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Presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman é preso acusado de fraude

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Atualizado em 05/10/2017 - 10:49:20 Compartilhe
São Paulo , SP

O presidente do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman foi preso na manhã desta quinta-feira. Além de Nuzman, o diretor geral  do comitê da Rio 2016, Leonardo Gryner, também foi detido na operação chamada Unfair Play. O presidente é acusado pelo pagamento de propina a membros do Comitê Olímpico Internacional na eleição da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

A prisão foi efetuada por agentes da Polícia Federal que foram até a casa do dirigente, localizada no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. A chegada dos policiais ao local ocorreu por volta das 6 horas desta quinta-feira, com um mandato de prisão temporário válido por cinco dias. Ás 8h30 da manhã, o presidente deixou sua residência rumo a sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

Nuzman e Gryner são investigados pelo pagamento de propinas para a compra de votos de integrantes do COI para a eleição do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. A ação é um desdobramento da Unfair Play – Segundo Tempo, que é uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro, é realizada em conjunto com o Ministério Publico Federal.

Segundo documento do Ministério Público Federal (MPF), o patrimônio do dirigente cresceu 457% de 2006 a 2016. Ainda de acordo com a publicação Nuzman retificou sua declaração de imposto de renda logo após a deflagração da operação, em agosto deste ano. Esta manobra realizada pelo cartola serviria, segundo o Ministério Público, “conferir aparência de transparência e licitude a bens que estavam ocultos”.

Com essa ocultação de bens, foram determinados dois mandados de prisão temporárias e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ, na cidade do Rio de Janeiro. Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os investigadores da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal – com auxílio das autoridades da França, da Antígua e Barbuda, dos Estados Unidos e do Reino Unido – apontam que Nuzman e Sérgio Cabral Filho compraram o voto do presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, por 2 milhões de dólares. Esta quantia viria do empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur, que está foragido da Justiça.

 

Comente

  • Marcio Saiani

    Se cuida Andrés Sanches, tua hora ta chegando kkkkkkk