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Agência Antidoping dos EUA também sugere exclusão do atletismo russo

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Atualizado em 12/11/2015 - 11:51:20 Compartilhe
São Paulo , SP
Ouro e bronze, Mariya Savinova (esq.) e Ekaterina Poistogova (dir.) podem perder suas medalhas dos 800m de Londres 2012 (Foto: Franck Fife/AFP)
Ouro e bronze, Mariya Savinova (esq.) e Ekaterina Poistogova (dir.) podem perder suas medalhas dos 800m de Londres 2012 (Foto: Franck Fife/AFP)

Após a Agência Mundial Antidoping (WADA) solicitar o banimento do atletismo russo dos Jogos Olímpicos de 2016, outro órgão que se relaciona com o tema manifestou a mesma exigência. Trata-se da Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada), que considera “sistêmico” o escândalo de doping na Rússia.

“Quando você tem uma federação, os atletas, os treinadores e os médicos implicados em um doping sistêmico, tem que haver consequências antes de enviar atletas aos Jogos”, declarou Travis Tygart, diretor-executivo da Usada, conhecido pela investigação de 2012 que culminou com a sanção sobre o ciclista norte-americano Lance Armstrong, que perdeu seus sete títulos da Volta da França.

“Infelizmente, a Federação Russa de Atletismo não deveria competir no cenário internacional até que assuma a responsabilidade e sejam realizadas mudanças de grande alcance”, sugeriu Tygart, uma das figuras mais reconhecidas na luta contra o doping.

Na última segunda-feira, um relatório da comissão independente da Wada revelou um sistema generalizado de doping e corrupção, em que dirigentes da federação russa cobravam propina de atletas para ocultar os testes positivos para substâncias ilícitas. O governo, representado por seu líder, o presidente Vladimir Putin, clama pelo fim da prática ilegal no país, mas pede que os atletas “limpos” não sejam prejudicados com punições que devem ser direcionadas aos dopados.

Entre outras medidas, a Usada sugeriu a exclusão vitalícia de vários treinadores e atletas, incluindo a campeã olímpica dos 800 metros, Mariya Savinova, e até mesmo a exclusão olímpica do atletismo russo, algo que pode ser definido nesta sexta-feira pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf).

“Os atletas limpos exigem consequências para aqueles que os enganaram e uma mudança de sistema antes de serem autorizados a competir novamente no cenário internacional”, encerrou o dirigente da Usada.

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