Diante da ameaça de a América do Sul perder a vaga da repescagem para o Mundial de 2018, na Rússia, o presidente da Conmebol, entidade responsável pelo futebol sul-americano, assumiu a responsabilidade pela eventual sanção. Juan Ángel Napout falou, em conferência de imprensa na última quarta, que a pena, se aplicada, não acontecerá por conta da sanção ao Boca Juniors e sim por incompetência da própria Conmebol.
O mandatário da instituição que coordena o futebol na América do Sul comentou a especulação de um meio de imprensa espanhol que dava como certo o castigo da Fifa a Conmebol por não ter punido de forma mais exemplar o Boca Juniors, tendo em vista os atos de barbárie acontecidos na Bombonera há uma semana, em jogo diante do River Plate, pela Copa Libertadores – principal competição do continente.
“Se perdermos a vaga será por incapacidade do presidente. Não tem nada a ver com o que passou no clássico entre Boca e River. Nunca gostei de dar desculpas, se tivermos prejuízos, o culpado sou eu”, comentou Napout, trazendo para si a responsabilidade de não ter sido mais implacável com a torcida xeneize e aproveitando para fazer um pedido.
Presidente da Conmebol faz pedido às Federações, mas assume culpa se perder quinta vaga (Foto: Norberto Duarte) - Credito: AFP
“O nosso continente é o do futebol, com nove Copas do Mundo, quatro Olimpíadas e inúmeros campeonatos nacionais. O que pedimos (a todos os países afiliados a Fifa) é jogar futebol. Creio que é razoável que nos permitam jogar a repescagem, são apenas mais 180 minutos. Acredito que não estamos pedindo nada fora de propósito”, insistiu. “As Eliminatórias começam em outubro, até lá só vou pontuando o direito da América do Sul em disputar todas as vagas”, completou.
Além de ter sido excluído da Copa Libertadores 2015, o Boca Juniors teve de pagar multa equivalente a 200 mil dólares (cerca de R$ 600 mil), além de ter sido punido com quatro partidas sem a presença da torcida em jogos continentais e outros quatro sem poder levar torcida para jogos fora de casa. Contudo, especula-se que a Fifa haveria protestado contra sanções mais severas aos envolvidos no ato.