Futebol/Copa Libertadores

River nunca venceu o Boca na Bombonera pela Libertadores; veja histórico

São Paulo , SP
09/11/2018 08:00:13

Em: Boca Juniors, Libertadores, Notícias, River Plate
Para chegar à final, o Boca Juniors eliminou o Palmeiras na semi (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)

105 anos e mais de 300 jogos. River Plate e Boca Juniors fazem um dos embates com maior rivalidade do planeta, e, neste sábado, às 18 horas (de Brasília), na Bombonera, as equipes começam a escrever o que é tido na Argentina como o principal capítulo da história do superclássico, a final da Copa Libertadores de 2018.

O primeiro confronto entre os clubes aconteceu em 24 de agosto de 1913, quando o River Plate levou a melhor, derrotando o rival por 2 a 1. Desde então, as equipes fizeram mais 370 jogos, com 134 triunfos do Boca Juniors, 115 empates e 121 vitórias dos Millonarios. Assim como no geral, o time xeneize tem uma leve vantagem em duelos válidos pela Copa Libertadores. Em 24 partidas, o Boca venceu 10, empatou sete e perdeu sete.

Na Bombonera, local do confronto deste sábado, o Boca Juniors jamais foi derrotado pelo River Plate. Em 12 jogos, foram cinco empates e sete vitórias. No último confronto das equipes pela competição, em 2015, os torcedores xeneizes atingiram os jogadores do River com spray de pimenta, paralisando a partida. Diante desse cenário, a Conmebol optou por classificar os Millonarios.

Principal confronto na Copa Libertadores

Tevez provocou o River Plate na comemoração do gol de empate (Foto: AFP)

Em 2004, Boca Juniors e River Plate fizeram a semifinal da Copa Libertadores, a fase mais decisiva que os clubes se enfrentaram até 2018. Na primeira partida, realizada na Bombonera, os xeneizes levaram a vitória por 1 a 0, com gol do zagueiro Schiavi.

A emoção, contudo, ficou para o duelo da volta, no Monumental de Núñez. O meio-campista Vargas, do Boca Juniors, foi expulso antes do primeiro minuto do segundo tempo. Aproveitando a vantagem numérica, o River Plate abriu o placar na sequência com um belo chute de média distância de Lucho González, hoje no Atlético-PR.

O ímpeto millonario foi brecado na metade da etapa complementar, quando Sambueza recebeu o cartão vermelho após reclamar com o árbitro. Com as equipes atuando com 10 jogadores, a partida caminhava para a vitória dos donos da casa, mas Tevez marcou aos 44 minutos e empatou, colocando o Boca com um pé na final. Na comemoração, o ex-corintiano imitou uma galinha, como os xeneizes provocam os rivais, e foi expulso.

Aos 50 minutos, quando tudo parecia decidido, o zagueiro Nasuti fez 2 a 1, deu a vitória ao River Plate e levou a partida para as penalidades. Após os dois clubes converterem as oito primeiras cobranças, Máxi Lopez, atualmente no Vasco, parou em Abbondanzieri e deu a chance da classificação a Villarreal, que não desperdiçou, calou o Monumental e colocou o Boca Juniors na final da Libertadores de 2004.