COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A 1057 km de Moscou, Samara figura como um dos lugares mais pitorescos da Rússia. O local, que respira história, é conhecido por ser o centro da engenharia espacial do País e por lá milhares de pessoas aparecem para visitar o Museu de História Espacial, onde se encontram réplicas de naves, motores, uniformes de astronautas, entre outros artigos.

Em 1935, a cidade foi renomeada de Kuybyshev em homenagem a Valerian Kuybyshev, revolucionário russo e comandante do Exército Vermelho. Durante a Segunda Guerra Mundial, o município foi escolhido para ser a capital da Rússia caso os alemães tomassem o domínio de Moscou.

Somente após a guerra Kuybyshev se tornou um centro de tecnologia russo. Por conta do polo industrial que não só envolvia aviação e engenharia aeroespacial, mas também indústrias metalúrgicas, elétricas e refinarias, o local foi fechado para forasteiros. Yuri Gargarin, primeiro homem a ir ao espaço, inclusive, foi lançado ao espaço na famosa nave Vostok, construída na cidade.

Na Copa do Mundo o local irá receber seis jogos: quatro da fase de grupos, um das oitavas de final e outro das quartas. Croácia x Sérvia, Dinamarca x Austrália, Uruguai x Rússia e Senegal x Colômbia serão as partidas do estágio inicial do torneio que acontecerão por lá.

O estádio de Samara, com capacidade para 45 mil pessoas e com arquitetura inspirada no tema espacial, vem gerando preocupação ao Comitê Organizador e à Fifa por conta de suas obras atrasadas. A estrutura foi erguida exclusivamente para a Copa, e o FC Krylya Sovetov herdará a Arena após o fim do torneio. Basta saber se até o primeiro jogo previsto para acontecer na cidade, no dia 17 de junho, tudo estará nos trinques para receber as seleções.



Tite não aproveitou os jogos com Rússia e Alemanha para observar algumas surpresas da convocação (foto: Patrik Stollarz/AFP)

Os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira, as vitórias por 3 a 0 sobre a Rússia e por 1 a 0 diante da Alemanha, não foram suficientes para acabar com as dúvidas de Tite. O técnico ainda não definiu com qual escalação pretende iniciar a Copa do Mundo da Rússia nem os 23 jogadores com que contará no torneio.

“Isso vai me deixar com ainda mais cabelos brancos. Não, ainda não. A gente vai monitorar. Tenho dúvidas”, disse Tite, que divulgará a sua relação de convocados em meados de maio. Em junho, já com lista definida, haverá amistosos contra Croácia e Áustria, na Europa.

O técnico diz não saber, por exemplo, se terá uma formação titular fixa durante a Copa ou se modificará a sua equipe de acordo com cada adversário. Contra a Rússia, ele apostou em um time ofensivo, com Douglas Costa na função que será do contundido Neymar. Diante da Alemanha, foi cauteloso e optou por três volantes, com a entrada de Fernandinho ao lado de Casemiro e Paulinho. O meia Renato Augusto perdeu espaço nas duas situações.

“Não tenho definição. São 14 ou 15 atletas brigando pela titularidade. Não adianta ficar com meias palavras. Fernandinho, Willian, Thiago Silva, Marquinhos, Miranda e outros estão jogando muito nos seus clubes e na Seleção, com uma minutagem parecida. É difícil para mim. Outros também estão buscando espaço para colocar pressão”, comentou Tite, dando a entender que ainda não escolheu entre Thiago Silva (titular contra Rússia e Alemanha) e Marquinhos (o escolhido na maioria das vezes) como parceiro de zaga de Miranda.

Para os jogadores que lutam por um lugar ao menos entre os convocados, e ainda não na equipe titular, há mais suspense. Tite não utilizou as surpresas que convocou nos amistosos derradeiros, como o meia Anderson Talisca e o centroavante Willian José, e terá que se contentar com as observações feitas nos treinamentos. Contra a Alemanha, por exemplo, estava mais preocupado em ganhar o jogo e realizou somente uma substituição.

“Mas o jogo permite, sim, algumas observações. Podemos tirar para análise os momentos em que pensamos e estabelecemos duas estratégias”, defendeu Tite, que só trocou o meia Philippe Coutinho, cansado, por Douglas Costa no segundo tempo do duelo em Berlim.

Douglas Costa foi um dos que conseguiram cativar Tite. Bastante elogiado, o atacante da Juventus passou nos testes e tem a “tendência”, nas palavras da comissão técnica, de ser convocado para a Copa.

