Se você for bom, precisa ganhar a Libertadores

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No final da gestão de Arnaldo Tirone no Palmeiras, em 2013, Riquelme quase fechou com o clube paulista, que jogava a Série B naquele ano. Assumindo a presidência em 2014, Paulo Nobre vetou a contratação que já estava bastante encaminhada para não cometer “loucura” nos cofres do Verdão. (Foto: Santiago Rios/LatinContent/GettyImages)

Falar de Juan Román Riquelme é falar de Boca e da Copa Libertadores, essa obsessão em forma de taça que o camisa 10 conquistou em três oportunidades diferentes.

Do garoto que jogava bola nos campinhos de Don Turcuato por horas a fio, surgiu um dos jogadores mais decisivos da história do torneio sul-americano de clubes. O que ele sonhou todas as noites logo pôde realizar, esbanjando seu futebol pelos gramados do continente.

Foram 73 partidas, 25 gols, quatro finais disputadas e três títulos na Copa Libertadores para Riquelme – que ainda é Román para aqueles de seu bairro que o viram crescer, e que nunca deixará de fato o futebol.

“Eu devo tudo ao futebol. Sonhava em me tornar jogador, queria comprar uma casa para minha mãe, não tínhamos nada”. Pensando em ser melhor que os demais, entendendo o jogo como poucos, dirigindo a orquestra em campo com seu pé direito único. Um gênio que chegou a ter tudo sem ter nada. O camisa 10 que, durante quase uma década, fez crescer companheiros que estiveram a seu lado, formando parcerias e gerações invencíveis.

“Ganhar um campeonato local é difícil, ganhar qualquer campeonato é difícil. Se você é bom, então precisa ganhar a Copa Libertadores”, diz Román, um apaixonado pela bola e pelo Boca Juniors, um amor que se eternizou em tatuagens, murais pintados e estátuas.

Mas isso não o impressiona além da conta: “Eu não me sinto um ídolo, acho que sou abençoado. Vencer a Copa Libertadores fez com que as pessoas tenham muito carinho por mim”.

Ele não titubeia: “Se pudesse escolher, gostaria de voltar a viver essa mesma vida”. E certamente a Copa Libertadores também o escolheria de volta.

A carreira vitoriosa de Riquelme no torneio internacional mais importante do continente se deu, em parte, pelos grandes times que se formaram ao seu redor durante os anos. É essa a mensagem que resume o FIFA 21: WIN AS ONE, Ganhar em equipe.

Um Romance que começou há 20 anos, e que será eterno.

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