O espanhol Fernando Alonso abandonou o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1, seu primeiro na temporada, mas mesmo assim ficou satisfeito com o desempenho de sua McLaren. O bicampeão do Mundial constatou uma grande evolução do carro da equipe britânica, que em 2015 volta a ter motores fornecidos pela Honda.
A troca na marca dos propulsores tem gerado muitos problemas à escuderia britânica. A Honda ficou fora da Fórmula 1 por seis anos e ainda não conseguiu entregar à McLaren uma unidade de potência confiável e à altura das produzidas por Mercedes, Ferrari e Renault.
“Não estávamos tão mal. Foi uma surpresa rodar com o pelotão. Estive atrás de uma Red Bull e uma Toro Rosso e chegando neles quando consegui ultrapassar o Sergio Pérez. Isso era impensável há três dias”, afirmou o piloto asturiano, que não participou do GP da Austrália por ter sofrido um acidente na pré-temporada.
Neste domingo em Sepang, Alonso foi chamado aos boxes pela equipe McLaren que detectou problemas em seu carro durante a corrida. O espanhol, no entanto, não tinha percebido falhas no funcionamento de seu bólido. A falta de confiabilidade tem sido o principal problema da escuderia.
Na pré-temporada, o time passou mais tempo nos boxes do que nas pistas, obtendo menos quilometragem do que seus rivais. No GP da Austrália, Kevin Magnussen, que substituía Alonso, sofreu uma quebra de motor no caminho entre os boxes e o grid e nem participou da prova. Já Jenson Button, que largou na última fila, disputou toda a corrida sem utilizar a potência completa do propulsor para diminuir a chance de falhas.
“Tivemos que parar e isso é normal. Se tivéssemos tido um inverno comum, teríamos descoberto estes problemas na pré-temporada. Vamos descobrir os problemas do carro pouco a pouco e nas corridas”, analisou Alonso. “Não sei o que aconteceu com o carro. Algum problema na pressão de óleo ou água. Não percebi nada, foram os engenheiros”.