“Agora, vamos continuar com o acompanhamento de todos os jogadores possíveis. É desafiador. Todo o mundo tem o sonho de disputar uma Copa do Mundo”, afirmou Tite, misterioso. “É uma coisa que nos absorve muito, sendo que também existe o critério de análise para situações específicas, se é melhor ter um pivô, um articulador, enfim… Vamos acelerar todos esses processos para decidir”, concluiu.



O México estava sete jogos sem perder até enfrentar a Croácia nessa terça (Foto: Richard Rodriguez/AFP)

A seleção de Juan Carlos Osorio, ex-técnico do São Paulo, foi surpreendida diante de seu torcedor na noite dessa terça-feira, no último teste antes da convocação para a Copa do Mundo da Rússia. Frente a Croácia, que também tem vaga garantida no mundial, o México perdeu por 1 a 0 no estádio AT&T, em Arlington, nos Estados Unidos.

O único gol do jogo foi marcado por Rakitic, meio-campista do Barcelona, ao converter penalidade máxima. Cada seleção ainda fez seis substituições, claramente afim de realizar os últimos testes às vésperas das definições das listas de jogadores que vão à Rússia.

Se a Croácia teve como herói seu principal jogador, os mexicanos puderam contar com suas estrelas nessa terça. Chicharito, Guardado, Moreno, Pizarro, Vela e Ochoa estiveram em campo, mas não conseguiram evitar a derrota e a má impressão diante de seus apaixonados torcedores.

A derrota freia uma empolgação que já se criava no México sobre a seleção. O time de Osório vinha de três vitórias seguidas e sustentavam uma invencibilidade de sete jogos. Nas Eliminatórias da Concacaf, a classificação veio com antecedência, na liderança e de forma invicta. Agora, no entanto, o sinal de alerta foi ligado



Classificada à Copa do Mundo da Rússia depois de passar pela repescagem, a seleção do Peru conseguiu uma imponente vitória por 3 a 1 na noite dessa terça-feira em cima da Islândia, que fará sua estreia em mundiais esse ano.

Na Arena Red Bull, em Harrison, nos Estados Unidos, os peruanos abriram o placar logo aos três minutos, com Tapia, e sofreram o empate ainda no primeiro tempo, aos 22, com Fjoluson.

Na etapa final, Ruidiaz, aos 13, e Farfan, aos 30 minutos, garantiram o triunfo dos sul-americanos em um jogo que também serviu para os dois técnicos fazerem muitos testes. Os europeus usaram cinco substituições, uma a mais que os rivais dessa segunda.

O meia Christian Cueva, já descartado pelo São Paulo para jogar a semifinal dessa quarta, contra o Corinthians, foi titular e atuou até os 36 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Hurtado.

Renato Tapia comemora seu gol pelo Peru no amistoso realizado nos Estados Unidos (Foto: Eduardo Muñoz/AFP)

Já no confronto entre duas seleções que viram frustrados os objetivos de disputarem a Copa da Rússia, os Estados Unidos venceram o Paraguai por 1 a 0 no estádio WakeMed Soccer Park, em Cary, diante de 9.895 torcedores.

O único gol do jogo foi marcado por Wood, em cobrança de pênalti cometido por Fernández, aos 45 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro corintiano Balbuena foi titular pelo Paraguaio e atuou os 90 minutos, enquanto Ángel Romero ficou no banco de reservas e não foi utilizado pelo técnico Morinigo.

O Timão tentará levar a dupla para Itaquera a tempo de Carille e sua comissão técnica avaliarem a condição dos jogadores para o duelo com o São Paulo, marcado para às 21h45 dessa quarta, mas Balbuena já é praticamente carta fora do baralho. Em relação a Romero, há uma esperança maior.



O técnico Tite teve um motivo a mais para comemorar as duas vitórias mais recentes da Seleção Brasileira, por 3 a 0 sobre a Rússia e por 1 a 0 sobre a Alemanha, as últimas antes do anúncio dos convocados para a Copa do Mundo. Ambas foram conquistadas sem o principal jogador da equipe, o atacante Neymar, em recuperação de uma cirurgia para correção de fratura no quinto metatarso do pé direito.

“A nossa fera, um top 3, estava fora. A equipe sente falta do Neymar, mas está aprendendo a jogar e a ser forte sem ele. Isso tudo gera força de equipe”, celebrou o treinador, nesta terça-feira, em Berlim, logo após recuperar a autoestima de quem ainda sofria com a histórica goleada por 7 a 1 para a Alemanha.

