Alexander Zverev é campeão de Roland Garros, seu primeiro título de Grand Slam

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Foto por DIMITAR DILKOFF / AFP
Alexander Zverev finalmente quebrou sua maldição pessoal e conquistou seu primeiro título de Grand Slam, ao se sagrar campeão de Roland Garros neste domingo (7), derrotando na final o italiano Flavio Cobolli.

Zverev fechou o jogo em 3 sets a 2, com parciais de 6-1, 4-6, 6-4, 6-7 (5/7) e 6-1, em quatro horas e 17 minutos na quadra Philippe Chatrier.

O tenista alemão, número três do mundo, confirmou o favoritismo contra Cobolli e evitou mais surpresas no encerramento de um torneio repleto de reviravoltas.

Esta foi a quarta vez que Zverev disputou uma final de Grand Slam, tendo perdido as três anteriores: o US Open de 2020 para Dominic Thiem, Roland Garros em 2024 para Carlos Alcaraz e o Aberto da Austrália de 2025 para Jannik Sinner.

"Vivi os melhores momentos da minha carreira nesta quadra, mas também os piores. Perdi uma final de Grand Slam aqui há dois anos", lembrou o alemão de 29 anos, antes de sorrir. "Mas, no fim, a história tem um final feliz".

Mas desta vez, tudo correu rapidamente a seu favor, primeiro com a desistência por lesão do campeão das duas edições anteriores, Alcaraz, e com as eliminações inesperadas do número um do mundo, Sinner, e de Novak Djokovic, vencedor de 24 Grand Slams, já na primeira semana do torneio.

Zverev rapidamente se tornou o grande favorito e ficou com toda a pressão sobre os ombros, mas lidou perfeitamente, como mostrou nas sólidas vitórias contra dois dos jogadores mais promissores do circuito: o espanhol Rafa Jódar, nas quartas de final, e o tcheco Jakub Mensik, nas semifinal.

Cabeça fria

Na final, contra um Cobolli mais descansado por ter passado pelas semis sem jogar devido à desistência do adversário, o alemão manteve a cabeça fria mesmo após o baque emocional de perder dois sets, o que prolongou sua espera.

A primeira parcial foi um passeio de Zverev, que o venceu por 6-1 em 39 minutos, com três quebras de serviço.

No segundo set, no entanto, Cobolli reagiu e, com uma única  quebra, abriu 4-3 e não desperdiçou a vantagem até fechar em 6-4.

A batalha permaneceu muito equilibrada no terceiro set, com longas trocas de bola e ambos os jogadores mantendo seus serviços, até que, com 5-4 a favor, Zverev conseguiu a quebra que lhe deu a vitória por 6-4.

No quarto set, que foi especialmente disputado, Cobolli conseguiu prolongar o suspense após uma maratona que foi decidida no tie-break.

Mas no set decisivo, Zverev apagou o incêndio, abrindo rapidamente uma vantagem de 4-0, incluindo duas quebras de serviço, antes de fechar a partida com um inapelável 6-1.

"Você merece. Estou feliz por você, mas triste porque cheguei perto. Agora que você realizou seu sonho, me  deixe ganhar da próxima vez!", pediu o italiano ao amigo Zverev após a partida.

Cobolli, portanto, não conseguiu repetir sua vitória sobre o alemão em abril, em Munique, e o tênis italiano terá que esperar pelo menos mais um ano para levantar o troféu de Roland Garros. O último campeão do país foi Adriano Panatta, em 1976, que foi justamente quem entregou a Taça dos Mosqueteiros a Zverev.

Seguindo os passos de Becker e Graf

Com este título, a Alemanha conquista um território tradicionalmente hostil. Na "Era Aberta" (desde 1968), apenas Steffi Graf venceu em Roland Garros, sendo campeã seis vezes na chave feminina, a última delas em 1999.

Para encontrar os títulos alemães anteriores no torneio masculino em Paris, é preciso voltar muito nos registros, até a década de 1930, com Gottfried von Cramm (1934, 1936) e Henner Henkel (1937).

O último título de Grand Slam masculino conquistado por um tenista alemão data de 30 anos atrás, quando Boris Becker venceu o Aberto da Austrália.

No século XXI, Angelique Kerber foi a única representante da Alemanha a vencer Grand Slams, com os títulos do Aberto da Austrália e do US Open em 2016 e de Wimbledon em 2018.

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*Por AFP

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