COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O meia Mesut Ozil, do Arsenal e da seleção da Alemanha, revelou que pediu desculpas ao zagueiro David Luiz, após a inesquecível goleada dos germânicos sobre o Brasil, por 7 a 1, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, em partida disputada no Mineirão.

O jogador, que participou daquela partida, e ainda perdeu grande chance de fazer o oitavo no fim do jogo, falou com o defensor brasileiro após o duelo. “Quando vi toda a torcida chorando, me senti mal e fui até David Luiz, e pedi desculpas a ele. O Brasil é um grande país, aprendemos muito lá, foi um mês incrível’, afirmou, ao canal do Arsenal no Youtube.

Derrota por 7 a 1 ficou marcada na história do futebol brasileiro (Foto: Pedro Ugarte/AFP)
Derrota por 7 a 1 ficou marcada na história do futebol brasileiro (Foto: Pedro Ugarte/AFP)

Ozil também revelou que, dentro de campo, os alemães não acreditavam no que estava acontecendo durante o duelo, no qual a Alemanha abriu 5 a 0 na primeira etapa, para depois administrar na segunda etapa e, mesmo assim, chegar a sete gols.

“Todos os jogadores, inclusive eu, estávamos surpresos no gramado. Abrimos 4 a 0 rapidamente e pensei: ‘O que está acontecendo aqui'”, admitiu o meia, que foi titular na ocasião.

Após passar por cima do Brasil, a Alemanha superou a Argentina na final da Copa, por 1 a 0, sagrando-se campeã mundial pela quarta vez. O Mundial de 2014 foi o segundo de Ozil. Na África do Sul, em 2010, o meia foi uma das revelações do torneio, transferindo-se para o Real Madrid logo após a competição.



Eugenio Mena foi mais uma vez convocado para defender a seleção chilena nas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O técnico Juan Antonio Pizzi completou a lista de jogadores com os atletas de atuam fora do Chile e confirmou a presença do lateral são-paulino dos duelos contra a Colômbia, dia 10, em Barranquilla, e diante do Uruguai, dia 15, em Santiago.

“Ganhamos pontos importante nos últimos jogos, e agora teremos mais partidas difíceis pela frente, contra a Colômbia fora e depois o Uruguai em casa. São jogos diretos e, se quisermos subir na tabela, temos que vencer”, comentou Mena antes mesmo da oficialização de sua convocação.

O chileno Mena é figura carimbada nas convocações chilenas (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O chileno Mena é figura carimbada nas convocações chilenas (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O Chile é o quinto colocado na tabela de classificação e jogaria a repescagem para ir ao Mundial neste momento. A equipe tem os mesmos 16 pontos da Argentina, mas está à frente por causa dos gols pró. A Colômbia, primeira seleção dentro do G4 tem apenas um ponto a mais. O Brasil lidera com 21.

Apesar de se apresentar logo após o clássico contra o Corinthians, neste sábado, Mena não deve ser problema para Ricardo Gomes na sequência do Campeonato Brasileiro, já que o compromisso seguinte do Tricolor, contra o Grêmio, de novo no Morumbi, está marcado apenas para o dia 17, dois dias depois do segundo confronto chileno.

Mas, vale lembrar que Mena é um dos atletas pendurados do elenco são-paulino. Então, caso leve um cartão amarelo no Majestoso, o lateral terá de cumprir suspensão na 35ª rodada e só poderá voltar contra a Chapecoense, dia 20, na Arena Condá. Fora isso, apenas uma lesão nesse período com a seleção tirará Mena de ação pelo São Paulo.



Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Miroslav Klose, de 38 anos, anunciou a aposentadoria nesta terça-feira e, agora, iniciará sua formação como técnico junto à seleção da Alemanha, com a supervisão de Joachim Low, segundo informou a Federação Alemã de Futebol.

Campeão Mundial em 2014, Klose superou a marca de Ronaldo como maior goleador em Mundiais – o Fenômeno soma 15 gols – ao marcar o segundo gol na histórica vitória por 7 a 1 sobre o Brasil, na semifinal, seu 16º. No total, o alemão já marcou 71 vezes em 137 partidas com a camisa da seleção, sendo, também, o maior artilheiro da Mannschaft.

(Foto: Javier Soriano / AFP)
Aos 38 anos, Miroslav Klose anunciou sua aposentadoria (Foto: Javier Soriano / AFP)

Na última temporada jogou na Lazio, último clube de sua carreira, onde militou por cinco anos. Na edição passada marcou oito vezes em 31 atuações. De acordo com a Federação, o ex-jogador tem o objetivo de se tornar treinador no futuro e dará início à aprendizagem ao lado do atual técnico da seleção e do diretor esportivo. Klose já estará presente no próximo compromisso da equipe, contra San Marino, no dia 11 de novembro, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia.