Contra a Rússia, Tite escolheu Douglas Costa como substituto de Neymar. O jogador da Juventus teve uma atuação convincente e ficou próximo de assegurar uma vaga no Mundial. Depois, diante da Alemanha, preferiu ser mais cauteloso e adotou um esquema tático com três volantes, Casemiro, Paulinho e Fernandinho.

Ainda sobre Neymar, Tite discordou de quem viu o meia Philippe Coutinho se destacar mais sem o amigo ao lado. “Não. O Neymar faz a função de atacante, sendo vertical, buscando o gol. O Coutinho é flutuador, de composição de meio-campo, atuando centralizado ou de fora para dentro, como um articulador. Um potencializa o outro, e não prejudica”, argumentou.

O centroavante Gabriel Jesus, autor do gol da vitória sobre a Alemanha, foi mais um a falar sobre Neymar. “Todos vão comentar sobre ele, jogando ou não. Os brasileiros têm que ver que o Neymar é importante não só para a gente, mas para o futebol, com a alegria que carrega no rosto e nas pernas”, elogiou.



Tite não encarou a partida contra a Alemanha, nesta terça-feira, em Berlim, como um amistoso. Enquanto ao colega Joachim Low poupou titulares e rodou a equipe no segundo tempo, o técnico do Brasil realizou apenas uma substituição, abrindo mão de testar jogadores, escalou três volantes para proteger a sua defesa e ficou frenético à beira do campo. Ao final, comemorou bastante uma vitória por 1 a 0.

A postura de Tite não era sem motivo. “Existia um fantasminha, é verdade”, disse o treinador, referindo-se à humilhante goleada por 7 a 1 que o Brasil sofreu na Copa do Mundo de 2014, no Mineirão. “Sentia até uma inibição das pessoas em falarem do resultado, do que tinha acontecido. É da vida, passou, uma realidade, ficou marcado e não vai deixar de ser falado porque vencemos. Eles tiveram méritos, assim como nós tivemos méritos pela vitória de hoje, em um amistoso”, comentou.

Evidentemente, não se tratou de uma revanche, em função da grande diferença de importância entre as partidas, mas o reencontro desta terça-feira serviu para o Brasil adquirir confiança às vésperas da Copa do Mundo da Rússia. “Temos o sentimento de resgate de autoestima. Existe esse componente”, admitiu Tite.

O técnico só evitou alimentar polêmica em relação à postura da Alemanha. Ao escutar que os tetracampeões mundiais estavam menosprezando o amistoso, Tite se esquivou. “Vou deixar essa análise para vocês. Dentro de campo, prevaleceu o respeito entre atletas e técnicos. Se houve outra coisa, não percebi”, disse.



O zagueiro Thiago Silva ganhou moral para se tornar o parceiro de Miranda na zaga da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Bastante criticado em meio à campanha fracassada do último Mundial, em casa, o jogador do Paris Saint-Germain barrou o companheiro Marquinhos nas vitórias em amistosos contra Rússia, por 3 a 0, e Alemanha, por 1 a 0.

“Está sendo extraordinário porque vivi momentos de dificuldade, né? A gente sabe que nenhum momento, bom ou ruim, é permanente. Os seres humanos têm capacidade de superação, de se reerguer sempre. Fico feliz por ter feito dois jogos de alto nível”, comemorou Thiago Silva.

Capitão do time de Luiz Felipe Scolari na Copa de 2014, Thiago Silva ficou marcado por extravasar as suas emoções ao longo do torneio. Ele não participou, no entanto, da histórica goleada que a Alemanha aplicou no Brasil nas semifinais, por 7 a 1, porque estava suspenso.

Com o triunfo pelo placar mínimo desta terça-feira, em Berlim, Thiago Silva aproveitou para fazer um desabafo contra as gozações com que precisa lidar desde 8 de julho de 2014. “Com todo o respeito à Alemanha, essa camisa merece um pouco mais de respeito”, cobrou, segurando o seu uniforme amarelo.

O zagueiro agora aguarda a convocação de Tite para o Mundial. “O grupo está de parabéns, no caminho certo, evoluindo com humildade e disciplina. Hoje, demonstramos algo a mais, o que dá orgulho diante de tudo o que foi falado”, concluiu Thiago Silva.



