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Diretor da CBB critica antiga administração e exalta LBF e categorias de base

Fernanda Lucki Zalcman* - São Paulo , SP
11/08/2018 09:00:26

Em: Basquete, LBF, Mais Esportes
Apresentação para Sul-Americano contou com presenças ilustres de Barbosa, Helen Luz e Vendramini (Foto: Kiko Ross/CBB)

O basquete feminino brasileiro está em processo de renovação e, sobretudo, reconstrução. Esse foi o discurso ecoado pela comissão técnica e pelo diretor executivo da Confederação Brasileira de Basquete, Marcelo Sousa, durante a apresentação das atletas em Campinas, São Paulo, para a preparação para o Campeonato Sul-Americano no fim deste mês.

São praticamento 12 anos sem conquistas no cenário internacional, o que Sousa atribui em grande parte à antiga gestão da CBB, a qual disparou contra. “O basquete como um todo está desaparelhado, não no nível que a gente gostaria. O Brasil sofreu uma administração absolutamente danosa. Foram oito anos em que o esporte, que já chegou a ser o segundo do país, ficou desaparelhado, com problemas em todas as esferas, técnica, financeira”, pontuou em entrevista à Gazeta Esportiva, e completou.

“Mas há um ano e quatro meses, com a gestão do presidente Guy Peixoto, nós estamos tentando solucionar, na verdade, equilibrar a situação. A gente está reconstruindo a nossa casa, uma casa honrada. E não vamos reconstruir nosso basquete de um gabinete. Nós vamos reconstruir com elas, dentro da quadra. Já tivemos resultados no masculino e com certeza queremos passar esse modelo para o feminino”, acrescentou.

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Nesse processo de reconstrução, frisado a todo momento pela comissão técnica, o dirigente vê dois pilares essenciais: a Liga de Basquete Feminino, que tem a TV Gazeta como emissora oficial, e as categorias de base.

“Acredito muito na LBF. Eu a parabenizo na presença de seu presidente Ricardo Molina e a Gazeta que esteve de mãos dadas e com uma participação muito importante. Acho que foi um marco, disparadamente a melhor edição, com muitos acertos. Foi um tremendo sucesso e seguramente, isso vai resvalar na Seleção Brasileira”, exaltou.

“Nesse meio tempo (da atual gestão), fizemos muitas ações administrativas. E na parte técnica, o que a gente pôde fazer foi pegar as seleções que vão participar de competições internacionais e dar a melhor estrutura possível, tanto no feminino, quando no masculino. Mas principalmente, focamos em realizar campeonatos de base. Realizamos no ano passado cinco e não tenho dúvidas de que isso dará muitos frutos lá na frente”, concluiu.

*Especial para Gazeta Esportiva