Fabiana Murer elogia mudanças da CBAt e admite saudades das pistas

Theo Certain - São Paulo , SP
14/03/2019 17:00:02

Em: Atletismo, Mais Esportes

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), definitivamente, está de cara nova. E a primeira mudança foi de sede. O núcleo oficial da entidade, que antes se resumia a um escritório em São Paulo (SP), agora se situa na cidade de Bragança, que fica a menos de 90 km da capital, e também conta com um novo centro de treinamento para os atletas. A novidade é tão positiva, que arranca suspiros até dos que não competem mais. É o caso da ex-saltadora com vara Fabiana Murer.

Presente no evento de lançamento da nova identidade visual da CBAt, nesta quinta-feira, a medalhista mundial concedeu entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva e disse o quão importante é esta “mudança de casa” para o time verde e amarelo.

“Essa nova sede é muito boa, porque hoje em dia a gente tem uma pista, um centro de treinamento. Não é só um escritório, como era aqui em São Paulo. É um local em que os atletas podem treinar, podem fazer testes, fazer camping de treinamento. Os atletas só têm a ganhar com isso. E Bragança é super próxima a São Paulo, então, se precisar fazer alguma reunião, falar com o presidente, também é fácil”, falou.

Falando sobre a modernização da marca da CBAt, Murer não tem dúvidas. Segundo a ex-atleta, que hoje está com 37 anos de idade, a nova identidade visual da entidade atende à ânsia do atletismo por uma visibilidade maior, tal como diversas outras modalidades.

“Mudar a marca já é uma forma de chamar a atenção para o atletismo. Vários esportes estão precisando rejuvenescer, chamar atenção, buscar novos patrocinadores. Estamos colhendo frutos das Olimpíadas de 2016 ainda, mas temos que continuar trazendo atletas, incentivando os jovens, para que a gente continue tendo resultados. Se não, nas Olimpíadas de 2024, correremos o risco de perder um bom número de atletas”, apontou.

Fabiana se aposentou em 2016 e, portanto, está prestes a viver pela primeira vez os Jogos Pan-Americanos (neste ano, no Peru) e as Olimpíadas (em 2020, em Tóquio, no Japão) do lado de fora das pistas. A cinco meses do primeiro evento e a 500 dias do segundo, a campeã mundial de 2011, em Daegu, na Coreia do Sul, admite sentir falta das pistas.

“Às vezes dá vontade! De estar ali na pista, de me sentir em forma, de atuar, de buscar um bom resultado, daquela adrenalina de buscar um índice, ganhar uma competição. Às vezes dá saudade”, reconheceu. “Mas eu estou contente! É bom ver de fora também. Terminei minha carreira super satisfeita. Tudo que eu fiz, tudo que eu conquistei, foi muito mais do que imaginava. Agora eu fico na torcida pelos novos atletas”, completou.

(Créditos: Divulgação/CBAt)