Considerada uma das favoritas para a Copa do Mundo no Brasil, a Espanha fez campanha vexatória e acabou eliminada precocemente na primeira fase. Após realizar renovação no elenco, e trocar o treinador, o time voltou a ganhar respeito, apresentou um grande futebol e será uma das candidatas a erguer a taça na Rússia. Nesta terça-feira, a equipe goleou a Argentina por 6 a 1, em amistoso realizado no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri.

Os argentinos, por sua vez, não puderam contar com Lionel Messi, seu principal jogador, por não ter conseguido se recuperar a tempo de uma lesão. Assim, o técnico Sampaoli mandou a campo uma equipe mista, observando os jogadores e fazendo todos os testes possíveis, mas o time fez partida pífia e foi humilhado. Os gols da partida foram anotados por Diego Costa, três de Isco, Thiago Alcântara e Iago Aspas; Otamendi fez para Los Hermanos.

A Fúria volta a campo apenas no dia 3 de junho em amistoso contra a Suíça. Já a equipe de Sampaoli tem partida prevista apenas na Copa do Mundo na Rússia, onde fará a estreia contra a Islândia em 16 de junho.

Espanha de Isco passou por cima da Argentina (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

O jogo – Os primeiros minutos, a Espanha tomava a iniciativa, mas a Argentina quando tinha a bola não se afobava e perdeu boa chance aos sete minutos. Meza cruzou da esquerda na medida para Higuain, mas o atacante tocou mal na bola e desperdiçou a oportunidade.

Cinco minutos depois, Iniesta roubou a bola e tocou para Asensio, que deu belo passe para Diego Costa, na cara do gol, o atacante não perdoou e balançou as redes de Romero e 1 a 0 no placar.

O arqueiro argentino não teve mais condições de jogo, e Caballero, do Chelsea entrou. Os espanhóis quase ampliaram, após cruzamento de Asensio, Isco desviou, e Alba completou na pequena área, mas pegou embaixo e a bola foi por cima do gol.

Aos 27, os mandantes ampliaram. Asensio cruzou rasteiro, a redonda passou por Diego Costa, e Isco completou para o gol, deixando 2 a 0 no marcador.

Não indo muito bem no decorrer do primeiro tempo, os comandados de Jorge Sampaoli voltaram ao jogo, com gol de cabeça do zagueiro Otamendi, depois de cobrança de escanteio. A Fúria ainda teve outra chance com Isco, mas foi bloqueado na hora da finalização.

Na etapa complementar, a Espanha voltou melhor e ampliou o placar aos sete minutos. Iago Aspas recebeu nas costas de Marcos Rojo, ajeitou para Isco, que livre de marcação, bateu com categoria.

Dois minutos depois, o time de Lopetegui ampliou. Thiago Alcântara deu lançamento primoroso para Isco, de novo com muita liberdade entrou na área, rolou para Aspas, este ajeitou para o próprio Thiago Alcântara marcar o quarto dos espanhóis. Virou goleada.

O baile espanhol continuava. Iago Aspas recebeu belo lançamento, e completamente livre empurrou para as redes. O gol contou com saída equivocada de Caballero. Minutos depois, Otamendi falhou na saída de bola, e Aspas rolou para Isco marcar o terceiro no jogo, o sexto dos espanhóis. Impiedosos 6 a 1.

A Argentina sofreu muito com o golpe, e a Espanha seguia criando todas as chances, desperdiçando várias, podendo ampliar ainda mais. Os jogadores que estavam no banco olhavam perplexos para o placar, enquanto os que estavam no gramado perdiam a linha e faziam faltas violentas. O jogo acabou em 6 a 1.



Autor do único gol do amistoso entre Alemanha e Brasil, nesta terça-feira, em Berlim, o centroavante Gabriel Jesus não gostou da sua atuação. O jogador do Manchester City balançou as redes com uma cabeçada aos 37 minutos do primeiro tempo, mas errou muitos passes e conclusões ao longo da partida.

“Não estava nos meus melhores dias tecnicamente. Errei passes bobos e finalizações que não costumo errar. Não estava bem nessa questão técnica. Mas troquei a técnica pela raça. Foi mais um jogo de raça. O gol foi de raça”, sorriu Gabriel Jesus, que viu o goleiro Trapp defender parcialmente a sua cabeçada e lutar para a bola não entrar.

Mesmo não jogando bem, portanto, o centroavante brasileiro deixou o campo satisfeito. Afinal, o time dirigido por Tite exorcizou o fantasma que o assombrava, da histórica goleada por 7 a 1 dos alemães nas semifinais do último Mundial, e mostrou força para a Copa do Mundo da Rússia.

