A primeira fase do polo aquático nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, terá novo local de competição. Programada para ocorrer no Parque Aquático Julio de Lamare, no complexo do Maracanã, ela deve ser realocada pela falta de reforma do local.
O Comitê Organizador das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 já vendeu ingressos para as disputas preliminares do polo aquático e precisará buscar um novo local de competição para os eventos por causa de um impasse sobre a reforma da instalação, orçada em R$ 60 milhões.
O Parque Aquático Julio de Lamare e o Estádio Celso de Barros, de atletismo, seriam demolidos na readequação do Maracanã para receber a Copa do Mundo de 2014, mas manifestações de atletas fizeram o governador Sergio Cabral impedir a derrubada das estruturas. Por isso, a manutenção das instalações não consta no contrato de concessão da área. O governo do Estado e a Concessionária Maracanã consideram o custo da reforma muito elevado para a ocasião.
“Há uma grande possibilidade de o Julio de Lamare sair dos Jogos Olímpicos. O investimento seria muito alto”, disse o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Leonardo Espíndola, após reunião sobre o assunto na manhã desta quarta-feira.
Os jogos de polo aquático programados para o Parque Aquático Julio de Lamare devem ser transferidos para o Parque Olímpico da Barra, onde serão realizadas as finais da modalidade e as provas de natação, ou para o Parque Aquático Maria Lenk, que receberá as disputas de nado sincronizado e saltos ornamentais.