Campeão mais velho do País, Sá inicia faculdade por carreira após Rio 2016

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O tenista mineiro André Sá conquistou no domingo a chave de duplas do ATP 250 de Buenos Aires, ao lado do finlandês Jarkko Nieminen, quebrando um longo jejum. Aos 37 anos, se tornou o atleta mais velho do Brasil a ser campeão de um torneio do circuito profissional e já na semana seguinte iniciou a faculdade de Administração, preparando-se para uma carreira longa também fora das quadras.

André Sá não conquistava um título na elite do tênis mundial desde 2011, quando foi campeão do ATP 250 de Metz, ao lado do britânico Jamie Murray, irmão mais velho de Andy Murray. O troféu em Buenos Aires, a poucas semanas do mineiro chegar aos 38 anos, é visto pelo próprio tenista como a coroação de seus anos dentro de quadra.

“Isso é uma coisa que significa muito. Minha reação depois de ganhar o jogo e minha alegria foram por isso, ainda ter gás para ficar competitivo esses anos todos em um esporte muito difícil”, explicou Sá, que comemorou pulando e abraçando Nieminen em quadra. “Jogar no nível mais alto por quase 20 anos é especial. E além do mais ganhar. Enfrentei e derrotei caras que são dez anos mais novos do que eu. Isso é muito especial”, completou.

André Sá conquistou o título em Buenos Aires com 37 anos de idade, recorde para brasileiros

André Sá conquistou o título em Buenos Aires com 37 anos de idade, recorde para brasileiros - Credito: Divulgação

Sá começou a jogar profissionalmente em 1996 e chegou à 55ª colocação do ranking mundial de simples em 2002, antes de migrar o foco de sua carreira para as duplas, em que teve seus principais momentos. Foi o 17º da lista da ATP e alcançou a semifinal de Wimbledon, em 2007, jogando ao lado do conterrâneo Marcelo Melo, atualmente terceiro colocado do ranking.

Os quase 20 anos de carreira deram a Sá a chance de jogar 72 Grand Slams, 16 de simples e 56 de duplas, números que ele mesmo desconhecia e devem aumentar em breve. O mineiro ainda não definiu uma data para encerrar a carreira, mas pode deixar as quadras após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.

“Meu objetivo claro por enquanto é chegar às Olimpíadas jogando bem. A partir daí é um ponto de interrogação, não sei se vou continuar. Precisaria de um desafio novo para seguir jogando porque já tenho família e passei os últimos 20 anos viajando”, disse Sá, um dos representantes do Brasil em Londres 2012, Pequim 2008 e Atenas 2004.

Como o fim da carreira dentro das quadras está próximo, André Sá se tornou universitário, nesta semana. O tenista mineiro ganhou uma bolsa de estudos da Universidade Estácio de Sá para o curso à distância de Administração. A instituição patrocina o também duplista Bruno Soares, que estuda Publicidade.

A rotina de treinos e viagens agora também terá horas de estudo, trabalhos e provas, e menos tempo de sono. O sacrifício, segundo Sá, é para ter uma carreira também fora das quadras. Mas não sem deixar a modalidade ao qual se dedica desde os oito anos de idade.

“Vou precisar acordar um pouquinho mais cedo agora, mas é um desafio novo. Não tinha como deixar passar essa oportunidade porque quando parar pretendo fazer algo ligado ao tênis. Talvez desenvolver projetos para introduzir o tênis onde o esporte não é desenvolvido, promover eventos. Alguma coisa por aí”, afirmou o duplista.

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