Nascido na Polônia e naturalizado alemão, o atleta estreou com o time nacional em 2001, contra a Albânia, ocasião em que marcou seu primeiro gol. Sua carreira como jogador se desenvolveu principalmente na Alemanha, onde atuou no Werder Bremen de 2004 a 2007 e Bayern de Munique, entre 2007 e 2011, entre outros clubes.



Campeão do mundo com a seleção alemã na Copa de 2014, no Brasil, o técnico Joachim Low, que tinha contrato válido até 2018, seguirá no comando da equipe até 2020, segundo informa o diário Bild. A Federação Alemã de Futebol (DFB) deverá oficializar a renovação nesta segunda-feira.

O treinador assumiu o posto em 2006 para substituir Jurgen Klinsmann, de quem era auxiliar técnico de 2004 a 2006. Com a saída do antigo técnico, teve a oportunidade de liderar o time tricampeão, até então. Caso cumpra o novo acordo, alcançará a marca de 14 anos como dirigente, igualando-se ao campeão do primeiro título, Sepp Herberger, em 1954, e Helmut Schon, que conquistou o bicampeonato em 1974.

(Foto: Daniel Roland/AFP)
Joachim Low conquistou o tetracampeonato com a seleção alemã em 2014, no Brasil (Foto: Daniel Roland/AFP)

Ao longo da carreira de treinador da Mannschaft, além do título de 2014, Low, de 56 anos, foi finalista da Eurocopa em 2008, chegou duas vezes à semifinal do mesmo torneio, em 2012 e 2016 e, em 2010, na África do Sul, foi eliminado na semifinal.



Zabivaka é um lobo siberiano (Foto: Divulgação)
Zabivaka é um lobo siberiano (Foto: Divulgação)

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, já tem seu mascote definido. Trata-se do lobo siberiano Zabivaka, que foi eleito em votação aberta, que teve mais de um milhão de participações.

O vencedor duelava com um tigre e com um gato. Zabivaka recebeu 53% dos votos para ser o ganhador. O tigre ficou em segundo, com 27%, enquanto o gato teve 20%, terminando em último lugar.

Ronaldo Fenômeno participou do anúncio, feito em um programa de televisão do país-sede. Ele falou sobre o lobo siberiano. “Os mascotes são embaixadores, promovem o evento e trazem diversão aos estádios. Isso já está acontecendo com Zabivaka na Rússia”, disse o ex-jogador.

O lobo vem para substituir Fuleco, o tatu-bola que foi o mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. “Fuleco foi um grande sucesso no Brasil, crianças e adultos adoraram”, concluiu o Fenômeno.

A Copa de 2018, na Rússia, acontece entre os dias 14 de junho e 15 de julho.



Ronaldo Fenômeno parou de jogar em 2011, mas segue sendo um dos mais populares nomes ligados ao futebol mundial. Bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1994 e 2002, o atacante terá uma função relacionada à Copa de 2018, na Rússia. Ele apresentará o mascote oficial do evento.

“A apresentação do mascote oficial da Copa do Mundo de 2018 terá a presença de uma das grandes lendas do futebol mundial. Ronaldo Fenômeno virá!”, escreveu Alexei Sorokin, diretor do Comitê Organizador do Mundial, em seu Twitter.

Ronaldo anunciará o mascote da Copa do Mundo (Foto: AFP)
Ronaldo anunciará o mascote da Copa do Mundo (Foto: AFP)

Ronaldo participará de um programa na televisão russa, no qual divulgará o mascote do evento. Os candidatos são três animais: lobo, gato e tigre da Sibéria.

Além do Fenômeno, Zvonimir Boban, assistente de Gianni Infantino na Fifa, participará do anúncio. O mandatário da entidade que rege o futebol mundial não estará na cerimônia.

Como jogador, o atacante participou de quatro Copas do Mundo, tendo chegado a três finais. Ao todo, o Fenômeno fez 15 gols em Mundiais, sendo o segundo maior da história, atrás apenas do alemão Miroslav Klose, que ultrapassou o brasileiro na Copa de 2014, justamente no 7 a 1 imposto pelos europeus na Seleção.

 



A Fifa já tem data para definir se a Copa do Mundo será disputada por 48 países. A entidade que comanda o futebol se reunirá em congresso entre os dias 9 e 10 de janeiro, e neste encontro será batido o martelo sobre a situação.

