Ministério Público quer reabrir investigações do caso Ryan Lochte

São Paulo, SP

29-09-2017 18:10:23

O caso do nadador norte-americano Ryan Lochte voltou a ficar em evidência. Nesta sexta-feira, o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro afirmou que recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que Lochte responda por falsa comunicação de crime, artigo 340 do código penal brasileiro.

"Será que o recorrido, sendo uma pessoa pública, um atleta renomado, medalhista olímpico, durante as Olimpíadas, quando a imprensa de quase todos os países do mundo estavam cobrindo o evento, concede uma entrevista a um canal de televisão e noticia um crime grave (roubo qualificado) que sabia não ter verificado, não tinha vontade livre e consciente de fazer a falsa comunicação de crime? Será que Ryan Lochte não sabia da repercussão dos fatos noticiados na imprensa e que as autoridades não adotariam, de ofício, providências para investigar o roubo? A resposta é, obviamente, positiva", escreveu o Ministério Público.

Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, um grupo de nadadores norte-americanos, composto por Ryan e outros três colegas, afirmou ter sido assaltado em um posto de gasolina da cidade carioca. Porém, depois das investigações da polícia, descobriu-se que os atletas se envolveram em confusão após depredarem o estabelecimento, como confirmado por Lochte posteriormente.

Outro atleta da natação do time dos EUA que participou do ocorrido e estava sendo investigado foi James Feign. O nadador também teria informado a ocorrência de roubo, mas, como foi impedido de deixar o Rio e realizou entrega de cestas básicas em uma entidade de caridade, não figura mais como réu.

A polêmica passou a ficar ainda mais forte após Lochte, ainda no Rio, conceder entrevista ao canal de televisão NBC, afirmando ter sido abordado por assaltantes armados, que obrigaram o grupo de nadadores a se deitar no chão e levaram suas carteiras.

Lochte se desculpou por "não ter sido sincero na forma como descrevi os eventos daquela manhã". O Ministério Público pede a interpelação do pedido de habeas corpus do nadador 12 vezes medalhista olímpico, acatado em julho pelo Tribunal de Justiça.

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