Rússia foi suspensa do atletismo e corre o risco de ficar de fora dos Jogos Olímpicos (Foto: ERIC FEFERBERG/AFP)
O atual presidente da Federação Russa de Atletismo, Dmitri Chliakhtine, acredita que a Rússia possui 50% de chances de disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro mesmo após a entidade ser suspensa pela Iaaf por conta do envolvimento em escândalos de omissão de dopagem.
“Acredito que, atualente, temos 50% de chances de ir aos Jogos. Temos que dar o melhor de nós para aumentar essas chances a cada dia”, declarou o dirigente em entrevista ao jornal russo Sport Express.
Um dos principais destaques da Rússia no atletismo, Yelena Isinbayeva, chegou a cogitar a possibilidade de disputar suas prováveis últimas Olimpíadas de maneira independente, não representando sua nação por conta da punição imposta à entidade que regula o atletismo na Rússia.
Chliakhtine foi eleito novo presidente da Iaaf no último sábado. Antes, ele exercia o papel de diretor esportivo na região de Samara, no centro da Rússia. Ele terá a missão de limpar a imagem da Federação Russa de Atletismo, manchada após o escândalo envolvendo atletas russos em flagrantes de doping ser revelado por um relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada), liderado por Dick Pound.
“Em março, temos que prestar contas ao conselho da Iaaf. Temos que convencê-lo de que o atletismo russo realizou mudanças revolucionárias”, afirmou o novo presidente da Federação Russa de Atletismo.
Valentin Balakhnitchev, seu antecessor no cargo da presidência, foi suspenso de maneira vitalícia de qualquer atividade relacionada ao atletismo. Ele é um dos acusados de fazer parte do esquema que encobria flagrantes de atletas russos em exames de doping. Além dele, o filho do ex-presidente da Iaaf, Papa Massata Diack, e Alexei Melnikov, técnico do atletismo russo, também receberam a punição.