Em visita à CBF, representante da Fifa apoia Ednaldo e descarta punições

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(Foto: Fabio Souza/CBF)

Depois de retomar o cargo de presidente da CBF na última semana, Ednaldo Rodrigues recebeu representantes da Fifa e da Conmebol. Nesta segunda-feira, Emílio Garcia, diretor de assuntos jurídicos da Fifa, elogiou a recondução do dirigente à presidência.

Ednaldo Rodrigues foi retirado do cargo no dia 7 de dezembro, após a Justiça do Rio de Janeiro nomear um interventor para seu lugar. Na última quinta-feira, porém, ele voltou a ser presidente da CBF por conta de uma determinação de Gilmar Mendes, ministro do STF. Emílio Garcia, da Fifa, elogiou a decisão.

“A Fifa veio aqui para poder garantir a independência da CBF e o cumprimento dos estatutos da Fifa e da Conmebol. Ficamos aliviados com a decisão do STF que restaura a presidência da CBF a Ednaldo, a decisão livre e democrática do futebol brasileiro, estamos contentes que voltamos à situação original", disse.

A briga pela presidência na CBF preocupava principalmente pela possibilidade de punição à entidade. A Fifa avaliou que a decisão da Justiça do Rio de Janeiro comprometia a independência da Confederação e, por isso, não reconhecia o interventor nomeado como presidente. Por isso, a Seleção e clubes brasileiros poderiam até mesmo ser excluídos de competições internacionais.

“Havia um risco real de o Conselho da Fifa tomar uma decisão contra a intervenção exterior no futebol brasileiro, o que ficou descartado neste momento depois da nova decisão do STF", explicou Emílio Garcia.

De volta ao cargo máximo da CBF, Ednaldo Rodrigues projetou a continuação do seu trabalho, com compromissos relacionados ao calendário e desenvolvimento do futebol nacional.

“Temos muitos compromissos que são inadiáveis e urgentes com relação ao calendário do futebol brasileiro, com todas as competições. É o que sabemos fazer e organizar. Queremos que a partir de agora nos concentremos no desenvolvimento do futebol brasileiro, em todos as suas modalidades, em todos os seus segmentos e em todos os seus Estados", disse.

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