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Sem a maior atleta do país, remadores são definidos para as Olimpíadas

Em Mais Esportes, Olimpíadas 2016
Atualizado em 30/05/2017 - 15:38:34 Compartilhe
São Paulo , SP
(Foto: Divulgação/CBR)
Brasileiros conquistaram o lugar mais alto do pódio no classificatório (Foto: Divulgação/CBR)

A Seleção Brasileira de remo conquistou grandes resultados na Regata de Classificação Olímpica Latino Americana sediada no Chile no último dia 25 de março: todos os barcos brasileiros conquistaram classificação aos Jogos Olímpicos. Uma regra da Federação Internacional de Remo (Fisa), contudo, não permite que o Brasil leve os quatro classificados aos Jogos do Rio.

Segunda a Federação, o país que classificou mais de um barco precisa selecionar apenas um feminino e um masculino para competir nas Olimpíadas. No classificatório, o Brasil levou ouro nas duas modalidades do Double Skiff Peso-leve (barco remado por dois atletas) e conquistou a prata no Single Skiff (barco solo) feminino e bronze no masculino.

Para definir a vaga, a Confederação Brasileira de Remo (CBR) utilizou um sistema de análise que garante prioridade ao barco com melhor percentual em relação ao tempo de referência da prova. Esta regra foi divulgada em novembro de 2015.

Com o tempo de 6m25s96, a dupla masculina Xavier Vela e Willian Giaretton garantiu o melhor aproveitamento entre os homens, enquanto Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi, com tempo de 7m08s95, também obtiveram a melhor performance feminina no classificatório.

(Foto: Divulgação/Facebook)
Fabiana conquistou ouro em duas modalidades em seu último Sul Americano, disputado no fim de março (Foto: Divulgação/Facebook)

Deste modo, apenas as duplas foram selecionadas para participarem dos Jogos Olímpicos do Rio. Segunda colocada no classificatório olímpico, Fabiana Beltrame, principal atleta brasileira da modalidade com o ouro no Mundial de 2011 e medalha de prata no Pan-Americano de Toronto, portanto, não poderia participar de sua quarta Olimpíada. A veterana de 33 anos foi eleita seis vezes a melhor remadora do país pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

A CBR anunciou em seu site que requisitou a intervenção do COB junto a Fisa e ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para que o Brasil possa competir nas quatro provas. A federação ainda apelou diretamente à entidade internacional usando a relevância e qualidade dos atletas brasileiros nas provas de Skiff e na importância dessa presença na promoção e desenvolvimento do remo em solo brasileiro.

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