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Por sonho olímpico, membros da Caloi sonham com nova vaga para o Brasil

Em Ciclismo, Mais Esportes, Olimpíadas 2016
Publicado em 27/01/2015 23:11:00 Compartilhe
Bruno Ceccon - Campinas , SP

Por receber os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, o Brasil tem o direito de inscrever um atleta na prova de cross-country (no masculino e no feminino). Aumentar a quantidade de representantes nacionais na disputa é algo difícil, mas sonhado pelos integrantes da equipe de elite de mountain bike da Caloi.

O ranking organizado pela União Ciclística Internacional (UCI) determina o número de vagas de cada país no cross-country olímpico (XCO). Os primeiros cinco colocados podem levar três atletas, enquanto as nações do sexto ao 13º posto são brindadas com dois lugares.

O objetivo do Brasil, atual 20º colocado no ranking olímpico, é figurar no top 13 em maio de 2016 e classificar dois atletas para os Jogos do Rio de Janeiro. A pontuação de cada país é a soma do resultado de seus três melhores competidores.

Com 3.944 pontos, a Suíça ocupa a liderança do ranking olímpico. O Canadá, 13º colocado, tem 1.218, enquanto o Brasil contabiliza 712, resultado das performances de Henrique Avancini (408), Sherman Trezza (152) e Frederico Mariano (152) – os dois últimos defendem a equipe de elite da Caloi.

“Para entrar entre os 13, precisamos fazer uma temporada excelente, correr bastante no exterior e somar muitos pontos. É difícil, mas não impossível. Dependemos de um trabalho legal, talvez com a coordenação da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Espero que consigamos mais uma vaga para o País”, disse Sherman.

Frederico Mariano, campeão brasileiro de cross-country olímpico (XCO), sonha com nova vaga para o Brasil
Frederico Mariano, campeão brasileiro de cross-country olímpico (XCO), sonha com nova vaga para o Brasil – Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
Em 2014, Frederico Mariano conquistou o Campeonato Brasileiro na modalidade cross-country olímpico (XCO), resultado que aumentou suas esperanças de participar dos Jogos 2016. A exemplo do companheiro de equipe, o mineiro sabe que a tarefa é árdua.

“Eu acredito que tudo é possível. Estou sempre sonhando e disputar as Olimpíadas nunca deixou de ser uma meta de carreira. Meu foco está nas Olimpíadas, é o sonho de qualquer atleta profissional. Não vai ser fácil conseguir mais uma vaga para o Brasil, mas eu não descartaria essa hipótese”, afirmou.

A corrida por uma vaga nos Jogos de 2016 começou em maio de 2014 e termina em maio de 2016. Com o número de vagas devidamente estabelecido, os representantes do Brasil no cross-country olímpico serão definidos de acordo com a posição de cada um no ranking individual.

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