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De volta, Barbosa vê ouro olímpico distante, mas confia em medalha

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Atualizado em 15/12/2015 - 11:20:47 Compartilhe
São Paulo , SP

A terceira passagem de Antônio Carlos Barbosa à frente da Seleção feminina de basquete começou de forma realista. A sete meses das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o novo treinador admitiu que dificilmente a equipe conquistará o ouro inédito em casa, levando em conta a força de outras seleções, como a dos Estados Unidos. Barbosa, porém, garantiu que seu “espírito vencedor” fará de tudo para arrancar, no mínimo, um lugar no pódio.

“Tenho o espírito vencedor e não entro em uma competição pensando que não vou conseguir uma medalha. Mas não podemos achar que vamos ser campeões. Os Estados Unidos têm muita tradição e vêm muito forte. O que podemos fazer é acreditar, trabalhar física, mental e taticamente para conquistar um lugar no pódio”, explicou o comandante.

Barbosa citou força dos Estados Unidos para explicar dificuldade do ouro (foto: Divulgação/CBB)
Barbosa citou a força dos Estados Unidos para explicar “impossibilidade” do ouro (foto: Divulgação/CBB)

O primeiro passo de Barbosa para os Jogos de 2016 será em janeiro. A equipe se reapresentará no dia 5 para iniciar os trabalhos para o evento-teste, que será disputado entre os dias 14 e 17 e contará com a presença de Austrália, Argentina e Venezuela. As jogadores serão então dispensadas e voltam em maio, na nova convocação que visará completamente às Olimpíadas. Barbosa já avisou que respeitará a convocação do antecessor, Luiz Augusto Zanon, e mostrou satisfeito com o nível do elenco.

“Temos boas jogadoras, experientes, de nível internacional, jovens surgindo que podem perfeitamente agregar valor à equipe. Acredito que elas têm condições de disputar uma medalha. Essa mescla de experiência com juventude pode render uma boa classificação para o nosso país”, avaliou o treinador, a quem resta uma dúvida no elenco. “A única questão que precisamos ver é a da Damiris, que está com uma fratura por estresse na perna e não vem jogando.”

Barbosa chegou para substituir Zanon, que anunciou o desligamento da equipe na semana passada, após dois anos de trabalho, alegando problemas de saúde. O paulista de Bauru já comandou o Brasil de 1976 a 1984, e de 1996 e 2007, período em que conquistou o bronze nas Olimpíadas de Sydney 2000 e prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro 2007.

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