Nubia de Oliveira atinge recorde pessoal na São Silvestre e celebra evolução: "Melhorei muito"

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(Foto: Miguel Schincariol/AFP)

A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre foi especial para a brasileira Nubia de Oliveira. A atleta de 23 anos subiu ao pódio pela segunda vez consecutiva, em terceiro lugar, atingiu seu recorde pessoal na prova e celebrou sua evolução ao longo dos anos.

"Estou muito feliz com o resultado de hoje. Mostra que nosso trabalho está evoluindo muito. No ano passado, eu corri em 53 minutos e 24 segundos. Esse ano eu consegui correr em 52 minutos e 44 segundos, é o meu recorde. Então, de um ano para cá, melhorei muito", disse em entrevista à Gazeta Esportiva.

O Brasil foi bronze em ambas as categorias. No masculino, Fábio Jesus Corrêa chegou em terceiro lugar. Ambos, inclusive, foram homenageados por serem os brasileiros mais rápidos nesta edição. Contudo, apesar das boas marcas, viram o jejum aumentar.

Nubia de Oliveira correu a São Silvestre em um tempo de 52min42s e ficou com a terceira colocação. Quem ganhou a prova foi Sisilia Panga, da Tanzânia, com tempo de 51min08s. A segunda colocada foi a queniana Cynthia Chemweno, com 52min31s.

Nubia quer quebrar jejum

Nubia, que fez a prova em 52min42, revelou o desejo de voltar a colocar o Brasil no topo do pódio. A última vez que uma mulher brasileira foi a primeira colocada foi em 2006, quando Lucélia Peres foi a grande campeã.

"Eu acredito muito e quero um dia colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. Cheguei com esse objetivo aqui, não foi dessa vez, mas eu vou continuar tentando e trabalhando. Por ser uma prova muito pesada, muito dura, eu consegui me superar e vencer as dificuldades da prova", declarou.

"Não faltou nada", avalia Nubia

A brasileira teve um início bem equilibrado com Sisilia Panga (1°) e Cynthia Chemweno (2°), mas se desgarrou pouco depois do Pacaembu e ficou para trás. Apesar da juventude, Nubia se vê com boa bagagem e projetou estar melhor nas próximas edições.

"Foi uma prova bem difícil, um nível bem alto e eu acho que isso vamos acertando ao longo do tempo, a gente vai ganhando mais experiência, vai ficando mais forte, vai competindo mais com as africanas, então isso aí vai no decorrer do tempo. Eu acho que, na verdade, para mim não faltou nada", avaliou.

"Eu tenho 23 anos, ainda tenho pouca experiência, mas também já tenho uma bagagem boa de treinamento e é isso, é dar continuidade, estou muito feliz com o resultado, bem mais animada para voltar para casa e um dia voltar aqui para ser campeã", finalizou.

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