carros e partiram rumo ao aeroporto. Pouco antes, o astro Neymar recebeu o filho Davi Lucca e a mãe Nadine Gonçalves no lobby do hotel, onde foi consolado com abraços de ambos. Quando se dirigiu ao ônibus, recebeu o apoio dos presentes, que gritaram seu nome. Na última sexta-feira, após o revés para a Bélgica, o atacante deixou a Arena Kazan sem falar com a imprensa.

Acompanhado de membros de sua comissão técnica, Tite foi mais um que deixou o hotel da Seleção muito aplaudido e ovacionado pelos torcedores presentes. Juntos dele, saíram Gabriel Jesus, Fágner e Fred. O ônibus deixou as instalações em Kazan por volta das 10h (de Brasília) rumo ao aeroporto.

Em voo fretado pela CBF, a Seleção Brasileira deve desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 5 horas (de Brasília) deste domingo, após fazer escala em Madri, na Espanha. A maior parte dos jogadores, contudo, ficará na Europa, enquanto o restante do elenco e a comissão técnica voltam ao Brasil.