Feito histórico em Masters 1.000 embala Luz e Matos no Aberto dos EUA

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Foto: MINAS PANAGIOTAKIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

*Por Thiago Henrique

Após fazer história nas últimas duas semanas, com os títulos dos Masters 1.000 de Montreal e Cincinnati, Orlando Luz e Rafael Matos, que ocupam a sexta posição no ranking mundial de duplas, chegam embalados à reta final da temporada e já miram a disputa do Aberto dos Estados Unidos.

No quarto e último Grand Slam da temporada, os brasileiros buscam seu melhor desempenho no ano em torneios deste nível. A dupla chegou às quartas de final do Aberto da Austrália, mas foi eliminada na primeira rodada de Roland Garros e Wimbledon.

O título em Montreal foi o primeiro conquistado por uma dupla totalmente brasileira em um Masters 1.000. Na sequência, Orlando e Rafael repetiram o feito em Cincinnati. Depois das duas conquistas consecutivas, os tenistas gaúchos admitiram que chegam ao US Open com uma "confiança extra".

"É difícil de acreditar no que está acontecendo. Foram duas semanas consecutivas de títulos. Quando começamos a corrida em Montreal, nunca tinha feito quartas de Masters 1.000. Então, a cada jogo, estava fazendo o meu melhor resultado. Depois do título, você chega com confiança extra e fazer duas semanas seguidas é impressionante", disse Orlando.

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Além de serem os primeiros brasileiros a conquistar um torneio deste nível como dupla, Orlando e Rafael entraram para um grupo seleto: tornaram-se apenas a quinta parceria da história a vencer os Masters 1.000 de Montreal e Cincinnati de forma consecutiva.

Apesar do sucesso, os dois tinham expectativas diferentes para a temporada. Rafael, mais experiente e dono de 11 títulos antes de 2026, acreditava que a parceria poderia conquistar um Masters 1.000 já neste ano. Orlando, por sua vez, disputou pela primeira vez um torneio da categoria nesta temporada e não imaginava que o primeiro troféu viria tão cedo — muito menos acompanhado de outro na semana seguinte.

"Sendo bem sincero, acreditava que poderíamos ganhar um Masters 1.000 neste ano, sim. Mas no saibro. No fim, lá foi um desastre, não ganhamos nenhum jogo. Mas fizemos um começo de ano muito bom. Sabíamos que viríamos fortes na temporada. Na minha cabeça, ganharíamos um Masters 1.000 nesta temporada", revelou Rafael.

"Na minha cabeça é diferente... Eu nunca tinha jogado um Masters 1.000, ainda mais na (quadra) rápida. E ganhamos logo dois. Acreditava mais no Grand Slam, principalmente no saibro, como um Grand Slam que cheguei às quartas no saibro na temporada passada", disse Orlando, que alcançou as quartas de Roland Garros ao lado do croata Ivan Dodig em 2025.

Agora, com as atenções voltadas para a reta final da temporada, Orlando e Rafael terão alguns dias de descanso antes da preparação para o Aberto dos Estados Unidos. Após a maratona que terminou com dois títulos consecutivos, a dupla deve retornar aos treinamentos apenas na sexta-feira.

As chaves de dupla do último Grand Slam do ano serão conhecidas no dia 2 de setembro, enquanto a primeira rodada do torneio está marcada para o dia 4.

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