“Fiquei muito contente, feliz pela vitória e pela atuação da equipe, que sofreu no momento certo e jogou quando tinha bola nos pés”, comentou Jesus, evitando se empolgar demasiadamente. “Ainda é cedo, mas a gente vem fazendo um excelente trabalho, treinando e jogando bem. O resultado é consequência do que você faz em campo, nos treinos.”



Um jogo do tamanho de uma Copa do Mundo, com cinco títulos mundiais e muita história reunida dentro de campo. Neste cenário, Inglaterra e Itália se enfrentaram em Wembley e o amistoso terminou sem um vencedor. Em 90 minutos, as equipes fizeram uma partida de momentos bastantes distintos e acabaram empatando em 1 a 1, no último jogo antes do anúncio da lista final de convocados para a disputa do Mundial da Rússia, no caso dos ingleses. Para os tetracampeões, o sentimento é de lamentação, sem vencer desde o vexame nas Eliminatórias.

Depois de perder para a Argentina por 2 a 0, a postura ofensiva e de pressão no campo de ataque claramente surpreendeu os ingleses. Depois de duas chances em poucos minutos, ambas desperdiçadas por Immobile, a Inglaterra passou a ter o domínio quase que completo, correndo poucos riscos e obrigando intervenções de Donnarumma. O gol saiu aos 25 minutos, com Vardy, depois de rápida cobrança de falta.

O segundo tempo foi menos intenso e as oportunidades quase cessaram, com os goleiros trabalhando menos. Com as mudanças promovidas dos dois lados, a partida perdeu em qualidade técnica e passou a ser mais interessante apenas na reta final, com um esboço de pressão da Itália, que chegou ao empate já nos minutos finais, de pênalti, marcado com o auxílio do VAR e convertido por Insigne.

Vardy marcou o gol da vitória ainda no primeiro tempo (Foto: Glyn KIRK/AFP)

O JOGO

Mesmo jogando fora de casa, foi a Itália quem começou assustando e surpreendendo a Inglaterra com uma postura bastante ofensiva. No primeiro lance do jogo, Immobile recebeu ótimo lançamento de Pellegrini, invadiu a área, mas se atrapalhou com a bola nos pés e teve a conclusão impedida. No ataque seguinte, novamente o atacante teve chance de abrir o placar, contou com o erro de Stones na saída de bola, mas acabou com o chute travado.

Após um ímpeto inicial, os italianos voltaram a adotar uma postura mais cautelosa e a Inglaterra passou a controlar o jogo, trocando passes. Com essa estratégia, criou a primeira oportunidade aos nove minutos, com Vardy, que acabou desarmado por De Sciglio no momento do arremate.

O confronto particular entre Imobile e Vardy pela busca do gol continuou, com ambos perdendo chances consecutivas. O italiano testou para fora a bola cruzada, enquanto o inglês teve o chute defendido por Donnarumma, que substituiu Buffon.

Aos 25 minutos, um deles findou os erros e marcou: Jamie Vardy para a Inglaterra. O atacante do Leicester contou com a pressão na saída de bola, o roubo e a falta sofrida. Depois, com a cobrança rápida de Lingard, que deixou o camisa nove em plenas condições de marcar, abrindo o placar em Wembley.

Na reta final da primeira etapa, a Inglaterra quase ampliou a vantagem com Ashley Young. Depois de um contra-ataque puxado por Sterling, melhor em campo até então, o jogador do Manchester United recebeu na ponta-esquerda, limpou a jogada e bateu rasteiro, cruzado. O chute passou muito perto da trave italiana, mas saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo foi menos intenso e a pressão de início feita pelos italianos no primeiro tempo não voltou a se repetir. A primeira chance, inclusive, foi da Inglaterra, com Ashley Young, que disparou pelo lado esquerdo e só parou no desarme providencial de Bonucci no momento da conclusão. Três minutos depois, aos 11, foi a vez de Chamberlain testar Donnarumma, que apareceu bem para defender.

Com as diversas mudanças promovidas por Gareth Southgate, a Itália passou a ser superior na reta final e conseguiu chegar ao empate. Com a interferência do árbitro de vídeo, foi marcado o pênalti sobre Chiesa aos 41 minutos do segundo tempo. Na cobrança, Insigne exalou tranquilidade e estufou as redes do goleiro Butland.