Henrique fez gol e viu Corinthians campeão em último jogo em Itaquera

Helder Júnior - São Paulo , SP
14/02/2018 08:05:36

Em: Campeonato Paulista, Corinthians, Escolha do editor, Futebol
Reposição à baixa de Pablo, Henrique ganhou a vaga de Pedro Henrique ao lado de Balbuena (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Jogar em Itaquera não será novidade para Henrique. Estreando pelo Corinthians contra o São Bento, na noite desta quarta-feira, no estádio da Zona Leste paulistana, o zagueiro estava no mesmo local quando o seu novo clube derrotou o Fluminense por 3 a 1 em 15 de novembro de 2017 e ratificou a conquista do Campeonato Brasileiro.

Henrique quase estragou a festa dos corintianos naquela noite. Logo no primeiro minuto de jogo, o defensor que passou pelo Palmeiras usou a cabeça para desviar a bola em um escanteio cobrado pelo atacante Marcos Júnior e abriu o placar para o Fluminense.

O gol – mais um sofrido pelo alto, problema crônico do time de Fábio Carille na temporada passada – trouxe preocupação aos corintianos. Afinal, até aquela altura do campeonato, o líder Corinthians ainda não havia conseguido virar nem uma partida sequer do Brasileiro.

O centroavante Jô, no entanto, encarregou-se de abrir caminho na defesa liderada por Henrique com dois gols de cabeça no princípio do segundo tempo. Remanescente daquele elenco campeão, o meia Jadson bateu cruzado e fechou a contagem aos 40 minutos, deixando o Corinthians inalcançável na tabela de classificação.

Líder daquele Fluminense derrotado em Itaquera, Henrique acabou incluído em uma lista de dispensas do clube carioca, que não tinha condições de arcar com os custos elevados do seu plantel, para 2018. A maneira como saiu chateou o defensor. “Vai ter o momento certo para falar sobre isso”, desconversou na terça-feira de Carnaval, véspera da sua estreia como corintiano.

O momento é propício para falar sobre as aspirações de Henrique no Corinthians. Ele já passou a sonhar até com mais gols em Itaquera, agora pelo time da casa. “O mais importante é vencer. Só que, se o atacantes se sacrificam para nos ajudar, nada mais justo que os defensores também colaborem com o ataque”, comentou.

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