Projeto “empresta pernas” a jovens com deficiência na São Silvestrinha

Tomás Rosolino e Guilherme Serrano - São Paulo , SP
23/12/2018 08:01:19 — 23/12/2018 10:13:12

Em: Atletismo, Mais Esportes, São Silvestrinha
Jovens com diversos tipos de deficiência são abraçados pela causa (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Uma tentativa de incluir o filho nas práticas esportivas e um pedido de um jovem cadeirante para disputar uma corrida foram o ponto de partida para a criação de um projeto social na cidade de Santos. Stefan Klaus, representante comercial de Santos, realizou no último sábado o sonho de levar um grupo de 14 jovens para a São Silvestrinha, corrida promovida pela Gazeta Esportiva no estádio do Ibirapuera, em São Paulo.

Idealizada pelo superintendente da Gazeta Esportiva, Júlio Deodoro de Souza, a São Silvestrinha nasceu em 1994 como proposta de ser a versão infanto-juvenil da mais importante prova de rua da América Latina, a Corrida Internacional de São Silvestre. Na última edição, reuniu cerca de mil pessoas, dentre elas o grupo em expansão de Klaus.

“Não consigo contar quantas pessoas temos hoje. Vieram para São Paulo 14”, contou o idealizador, segundos antes de interromper a entrevista e correr para abraçar uma das crianças que corriam. “É um dos nossos”, justificou o homem de 43 anos, pai de um filho com deficiência causada por citomegalovirose, o mesmo vírus da herpes, explicando como começou o “Empresto minhas pernas”.

“Frequentávamos um projeto de inclusão com o meu filho e, os que tinham aptidão para o esporte, ficavam bem condicionados. Os que não tinham ficavam meio jogados. Aí a gente começou a fazer atividade com eles. Nesse meio tempo, uma das crianças, o Danilo, pediu que a gente fizesse uma corrida com ele na cadeira. Na hora da prova, todo mundo ovacionou. Caiu a ficha que aquilo era um outdoor para a causa”, avaliou, radiante com a realização do sonho.

“Pegamos o contato de quem fazia o triciclo, demos início ao projeto e começamos a disputar as corridas. Nos últimos tempos a gente puxou a molecada, os sub-18, e nosso objetivo era trazer eles para disputar essa São Silvestrinha, que meu filho disputa desde os sete anos. Tem crianças deficientes e um monte de crianças, filhos ou não, de deficientes que frequentam o nosso projeto”, observou Klaus.

Com volta a São Paulo marcada para daqui oito dias, quando disputará a São Silvestre ao lado de outros oito integrantes do projeto, ao menos um deles no triciclo destinado aos cadeirantes. Com expansão baseada no Instagram e contatos diretos com as pessoas, ele já tem três pontos de reunião em Santos, além de dois em outras cidades.

“Ficamos sempre das 9h ás 12h no Emissário Submarino, em Santos”, comentou, citando o local fixado na praia do José Menino, próximo da divisa com São Vicente. Nosso projeto também está em São Paulo, no Ibirapuera, e em Niterói, na praia da Boa Viagem”, concluiu.

Idealizada pelo superintendente da Gazeta Esportiva, Júlio Deodoro de Souza, a São Silvestrinha nasceu em 1994 como proposta de ser a versão infanto-juvenil da mais importante prova de rua da América Latina, a Corrida Internacional de São Silvestre.