A medalha de prata nos saltos ornamentais sincronizados deu confiança para Ingrid Oliveira e Giovanna Pedrosa. Depois de largar em terceiro, a dupla acertou os últimos dois saltos e subiu ao pódio com 291.36 pontos no melhor de cinco saltos, atrás das anfitriãs Meaghan Benfeito e Roseline Filion, com somatória de 316.89. Para Giovanna, a conquista dá motivação para tentar repetir o feito nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
"Sabemos que nos saltos ornamentais o continente americano é muito forte e só fica atrás da Ásia. Isso nos dá o direito de sonhar com uma medalha olímpica também", disse a atleta de apenas 16 anos.
Ingrid e Giovanna foram bem nos saltos decisivos e ficaram com a prata (foto: Jonne Roriz) - Credito: Divulgação/COB
A prata também serviu para restaurar a confiança de Ingrid depois do susto sofrido na classificatória da plataforma de 10 metros, na última sexta-feira. No quarto dos cinco saltos, a brasileira arriscou uma acrobacia nova, caiu de costas na água e levou um zero. Como haviam apenas oito atletas inscritas, ela conseguiu a classificação para a final, mas acabou em sexto lugar.
"Depois da queda, esta medalha foi muito boa pra mim. Estava muito tensa e pensei comigo mesma: ‘esquece a dor e todos os problemas passados porque é agora ou nunca’”, revelou a jovem de 19 anos. “É muita emoção porque sabíamos que as mexicanas eram favoritas para conquistar a medalha de prata e estávamos brigando com os Estados Unidos pelo bronze. Mas acertamos o quarto salto e fomos confiantes para o último. Foi quase um ouro pra nós”, finalizou.
As mexicanas Paola Espinosa e Alejandra Orozco somaram 287.91 pontos e ficaram com o bronze, seguidas pelas norte-americanas Samantha Bromberg e Delaney Schnell, com 287.82. As cubanas Yaima Mena e Annia Rivera foram as últimas, com 229.56.