Jonathan Kamosong esteve muito próximo de conquistar a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, mas foi impedido de realizar tal feito pelo próprio corpo. Nos metros finais da Avenida Paulista, o queniano foi ultrapassado por Muse Gizachew, da Etiópia, que faturou o título. O atleta, então, contou o que aconteceu.
"Eu me esforcei muito no percurso e, nos últimos dois quilômetros, não tive mais perna para manter a velocidade e conseguir o título", explicou Kamosong em coletiva de imprensa após a premiação.
De acordo com o competidor, o trajeto da São Silvestre não foi complexo. Entretanto, o cansaço acabou pesando no trecho final da Avenida Paulista. Essa foi a brecha que Muse Gizachew precisava para dar um último pique e sagrar-se campeão da prova de rua.
"O percurso não foi difícil, os últimos dois quilômetros que foram muito complicados", avaliou Jonathan.
O que tirar de aprendizado?
A diferença de tempo entre Jonathan Kamosong e o campeão Muse Gizachew foi de apenas quatro segundos. O etíope concluiu a prova em 44min28s, enquanto o queniano finalizou o percurso em 44min32s.
"Eu aprendi que... nos primeiros dez quilômetros, eu fui muito forte, e isso custou caro nos últimos dois [quilômetros]. Da próxima vez, esperamos fazer melhor", concluiu o atleta.
ULTRAPASSAGEM NOS METROS FINAIS!🔥🏆
Se liga na chegada HISTÓRICA do etíope Muse Gizachew, campeão da 100ª São Silvestre! 🥇#SaoSilvestre100 #SaoSilvestre pic.twitter.com/liKgb68cWM
— Gazeta Esportiva (@gazetaesportiva) December 31, 2025
Confira como ficou o pódio da elite masculina:
- Muse Gizachew-ETI (44min28s)
- Jonathan Kamosong-KEN (44min32s)
- Fábio Jesus Correia-BRA (45min06s)
- William Kibor-KEN (45min28s)
- Reuben Poguisho-KEN (45min46s)
- Wilson Maina-KEN (45min52s)