93ª Corrida Internacional de São Silvestre

FCL enaltece prestígio da 93ª São Silvestre e recebe presenças ilustres

Lucas Sarti* - São Paulo , SP
31/12/2017 12:14:16 — 31/12/2017 12:30:43

Em: Atletismo, Corrida Internacional de São Silvestre, Escolha do editor
Carlos Francisco Bandeira Lins (esq), presidente do Conselho Curador da Fundação Cásper Líbero, ao lado de Jorge Damião (dir), Secretário de Esportes, Lazer e Recreação. (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

A 93ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, tradicional prova disputada em São Paulo, aconteceu neste domingo, e foi celebrada pela Fundação Cásper Líbero. Em cerimônia realizada no prédio da Fundação, Carlos Francisco Bandeira Lins, presidente do Conselho Curador da FCL, mostrou-se muito contente com a organização de mais uma edição da maior corrida de rua da América Latina.

“É emocionante participar de uma prova que está próxima da centésima edição. É uma das poucas tradições que o Brasil ainda tem, especialmente no caso do atletismo. Acho que não há no mundo uma prova que seja tão antiga e reconhecida pelas federações internacionais, e realizada todos os anos sem interrupção. É uma prova única no mundo”, disse Bandeira Lins.

Realizada sem interrupção desde 1925, a Corrida Internacional de São Silvestre é uma das mais antigas do calendário internacional, reconhecida pela Associação das Federações de Atletismo (Iaaf), fato destacado por Bandeira Lins, que não escondeu a emoção ao comentar sobre o prestígio da prova.

“Sempre que possível, temos os melhores atletas do mundo. No passado eram nomes europeus, mas o pedestrianismo africano vem se mostrando imbatível nos últimos anos. Esses atletas vêm um nível altíssimo para a prova, o nível que ela merece ter”, acrescentou o presidente do Conselho Curador da FCL.

A cerimônia deste domingo contou com a presença ilustre do prefeito da cidade de São Paulo em exercício, Milton Leite, que foi parabenizado por Carlos Francisco Bandeira Lins em seu discurso de agradecimento. O evento na Fundação Cásper Líbero também teve a presença de Isaac J. Ochieng, embaixador do Quênia.

A tradicional prova internacional caminha para a edição de número 100, que será realizada em 2024. Desde 1977 participando da organização da competição, Júlio Deodoro, superintendente do site Gazeta Esportiva, contou sobre os preparativos para a histórica centésima edição.

“Desde que a São Silvestre passou a ser uma prova internacional, em 1945, ela vem sendo prestigiada pelos grandes nomes do atletismo, como recordistas mundiais e atletas olímpicos. Isso mostra a grandeza da São Silvestre e a importância que a FCL dá para está corrida. A Gazeta Esportiva tem em seu DNA a promoção de eventos esportivos, e a São Silvestre é nosso carro-chefe, a prova mais forte do nosso calendário. Vai continuar contando com o apoio não só de grande atletas, mas das autoridades, do Município de São Paulo e do Estado de São Paulo”, afirmou Júlio Deodoro.

Representante do governo paulista, Jorge Damião, atual Secretário de Esportes, Lazer e Recreação, esteve presente na Fundação Cásper Líbero não apenas para acompanhar a 93ª SS, mas para participar pela primeira vez da tradicional prova realizada na capital de São Paulo. Damião também enalteceu a importância do evento para o calendário esportivo da cidade.

“A São Silvestre é o mais importante evento do calendário de corridas do Brasil. Nós encerramos o calendário esportivo com essa grande festa. Temos 40 países participantes, pessoas do Brasil inteiro, 30 mil pessoas inscritas. São Paulo recebe de braços abertos todas essas pessoas, e retribui com a felicidade que é a São Silvestre”, disse o Secretário do Esporte.

Outra personalidade presente na Fundação Cásper Líbero para acompanhar a prova foi o bicampeão da Corrida Internacional de São Silvestre nas edições 1980 e 1985, o pernambucano José João da Silva, que destacou a organização da prova e contou a emoção de vencer uma medalha de ouro na SS.

“Como atleta que quebrou o tabu de 34 anos, ganhador de duas edições, sinto uma emoção parecida como a de disputar uma final olímpica. Uma prova dessa dimensão não é fácil de correr, nem de organizar, então a Fundação Cásper Líbero está de parabéns. Isso que faz a corrida ter o tamanho que tem”, finalizou o ex-atleta.

* Especial para a Gazeta Esportiva