O presidente Gianni Infantino já se mostrou favorável ao aumento do número de participantes. Para a Copa de 2018, na Rússia, 32 países se qualificarão para o Mundial. Assim, se aprovado, o inchaço abrirá 16 novas vagas para o principal torneio de seleções do mundo.

Infantino quer a Copa com maior número de seleções (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Infantino quer a Copa com maior número de seleções (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

“Discutimos, e agora faremos as avaliações. Na próxima reunião do Conselho, a decisão será tomada”, explicou o mandatário, durante encontro de dirigentes da entidade. Infantino garantiu que a resolução será voltada para o bem do futebol mundial: “Não vamos pensar em questões políticas ou financeiras”.

Segundo a agência AFP, membros do Conselho não são favoráveis ao inchaço da Copa do Mundo. Um dirigente, que pediu anonimato, afirmou que o presidente da Fifa vem fazendo muita pressão pela aprovação da ideia.

Outra possível mudança promovida pela Fifa é relacionada ao rodízio de continentes para escolher a sede dos Mundiais. Como a Copa de 2018 acontecerá na Europa, não haveria possibilidade de um país da região receber o evento em 2026, por conta da rotação.

A entidade definiu que, caso nenhuma outra nação preencha os requisitos necessários para sediar a competição, serão aceitas candidaturas de países europeus.



Gianni Infantino parece que irá mesmo revolucionar as estruturas do futebol. Em reunião nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, o presidente da Fifa abordou diversos temas como alterações no formato da Copa do Mundo, com direito a fase eliminatória e mais de uma sede, distribuição de verba para as federações, além de investimento inédito no futebol feminino.

“Serão 64 (participantes na Copa do Mundo)! Estou brincando, brincando (risos)! Há muito trabalho a ser feito, estamos analisando diversas possibilidades. Uma decisão deve ser tomada na próxima reunião do Conselho, em janeiro. Demos alguns exemplos, mas se serão 40 ou 48, veremos em janeiro. Com 48 seleções, uma eliminatória inicial permitiria que só os melhores fiquem, o que elevaria o nível da competição. Só os melhores 32 ficariam. E sempre há a opção de não mudar nada”, disse Infantino, despistando sobre as mudanças.

(Foto: AFP/Fabrice Coffrini)
(Foto: AFP/Fabrice Coffrini)

Preocupado com os gastos para realização da Copa do Mundo, o mandatário disse estar revendo o chamado “padrão Fifa”, que exige que uma série de premissas para a realização do torneio, como estádios construídos de determinada forma e infraestrutura. Assim, uma das opções seria dividir a responsabilidade de organizar o megaevento por mais de uma nação.

“Isso ainda está em discussão, primeiro temos de concordar sobre os princípios. Hoje, organizar um grande evento como a Copa, requer muito em termos de infra, aeroportos, é um grande investimento. Queremos que no futuro a Copa seja um evento sustentável, por isso estamos a favor de dividir em mais de uma sede, o que permitirá dividir por mais de um país os requisitos e investimentos necessários para atender às demandas de um evento desse tamanho. Não queremos excluir candidatos, muito pelo contrário. Queremos ter certeza de que voltamos à realidade e tem sido cada vez mais difícil para um país por sua conta sediar uma Copa do Mundo. Não queremos criar elefantes brancos, queremos garantir que o que for construído, se for necessário ser construído, seja útil para o país”, completou.

Se pretende realizar mudanças na Copa do Mundo a partir de 2026, a situação do Mundial Interclubes da Fifa não é diferente. Apesar de garantir o mesmo modelo para o ano que vem, Infantino não descartou mudanças para as edições seguintes.

“Para 2017 será o mesmo formato desse ano. Mas obviamente estamos estudando tudo para decidir o que faremos nas próximas edições. Com uma mente aberta, talvez não mudemos nada, ou talvez mude tudo”.

Por fim, Infantino falou sobre os investimentos no futebol. Pela primeira vez, haverá uma divisão especial para o futebol feminino e as federações, que receberão quatro vezes mais em relação ao anterior.

“Sobre o futebol, decidimos investir US$ 1,4 bilhão nos próximos quatro anos, serão cerca US$ 5 milhões por associação. Também tomamos ações concretas em relação ao futebol feminino. Pela primeira vez, há uma divisão dedicada a isso. As federações estão muito felizes, porque no fim, receberão quatro vezes mais para investir em projetos do futebol do que no passado. A experiência da Fifa no passado diz que o mecanismo de controle deve ser melhorado. Para as federações que nunca tiveram problema, é algo bem simples”, disse o dirigente, antes de deixar em aberto se federações investigadas por corrupção, como a CBF, receberão o investimento da Fifa.

