Frente às prisões que escandalizaram os bastidores da Fifa nesta quarta-feira, o ministro de esportes da Rússia tratou de tirar o país da discussão. Vitaly Mutko garante que o país não tem qualquer envolvimento em compra de votos para ter sido escolhido sede da próxima Copa do Mundo.
“Estamos preparados para mostrar tudo, sempre agimos dentro da lei. Não temos nada a esconder”, resume o ministro à agência Associated Press.
Em ação encabeçada pela própria Fifa, autoridades suíças investigam a escolha de Rússia e Catar como sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicia 14 acusados de corrução, dos quais sete já foram presos em um hotel de Zurique – Atual vice-presidente da CBF, José Maria Marín está entre os detidos.
Caso a corrupção fosse ligada à Rússia, a Fifa poderia ser forçada a trocar um país-sede de Copa do Mundo pela primeira vez na história por ilegalidades. Mas o contexto extremamente conturbado nos bastidores não preocupa Mutko. O ministro entende que as investigações não influenciam negativamente na organização da próxima edição. “Temos um contrato com a Fifa e estamos começando a ficar prontos para fazer o sorteio (das Eliminatórias da Copa)”, diz o político russo.
Ministro russo não acredita que realização Copa de 2018 esteja em risco após escândalo de corrupção - Credito: Divulgação
Ex-presidente da Uefa defende que Inglaterra seja sede em 2018 - Após o escândalo de corrupção deflagrado nesta quarta-feira, o ex-presidente da Uefa, Lennart Johansson, que concorreu com Blatter nas eleições à presidência da Fifa, em 1998, defende que a Copa do Mundo de 2018 deva ser transferida da Rússia para a Inglaterra.
À frente da Uefa por 17 anos, Johansson espera que os responsáveis pela organização do Mundial repensem a decisão a partir da suposta compra de votos para a escolha das sedes.
"Não estou surpreso com o que está acontecendo, mas espero que reconsiderem as decisões. O Blatter mesmo já disse que a decisão de ir para o leste não era adequada, e estou certo que depois do que aconteceu, uma nova decisão será tomada", falou.
Escândalo pode abalar Congresso da Fifa que elege presidente nesta sexta