Futebol/Copa Libertadores

Unanimidades no Brasil, Tevez e Pratto viram coadjuvantes na Argentina

São Paulo , SP
09/11/2018 21:00:19 — 10/11/2018 00:13:17

Em: Boca Juniors, Libertadores, Notícias, River Plate

Boca Juniors e River Plate começam a escrever o capítulo mais importante da centenária rivalidade neste sábado, quando se enfrentam pela primeira partida da final da Copa Libertadores de 2018. Os elencos das duas equipes contam com velhos conhecidos do futebol brasileiro, mas em baixa na Argentina.

Reverenciado até hoje pelo torcedor do Corinthians, Carlos Tevez está na sua terceira passagem pelo Boca Juniors, a primeira como coadjuvante. Revelado pelos xeneizes, ‘Carlitos’ estreou profissionalmente pelo clube em 2001, mas só se tornou titular em 2002, suprindo a saída de Riquelme para a Europa.

Tevez foi fundamental na conquista do Brasileiro de 2005 do Corinthians (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Protagonista na Argentina, Tevez foi o principal investimento da MSI (Media Sports Investment), parceira do Corinthians, a quem foi cedido em 2004 no que foi a maior contratação (cerca de R$ 58 milhões) da história do futebol brasileiro à época. O atacante se encaixou como uma luva no Timão, caindo rapidamente nas graças da torcida por sua raça e faro de gol, que impulsionaram o clube na conquista do Brasileiro de 2005.

No entanto, a passagem de Tevez pelo Brasil duraria pouco mais de um ano. Depois de marcar 46 gols em 78 partidas, o argentino foi negociado com o West Ham, da Inglaterra, onde iniciaria sua trajetória na Europa. Após defender Manchester United, City e Juventus, o amor pelo Boca Juniors falou mais alto e o jogador voltou ao clube em 2015, quando vivia seu melhor momento no Velho Continente.

A última partida de Tevez pela Juventus foi a final da Liga dos Campeões de 2014-15 (Foto: AFP)

De volta ao time xeneize, Tevez assumiu a titularidade, e foi nome importante na conquista da Copa da Argentina e do Campeonato Argentino, ambos de 2015, mas bateu na trave na Libertadores da mesma temporada, sendo eliminado na semifinal para o Independiente del Valle. No final de 2016, se transferiu para o futebol chinês.

Depois de rescindir contrato com o Shanghai Shenhua, Tevez retornou a Argentina em 2018 para sua terceira passagem pelo Boca, mas aos 34 anos teria um novo status dentro do grupo xeneize, o de reserva. Desde o começo da atual temporada, o camisa 10 tem atuado como titular dentro do Campeonato Argentino, porém, nos jogos importantes, principalmente na Libertadores, amarga o banco de reservas.

Tevez é reserva na equipe de Guillermo Schelotto (Foto: AFP)

Do lado do River Plate, Lucas Pratto vive situação parecida com a de Tevez. Após duas temporadas regulares pelo Vélez Sarsfield, o Atlético-MG contratou o centroavante no final de 2014. Sem sofrer na adaptação ao futebol brasileiro, o argentino logo se tornou protagonista do Galo, camisa no qual defendeu 104 vezes e marcou 41 gols.

Precisando de um goleador, o São Paulo desembolsou R$ 20 milhões para tirar Pratto do Atlético-MG no começo de 2017. No entanto, o camisa 14 empolgou os tricolores muito mais por sua raça do que propriamente pelos gols, já que balançou as redes 14 vezes nos 48 jogos que defendeu a equipe.

Mesmo assim, no início deste ano, o River Plate foi buscar o atacante no Tricolor Paulista, pagando mais de R$ 40 milhões. Contratado a peso de ouro, Pratto não correspondeu logo de cara apesar das várias chances dadas pelo treinador Marcelo Gallardo. Com o passar dos meses, o centroavante foi pouco a pouco perdendo espaço até se tornar reserva dos Millonarios.

Pratto não rendeu o esperado no São Paulo (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Tevez deve começar a partida deste sábado em uma posição incômoda para quem está acostumado a ser protagonista: o banco de reservas. Pratto, por sua vez, deve ganhar outra chance de Marcelo Gallardo entre os onze iniciais, já que o titular Scocco não reúne suas melhores condições físicas. O confronto está marcado para às 18 horas (de Brasília), na Bombonera.