Tendo que jogar clássico sem torcida, Vasco critica Polícia Militar do Rio

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Clássico era para ter sido realizado dia 18 de dezembro do ano passado (Foto: Thiago Moreira /CRVG)

O Vasco da Gama não está nada satisfeito com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em nota oficial, publicada nesta quinta-feira, a diretoria vascaína criticou "uma série de obstáculos" proposta pela PM fluminense, que vetou nesta tarde a participação de torcedores no confronto deste sábado entre o Cruz-maltino e o rival Flamengo, pelo Novo Basquete Brasil.

"O Vasco tem encontrado por parte da Polícia Militar uma série de obstáculos para devolver ao Rio o espetáculo do basquete, inclusive com uma rivalidade esportiva de repercussão nacional", segundo a nota.

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Clássico era para ter sido realizado dia 18 de dezembro do ano passado (Foto: Thiago Moreira /CRVG)

Clássico era para ter sido realizado dia 18 de dezembro do ano passado (Foto: Thiago Moreira /CRVG)

Alegando falta de contingente por conta das realizações de uma partida de futebol e de ensaios de escolas de samba na Marquês de Sapucaí, no mesmo dia, a PM admitiu que não conseguiria fazer a segurança do clássico e, por isso, decretou que o encontro entre os rivais deveria acontecer com portões fechados. Duelos de basquete entre Vasco e Flamengo têm sido complicados tanto no ponto de vista de conflitos quanto em questões burocráticas.

"Não foi a primeira vez que o torcedor do Vasco se viu privado de acompanhar o seu time. Torcida única ou portões fechados não ajudarão a elevar a imagem do esporte no nosso estado", criticou a diretoria vascaína.

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Através da nota, o Gigante da Colina também alegou que cumpriu todos os trâmites para a realização da partida, como o envio da solicitação de policiamento, enviada no dia 7 de janeiro, e do Certificado de Registro do Corpo de Bombeiros, que também havia sido atendido. Não é a primeira vez que este encontro entre os rivais causa problemas, uma vez que ele deveria ter sido realizado no dia 18 de dezembro, mas foi adiado por falta de um local adequado.

Na final do Campeonato Carioca também houve problemas. Após a realização dos dois primeiros jogos da final entre rubro e alvinegros e de uma confusão entre flamenguistas no segundo, que contou com torcida única, o Vasco alegou falta de segurança no palco do duelo derradeiro e desistiu de participar, dando a vitória e o título à equipe da Gávea.

Confira a íntegra da nota emitida pela diretoria vascaína:

O ano de 2016 marcou a volta do Vasco à elite do basquete nacional. A decisão representou um alto investimento do clube para satisfazer sua torcida e elevar o esporte no Estado do Rio de Janeiro.
No entanto, o Vasco tem encontrado por parte da Polícia Militar uma série de obstáculos para devolver ao Rio o espetáculo do basquete, inclusive com  uma rivalidade esportiva de repercussão nacional.
Como ressaltou a nota oficial da Liga Nacional de Basquete, a solicitação de policiamento foi enviada pelo Vasco através de ofício datado em 7 de Janeiro de 2017 e endereçado ao Comando Geral. A resposta, via GEPE, em 16 de Janeiro, reconhecia a partida e solicitava o Certificado de Registro do Corpo de Bombeiros, o que foi atendido.
Não foi a primeira vez que o torcedor do Vasco se viu privado de acompanhar o seu time. Torcida única ou portões fechados não ajudarão a elevar a imagem do esporte no nosso estado. O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta que a Polícia Militar alegue que o fato de termos um dia de praia, uma partida de futebol e ensaio técnico à noite na Marquês de Sapucaí impeça outro evento na cidade. É a situação confessada do Estado do Rio de Janeiro.

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