Após dominarem pódio, africanos miram voltar ao Brasil para o Rio 2016

São Paulo, SP

01-01-2016 11:00:17

A 91ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre foi dominada pelos atletas africanos, repetindo um cenário dos últimos anos. Dos cinco competidores mais bem classificados, quatro são provenientes daquele continente, sendo Giovani dos Santos, quinto colocado, o único brasileiro a ter subido ao pódio na quinta-feira.

Agora, os temidos corredores querem voltar ao Brasil para outro desafio: brigar por medalhas na maratona (42km) dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Mais novo campeão da São Silvestre, o queniano Stanley Biwott, vencedor da última Maratona de Nova York, uma das mais fortes do circuito internacional, garantiu que buscará a vaga olímpica, ciente das dificuldades que terá em busca de tal objetivo.

“Para o momento, vou apenas treinar para a próxima temporada. No Quênia, é muito difícil classificar para a Maratona (das Olimpíadas). Diversos atletas correm para 2h04. Meu plano é representar o meu país no ano que vem, no Rio, se eu for selecionado, mas não tenho certeza (risos). Vou tentar e, se conseguir, ficarei muito feliz”, declarou Biwott, campeão da prova de rua mais tradicional da América Latina, com o tempo de 44min31s.

Segundo e terceiro colocados, respectivamente, os etíopes Leul Gebresilase e Feyisa Lilesa também têm o sonho de participar do maior evento esportivo do mundo. O primeiro, porém, descarta competir na maratona, priorizando as provas de menores distâncias, enquanto o segundo não demonstrou confiança no alcance do índice olímpico.

“Eu vou para a Olimpíada para competir nos 5km ou 10km”, avisou Gebresilase, que ouviu do compatriota Lilesa: “Eu queria vir para a maratona, mas há muitos atletas na Etiópia que correm para 2h05, 2h06, é difícil. Se eu conseguir esse tempo, posso vir, mas não tenho certeza”.

Bicampeão da São Silvestre (2012 e 2013), o queniano Edwin Kipsang passou longe do tri ao terminar os 15km em quarto lugar. Ao menos por enquanto, o atleta não se imagina brigando por medalhas na maratona do Rio 2016. “Agora, não dá para tentar a maratona, não”, resumiu.

As últimas duas provas de maratona em Olimpíadas foram vencidas por atletas africanos. Em Pequim 2008, o ouro foi para as mãos do queniano Samuel Wanjiru, enquanto Stephen Kiprotich, de Uganda, subiu ao posto mais alto do pódio em Londres 2012. A Etiópia é o país com mais conquistas nos Jogos, com quatro no total.

Deixe seu comentário