Nesta segunda-feira, os brasileiros Rodrigo Pessoa e Stephan de Freitas Barcha terminaram entre os 30 primeiros colocados na prova de classificação e avançaram à final do salto individual de hipismo nos Jogos Olímpicos de Paris. Porém, o outro brasileiro, Yuri Mansur, ficou em 62º lugar e foi eliminado.
Com o cavalo Major Tom, Rodrigo Pessoa foi o primeiro brasileiro a disputar a prova e o 22º no geral. Ele teve uma ótima exibição e terminou o percurso na 17ª posição, com um tempo de 77.03, sem sofrer nenhuma penalização.
"A infelicidade na final por equipes foi uma grande decepção. A gente teve dois dias para se motivar novamente e se recolocar dentro do jogo para não falhar hoje", destacou Rodrigo, 51, que também abordou o local da competição em Versailles. "O cenário é realmente incrível. Hoje ao entrar, durante dois ou três segundos, tive que dar uma piscada e me reconectar. As imagens são realmente incríveis e memórias para vida", disse Rodrigo.
Já Yuri Mansur, cavalgando a égua Miss Blue, não conseguiu apresentar o seu melhor desempenho. O brasileiro encerrou com um tempo de 93.37, sofrendo 19 pontos de punição, sendo quatro por salto e 15 por tempo. Por conta disso, ficou com a 62ª colocação e se despediu da competição.
"Tem um ditado em nosso esporte que a gente usa: o jogador de futebol ele tem 90 minutos. Em nosso esporte temos um minuto para fazer "90 coisas", se erramos uma coisa acabou. São muitos detalhes, não é só do cavaleiro ou cavalo, mas a gente precisa estar sempre precavendo, prevendo o que pode acontecer", disse Yuri que também falou sobre o privilégio de saltar em Versailles. "Primeiro que estar em uma Olimpíada é um privilégio, aqui em um local mais bonito da história dos esportes equestres. Eu estou em paz, aprendi o que é o esporte. Eu e ela fizemos nossa parte e temos todo um ciclo pela frente. Agora nosso objetivo é saltar a Final da Copa do Mundo 2025 na Basiléia, Suíça", falou.
Por fim, Stephan de Freitas, com o cavalo Primavera, foi o penúltimo a entrar na pista e apresentou uma bela performance. Com tempo de 76.03 e sem sofrer penalizações, encerrou na 13ª posição e garantiu sua vaga na disputa por medalha.
“A criação europeia tem muitos anos a mais. Hoje ainda tivemos a Miss Blue, uma égua nacional, com Yuri Mansur, que também saltou muito bem, isso demonstra o quanto investir na criação em nosso país, pode gerar frutos e que é possível. A Primavera saltou a maior parte da carreira dela no Brasil. Ela está na Europa há um ano e meio, preferi me preparar na Europa assim como no Pan. Hoje estar em uma final olímpica, com uma égua feita e criada em casa, é um dia para os cavaleiros e criadores brasileiros terem muito orgulho de saber que é possível e toda essa união e força do país", afirmou.
Com dois representantes do Brasil classificados, a final do salto individual de hipismo nas Olimpíadas de Paris será realizada nesta terça-feira, a partir das 5h (de Brasília).