Convocado para a Seleção Brasileira como substituto de Luiz Gustavo, o volante Fred, de 22 anos, tem idade para participar da próxima edição dos Jogos Olímpicos. Embora o jogador do Shakhtar Donetsk trate a chance de disputar a Copa América como “importante”, ele não esconde que seu foco está no Rio 2016.
“Temos que trabalhar bastante aqui, porque a Copa América é um campeonato importante. É muito bom para um jogador jovem estar aqui. Temos as Olimpíadas no ano que vem, e vai ser importante para que possamos amadurecer, trabalhar muito e escutar os mais velhos, que têm experiência”, começou o volante.
“No fim, a ideia é pegar tudo, guardar e levar para as Olimpíadas. Agradeço a Deus todos os dias por essas oportunidades. Infelizmente, no ano passado, também entrei no lugar de um jogador machucado (Rômulo, do Spartak de Moscou). Estou feliz por estar aqui, sou abençoado e tenho apenas que agradecer fazendo o meu trabalho aqui dentro”, prosseguiu Fred.
De acordo com o atleta, a lembrança do 7 a 1 sofrido diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo do ano passado, no Mineirão, não pode assombrar a Seleção Brasileira nas Olimpíadas.
“O 7 a 1 foi complicado... Eu não estava, mas torci bastante. Temos que manter a cabeça no lugar sempre. O jogador que está na Seleção precisa saber lidar com a pressão. Nas Olimpíadas, essa nova geração tem que saber colocar essa cabeça no lugar. Temos que trabalhar, esquecer o 7 a 1 e deixar isso no passado”, avaliou. Sobre a crise que abalou o mundo do futebol nos últimos dias, o volante acredita que ela deve ser deixada “para escanteio” pelo grupo escolhido por Dunga.
“Esse é o momento de focar na Copa América. Se perdermos isso de mente e ficarmos pensando fora de campo, tudo vai desandar. A CBF nos dá condição de trabalhar, de fazer o nosso melhor dentro de campo. É o momento de tirar tudo da cabeça, deixar tudo para escanteio e pensar apenas nos treinos e nos jogos, pensando no título. Preferimos não falar nisso, sabemos que é complicado”, ponderou o atleta.
Segundo Fred, o período que passou no futebol europeu após a saída do Internacional, de Porto Alegre, fez com que seu desempenho em campo crescesse. “O futebol no exterior é diferente do praticado aqui no Brasil. Eu evoluí muito, principalmente a cabeça. Mudei o meu jeito de jogar, é diferente”, explicou, também detalhando a liberação concedida pelo técnico do Shakhtar, Mircea Lucescu. “Conversei com o treinador e ele me liberou facilmente”, finalizou.
