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Em visita às obras do complexo de canoagem, Federação fica satisfeita

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Publicado em 26/01/2015 12:20:00 Compartilhe
GazetaEsportiva.net - Rio de Janeiro , SP - Brasil

Representantes da Federação Internacional de Canoagem (ICF) foram ao Rio de Janeiro na última semana para monitorar as obras do Estádio de Canoagem Slalom, instalação no Complexo Esportivo de Deodoro que abrigará as provas da modalidade nas Olimpíadas de 2016.

“Estou muito impressionado com o progresso. A construção está indo muito bem e a instalação é ótima”, elogiou Jean Michel Prono, delegado técnico que fez sua sétima visita ao Brasil para auxiliar no projeto. “A visão geral, a paisagem e a atmosfera da instalação serão absolutamente maravilhosas”, acrescentou. 

O francês, que participou das últimas seis edições dos Jogos Olimpícos como representante da ICF, falou sobre os próximos passos da construção. 

“Agora estamos focando em aspectos mais específicos, como a construção do canal e dos obstáculos, e em como criaremos este rio artificial no meio da cidade. Vamos formatar e ajustar o rio para que ele tenha um fluxo de 12 a 13 metros cúbicos por segundo, com ondas, turbilhões e outras coisas. É um rio artificial, mas segue os princípios de um rio natural e temos que direcionar, acelerar e reduzir o fluxo da água ao longo do percurso”, explanou.

Obras do Estádio de Canoagem Slalom estão em dia, de acordo com a Federação (Foto: EOM)
Obras do Estádio de Canoagem Slalom estão em dia, de acordo com a Federação (Foto: EOM) – Credito: Divulgação

Os obstáculos a que ele se refere são modulares e artificiais para, por exemplo, simular as pedras encontradas em cursos de água naturais. Prono também comparou as obras brasileiras às de Londres. 

“Teremos um percurso de competição dentro dos mais altos padrões internacionais e provavelmente conseguiremos economizar energia e reduzir custos operacionais em comparação com os Jogos de Londres, já que sempre aprendemos de uma experiência para a próxima”, garantiu o francês. O reservatório que abastecerá o percurso de 250m com bombas hidráulicas já está praticamente pronto.

Simon Toulson, secretário-geral da ICF, visitou o Rio pela terceira vez para verificar o andamento das obras e enalteceu a velocidade das construções. “Estive aqui quando não havia nada, era apenas uma floresta, e o desenvolvimento foi fantástico, é muito animador. Estamos em dia e tudo parece muito bem. A construção ainda não terminou e vamos seguir apreensivos até a água começar a correr, mas comparando com outras instalações que vimos, estamos em dia”, disse.

O complexo terá capacidade para 8 mil pessoas e será uma das nove instaçaões do Parque Olímpico de Deodoro. O local receberá 11 modalidades Olímpicas e quatro Paralímpicas. Será realizado um evento-teste em novembro para testar a área de competição e o sistema de resultados para que seja possível ajustar realizar qualquer ajuste necessário bem antes do início dos Jogos, em agosto de 2016. Cerca de 900 pessoas trabalham em dois turnos para finalizar o projeto, que após as Olimpíadas, formará o Parque Radical do Rio ao lado do Centro Olímpico de BMX. 

“O Parque Radical será o legado esportivo do evento para a região. Com cerca de 500 mil metros quadrados, vai ser o segundo maior da cidade, atrás apenas do Parque do Flamengo. As instalações servirão para lazer da população, em uma região com poucas opções para a prática de atividades ao ar livre e grande concentração de população jovem”, afirmou Roberto Ainbinder, diretor de Projetos da Empresa Olímpica Municipal.

Após a disputa dos Jogos Olimpícos, o completo será transformado no Parque Radical do Rio (Foto: EOM)
Após a disputa dos Jogos Olimpícos, o completo será transformado no Parque Radical do Rio (Foto: EOM) – Credito: Divulgação

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