Paulo Silva, 15 participações na São Silvestre (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Em sua 15ª edição da Corrida da São Silvestre, o taxista aposentado Paulo Silva tem uma bela relação com as ruas. Buscando divertimento e saúde, o paulista concilia corrida e dança para evitar os remédios.
“Eu gosto muito de correr porque tenho bronca de remédio. Remédio e cartão de crédito são problemas. É complicado. Gosto do divertimento, das brincadeiras. É povo né, pessoas de todos os estados”, afirmou o senhor na retirada de seu kit da São Silvestre, com camiseta, chip, número do peito e outros itens.
Corredor há cerca de quarenta anos, Paulo relembra as edições da tradicional corrida realizadas à meia noite, na virada do ano. “Comecei a correr quando era meia noite, na virada. Era gostoso todo mundo comemorando e você estava lá. Depois passou para as sete, agora às nove. Por mim tudo bem”, acrescentou.
Ativo e sorridente, o ex-taxista também encontra na dança um motivo para se exercitar. “Sou aposentado, mas agora só danço e corro. Prefiro a corrida, é uma dor gostosa, que passa logo”, revelou. “Danço tudo”, acrescentou.
“A corrida complementa a dança, ajuda. É um exercício diferente, um mês antes da corrida eu só treino para ela. Esse ano acredito que eu faço em duas horas ou uma hora e meia. O que vier é lucro”, contou o corredor. “A corrida faz parte da minha vida. Meus quatro filhos casaram e foram embora e tenho um quarto com troféus, medalhas. Tem as fotos lá do tempo que eu fazia 5km em 18 minutos”, completou.
Para retirar seu kit com camiseta, chip, número do peito e diversos outros itens, o competidor deve ir até o Ginásio Mauro Pinheiro, no número 1300 da Rua Abílio Soares, até sexta-feira. Os portões estarão abertos das 9h às 19h nos dias 28 e 29 e das 9h às 16h no dia 30.
*Especial para a Gazeta Esportiva