O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi credenciado novamente pela Agência Mundial Antidopagem (Wada) e assim poderá realizar os exames antidoping durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A entidade tinha perdido sua licença em 2013.
Sem um laboratório credenciado pela Wada, o Brasil precisava enviar amostras para análise a instalações reconhecidas pela entidade no exterior. Isso encarecia os exames e muitas vezes os inviabilizava por causa da distância e do tempo necessários para as amostras chegarem aos laboratórios.
“Foi um processo muito exigente. Reconhecemos o esforço do Ministério do Esporte e do ministro George Hilton. O Brasil tem a pressão dos Jogos Rio 2016 e é claro que o objetivo da Wada era chegar lá com o laboratório acreditado, mas isso dependia da performance. Foi preciso trabalhar para passar por todas as provas técnicas, que são muito exigentes e estão em concordância com o padrão internacional dos laboratórios”, explicou a diretora do escritório da América Latina e do Caribe da Wada, Maria José Pesce.
O LBCD é o 34º laboratório do mundo credenciado pela Wada e o segundo da América do Sul - o outro fica em Bogotá. Para ser reacreditado pela entidade, o laboratório inaugurou uma nova sede, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em que o governo investiu R$188 milhões.
“O sistema antidoping será um dos principais legados, mas ainda faltam alguns passos complementares para manter o nível de excelência na garantia de jogo limpo no esporte. São a criação de um tribunal de apelação e o empoderamento da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) como única responsável pelo controle no Brasil. São questões que a WADA nos apresentou como essenciais e vamos caminhar nessa direção”, disse o ministro do Esporte, George Hilton.