“Bem, isso é uma das coisas que não está sendo decidida mais pelo presidente da Fifa, tampouco pelo Conselho, é uma decisão a ser tomada pelo Comitê de Desenvolvimento. As associações que querem receber fundos sabem os critérios que eles terão de atender. Veremos. Ainda não sei se o Brasil fez algum pedido de verba ou não”, concluiu.




O Chile sofreu, talvez mais do que se esperava, mas conseguiu reagir nas Eliminatórias Sul-americanas com uma vitória em cima do Peru na noite desta terça-feira. Arturo Vidal foi o grande nome do jogo com dois gols e, assim, manteve vivo o sonho chileno de chegar à Copa do Mundo de 2018. Para os peruanos, a classificação agora depende praticamente de um milagre. A equipe de Cueva e Guerrero estaciona na oitava colocação, com 8 pontos, enquanto o Chile chega a 14 pontos, dois a menos que a Argentina, atual quinta colocada e que hoje teria de disputar a repescagem para ir à Rússia, sede do próximo Mundial.

Jogando diante de seu torcedor, em Santiago, o Chile partiu para cima em busca talvez de definir sua vitória já no primeiro tempo. E olha que ninguém pode reclamar por falta de oportunidade. O gol saiu logo aos 9 minutos, depois de bela jogada de Alexis Sanchez que Arturo Vidal só teve o trabalho de completar. Antes disso, o goleiro Pedro Gallese já havia aparecido com destaque.

Arturo Vidal marcou os dois gols do Chile na vitória em cima do Peru (AFP PHOTO / Martin BERNETTI)
Arturo Vidal marcou os dois gols do Chile na vitória em cima do Peru (AFP PHOTO / Martin BERNETTI)

Até o intervalo, foi um verdadeiro bombardeio dos atuais bicampeões da Copa América. Vidal e Castillo foram os que perderam as melhores chances. Enquanto o Peru tinha dificuldades de ficar com a bola sob seu domínio.

No segundo tempo, porém, tudo mudou, para desespero dos torcedores. O técnico Ricardo Gareca, ex-Palmeiras, conseguiu arrumar seu time e deixou os donos da casa apreensivos. O são-paulino Cueva teve a primeira grande chance de igual o marcador, mas foi Edison Flores, em jogada individual, que marcou para o Peru com um bonito toque de bico.

Na base do abafa e do desespero também, o Chile levou seu torcedor à loucura já aos 40 minutos da etapa final, quando o jogo já havia se tornado um lá e cá desorganizado, com as duas equipes dando espaços para os contra-ataques. O jogador do Bayern de Munique chamou a responsabilidade e, da entrada da área, marcou de perna esquerda.

Agora, o Chile se prepara para voltar a campo dia 10 de novembro, quando terá a dura missão de encarar a Colômbia em um confronto direto por uma vaga na Copa do Mundo, em Barranquilla. No mesmo dia, já sem grandes pretensões, o Peru visitará o Paraguai, em Assunção.

FICHA TÉCNICA
CHILE 2 X 1 PERU

Local:Estádio Nacional, em Santiago (Chile)
Data: 11 de outubro de 2016 (Terça-feira)
Horário: 20h30(de Brasília)
Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)
Assistentes: Luis Vera (Equador) e Juan Macias (Equador)
Cartões amarelos: CHILE: Nicolás Castillo. PERU: Carlos Lobatón.

GOLS:
CHILE:Arturo Vidal, aos 9 minutos do 1T e aos 39 minutos do 2T.
PERU: Edison Flores, aos 30 minutos do 2T.

CHILE: Claudio Bravo, Mauricio Isla, Enzo Roco, Gonzalo Jara e Jean Beausejour; Charles Aránguiz, Marcelo Díaz, Arturo Vidal (Pulgar) e Nicolás Castillo (Puch); Alexis Sánchez e Eduardo Vargas (Gutierrez)
Técnico:Juan Antonio Pizzi

PERU: Pedro Gallese, Aldo Corzo, Christian Ramos, Alberto Rodríguez e Miguel Trauco; Renato Tapia (Luiz da Silva), Carlos Lobatón (Pedro Aquino), Irven Ávila (Raul Ruidiaz), Edison Flores e Christian Cueva; Paolo Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca