Jaqueline quer compensar saudade do filho com medalha de ouro nos Jogos do Rio 2016 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Arthur, filho dos jogadores de vôlei Murilo e Jaqueline, deve acompanhar apenas pela televisão a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Os pais querem deixar o herdeiro em casa, em São Paulo, para diminuir o risco de perderem o foco e a concentração durante as Olimpíadas.
“Precisa se dedicar de coração e alma para que esse momento tão esperado e sonhado pela gente, o de conquistar uma medalha de ouro no Brasil, seja conquistado. Tem que esquecer um pouco a família, infelizmente o filho, e se entregar porque são 15 dias nossos”, disse a atleta pernambucana.
A tática de Jaqueline e Murilo com o filho deve se estender ao restante da família, que verá de longe os atletas defenderem a Seleção e ajudará a cuidar de Arthur, repetindo o que já acontece durante as constantes viagens dos jogadores. A ideia é reproduzir no Rio de Janeiro o ambiente das últimas edições das Olimpíadas.
Jogando longe de casa, Jaqueline conquistou o bicampeonato olímpico com a Seleção Brasileira em Pequim 2008 e Londres 2012, derrotando os Estados Unidos nas duas finais. Nas mesmas edições do evento, Murilo ficou com a medalha de prata.
“Preferiria jogar fora, para falar a verdade, porque sempre joguei fora. Estou mais acostumada. Agora é tudo muito novo, não dá para saber se isso vai prejudicar ou ajudar. Só na hora mesmo”, explicou Jaque. “Quero pensar que estou em outro país, como sempre foi, e me concentrar para aquele momento”, complementou.
Se não verá de perto os pais brigando por medalhas nas Olimpíadas do Rio, Arthur, nascido em 2013, ao menos pode acompanhá-los na preparação. Ele fica com o casal no Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema, nos longos períodos de treino comandados pelos técnicos José Roberto Guimarães e Bernardinho.
E recentemente contou com outra criança para brincar: Maria Clara, filha de Tandara, nascida no ano passado. “Nossa, ele é apaixonado pela Clarinha. Eles brincavam e ela adorava o contato também. É muito bom para eles esse convívio”, disse a pernambucana.