Inspirada em Roland Garros, CBT quer mudar sede para o Rio após 2016

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A construção do Centro Olímpico de Tênis para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 pode motivar a mudança de sede da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para a cidade. A entidade nacional quer utilizar a área em Jacarepaguá, ainda em construção, como sede administrativa e de seu centro de treinamento após a competição internacional.

A CBT trabalha em um projeto para ser entregue às autoridades em dezembro pedindo a cessão do Centro Olímpico à entidade, seguindo os moldes de Roland Garros. A área que abriga o tradicional complexo de quadras de Paris é da prefeitura da cidade, mas teve seu uso concedido por 50 anos à Federação Francesa de Tênis, que lá instalou sua sede administrativa e de treinamento.

Um CT nacional é um dos sonhos mais antigos do presidente da CBT, Jorge Lacerda. Com a entidade instalada em São Paulo, ele buscou, sem sucesso, viabilizar sua construção da estrutura em diversas áreas da cidade. O mandatário cogitou até municípios do interior paulista para receber as instalações antes de optar pela área olímpica no Rio de Janeiro.

“Antes do evento-teste do tênis, que será em dezembro, a gente quer apresentar este projeto para que o Centro Olímpico seja o centro de treinamento e sede da confederação, que provavelmente precisará se mudar para o Rio de Janeiro”, afirmou Lacerda.

O projeto da entidade nacional está sendo feito com base na experiência de Roland Garros porque a CBT assinou um acordo de cooperação técnica e administrativa com a Federação Francesa de Tênis, nesta quarta-feira. Os brasileiros obtiveram até as plantas arquitetônicas das instalações em Paris para montar sua proposta.

O Centro Olímpico de Tênis está em fase de construção e terá 16 quadras para a disputa olímpica (Foto: Rio 2016)

O Centro Olímpico de Tênis está em fase de construção e terá 16 quadras para a disputa olímpica (Foto: Rio 2016) - Credito: Divulgação

O Centro Olímpico de Tênis em Jacarepaguá, ainda em fase de construção, faz parte da estrutura do Parque Olímpico e abrigará as disputas da modalidade em 2016. Orçado em quase R$ 165 milhões, contará com 16 quadras, uma delas permanente com 10 mil assentos, o que permitiria ao local receber eventos de grande porte no futuro.

Após a disputa dos Jogos, oito quadras serão desmontada e a outra metade será mantida, inicialmente, como estrutura do Centro Olímpico de Treinamento, sob administração do Ministério do Esporte.

A construção da instalação foi iniciada ainda em 2013, um mês após a conclusão da licitação, e deve ser concluída no terceiro trimestre deste ano. O primeiro evento-teste do tênis no local será a disputa da Copa Brasil Masters, evento promovido pela CBT, em dezembro.

Segundo o Ministério do Esporte, “o projeto do futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT) está em discussão no Governo Federal. Quando definida uma proposta, será levada para discussão com as demais partes interessadas”.

O sonho de Lacerda de contar com um centro de treinamento para a Confederação Brasileira de Tênis foi iniciado em 2009, sob sugestão do espanhol Emílio Sanchez Vicário, contratado no início daquele ano para coordenar a modalidade no País. À época, o então consultor já apontava a importância de a sede administrativa da entidade ficar na mesma cidade das instalações de treino.

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