Auxiliar da Seleção feminina de vôlei, Paulo Coco debate naturalização e relembra duelos contra a Itália

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Foto: Divulgação / @lovbatl

Com um extenso currículo vitorioso, Paulo Coco é um dos treinadores de maior renome no voleibol mundial. O profissional é auxiliar de José Roberto Guimarães na Seleção Brasileira feminina desde 2003, e falou sobre o ano de 2025 do Brasil nas quadras. 

 

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Apesar de boas atuações, a Seleção foi derrotada pela Itália na grande final da Liga das Nações e na semifinal do Mundial. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Paulo Coco relembrou os jogos contra as italianas e falou sobre a naturalização de jogadoras no esporte, um processo que ele não concorda. 

“Elas (italianas) estão em um patamar acima. É em virtude desse trabalho que elas fizeram a longo prazo, mas também de um acréscimo de uma situação que eu não concordo muito, que é a naturalização de jogadores de outros países, não é? Por exemplo, você pega a Turquia também, que mudou de patamar com a entrada da Vargas, não é? E a entrada da Antropova? A Itália, que já era uma equipe muito forte, ficou ainda mais”, afirmou Paulo Coco, à Gazeta Esportiva. 

"Atualmente, a Itália tem duas entre as cinco, seis melhores opostas do mundo. Eles estão realmente por méritos de trabalho, mas também por essa situação de naturalização, como acontece com outros países. A Turquia hoje tem quatro jogadoras naturalizadas, então não concordo com isso, até que a regra mudou. Quando o jogo aperta, elas (Itália) têm uma dupla troca (Egonu – Antropova) que torna a equipe mais forte ainda. Isso foi decisivo, por exemplo, contra a gente”, completou. 

Paulo Coco

Foto: Divulgação / @lovbatl

Trabalho de anos 

Apesar da questão da naturalização, Paulo Coco fez questão de exaltar o trabalho desenvolvido pela Itália ao longo dos últimos anos. 

“A Itália hoje já vem com uma geração forte. Na verdade, ela vem colhendo os frutos de uma geração que foi reformulada há 10 anos atrás. Quando eu dirigi a seleção na final do Grand Prix, em 2015, a Itália já era o mesmo time. Nós ganhamos delas a decisão exatamente com a equipe mesclada. Na decisão de terceiro lugar já era a mesma geração. Então é todo esse grupo que eles passaram 10 anos desenvolvendo. Eles estão colhendo os frutos agora, realmente estão”, afirmou Paulo Coco. 

 

Como superar a Itália? 

Por fim, Paulo Coco falou sobre o futuro da Seleção Brasileira. O auxiliar reconheceu que a Itália é o grande time a ser batido, mas afirmou que, junto com José Roberto, está buscando alternativas para superar as italianas. 

“A gente está buscando alternativas, obviamente que não é desculpa. Acho que a gente fez uma grande VNL, um grande mundial. Foi difícil perder aquela semifinal contra elas daquela maneira. Eu vi um comentário que me marcou muito, que disse o seguinte: “Quando a equipe que vence todo mundo se ajoelha para comemorar, é porque a equipe adversária tirou tudo o que podia”. Ali foi um jogo, que só de lembrar, me arrepia. Foi um jogo de dois pontos, mas essa é a beleza do esporte”, explicou Paulo Coco. 

“O resultado poderia ir para qualquer lado. Obviamente que elas, por merecimento, conquistaram a possibilidade de ir à final, mas a gente entregou tudo ali na quadra e saímos de cabeça erguida. A gente está no caminho de, num futuro próximo, poder vencê-las”, finalizou ele. 

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