Ainda se adaptando à nova parceria com a Honda, a McLaren tem apresentado alguns de seus piores resultados nesta temporada, enquanto passa por seu período de reabilitação. Depois de largar na última fila na Austrália na semana passada, no que foi o pior desempenho de sua história, a escuderia melhorou sua classificação em relação à abertura da temporada e ao menos não será a última no grid de largada. Eliminados ainda na primeira fase do treino classificatório, Fernando Alonso e Jenson Button vão compor a nona fila, à frente de Roberto Merhi e Will Stevens, da Marussia. Alonso reconhece que a McLaren não rendeu o esperado, mas acredita que a equipe está indo “na direção certa”.
“Obviamente, depois da Austrália nós sabíamos mais ou menos onde estávamos. E realmente estamos bem melhores do que pensávamos antes de vir para a Malásia”, afirmou o bicampeão. “Nosso desempenho está bem abaixo do esperado e nós precisamos melhorar, mas definitivamente as mudanças que estamos fazendo no carro mostram muito progresso. Então estou otimista de que não estarei dando entrevistas após o Q1 por muito tempo”, acrescentou.
Fernando Alonso se mostrou satisfeito com a evolução da McLaren, mas admitiu que ainda há muito a ser feito - Credito: AFP
No GP da Austrália a diferença entre os carros da McLaren e os líderes da Mercedes no treino classificatório era de 4.5 segundos. No Q1 em Melbourne, Hamilton foi o mais rápido com 1min28s586, enquanto Button foi o 17º com 1min31s422, seguido por Kevin Magnussen, substituto de Alonso, com 1min32s037. Já na Malásia, a diferença caiu para 2.5 segundos. Hamilton voltou a liderar com 1min39s269, mas Button fez 1min41s636 e ficou em 17º, seguido por Alonso, penúltimo com 1min41s746. O espanhol Roberto Merhi, da Marussia, extrapolou os 107% do tempo do líder e sequer se classificou. A organização do GP da Malásia, contudo, autorizou Merhi a disputar a prova no domingo. Seu companheiro de equipe, o britânico Will Stevens, não conseguiu nem sair dos boxes no treino classificatório, mas também poderá alinhar no grid em Sepang.
“O passo à frente é imenso. Estamos indo na direção certa, mas o que importa é a corrida. Estando tão atrás não temos nada a perder”, completou Alonso, ecoado pelo companheiro de equipe.
“Chegamos bem mais perto do que na Austrália e acho que nosso ritmo de corrida está melhor do que nosso ritmo na qualificação. Nós devíamos estar felizes com o passo dado, mas ainda há um longo caminho pela frente”, avaliou Button.