Com a previsão de chuva para os próximos dias em São Paulo, a 97ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre pode se tornar mais complicada para os africanos, que dominaram a prova nos últimos anos. O experiente fundista brasileiro Giovani dos Santos já havia previsto isso, e seus rivais do próximo sábado acabaram confirmando a tese.
“É um pouco difícil. Se fosse uma maratona em um dia chuvoso, talvez seria um pouco mais fácil, porque optaria por uma certa estratégia. Mas, como é um percurso mais curto, com muitas curvas, realmente será bem complicado”, disse o etíope Tilahun Nigussie.
Nigussie participará da Corrida Internacional de São Silvestre pela primeira vez, mas neste ano já foi campeão da Maratona Internacional de São Paulo ao completar os 42km em 2h18min04s.
“A chegada da corrida conta com uma subida [Av. Brigadeiro Luis Antônio], então, ao tentar fazer esse esforço final, pode haver algum deslize. É um desafio, mas estamos prontos”, completou o corredor, mostrando que estudou o percurso.
Kabebush Yisme, compatriota de Tilahun Nigussie e que também venceu a Maratona Internacional de São Paulo deste ano, na categoria feminina, também acredita que os africanos podem ter dificuldades na São Silvestre em caso de chuva no sábado pela manhã.
“Bem difícil competir na chuva, a grande questão é o perigo de se lesionar. Vai ser um desafio, mas vim para participar desse desafio, já corri uma vez no Brasil com chuva, não foi fácil, você pode deslizar no asfalto, mas vou encarar o desafio”, afirmou.
A etíope Yimer Wude, por sua vez, é tricampeã da São Silvestre (2008, 2014 e 2015), conhece melhor o percurso, mas também mostrou certo receio ao projetar a prova debaixo de chuva, embora tenha lidado com o problema em todas as vezes que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
“Se for um dia chuvoso, vai ser difícil, desafiador. Na Etiópia não estamos acostumados a competir em dias de chuva. Mas, já ganhei três vezes a prova e nessas três vezes choveu”, pontuou.
Já a queniana Vivian Kiplagat e o ugandês Maxwell Rotich se mostraram mais preocupados com a umidade e a temperatura no dia da prova do que com a possibilidade de chuva.
“Depende muito da umidade e da temperatura. A chuva não é o problema, o problema é a umidade e a temperatura. Nosso desempenho dependerá mais disso”, completaram.