Pablo Ruz se manteve irredutível com relação às pedidas dos advogados do Barcelona. O juiz responsável pela investigação dos delitos na compra de Neymar rechaçou a possibilidade de transferir o processo à vara de Justiça da Catalunha, como era pretendido por Rossell e Bartomeu. Além de manter a ocorrência em Madri, Ruz deu a entender que pedirá depoimentos do atual presidente, do último mandatário – Sandro Rossell – e do próprio clube para esclarecer o caso.
Acusados de sonegar cerca de 12 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões) em impostos ao Ministério da Fazenda durante a negociação, os mandatários do clube blaugrana seguem investigados pela Justiça espanhola. O novo capítulo da história, porém, se dá pela inclusão do clube, como pessoa física, nas investigações. O comitê fiscal tem um prazo de dez dias para apresentar um estudo que justifique a indicação do Barcelona como participante da fraude fiscal.
Mesmo tendo deixado a presidência do clube em janeiro passado, Sandro Rossell seria indiciado em três processos, e o clube em dois. Calcula-se que a fraude fiscal na transação do atacante brasileiro seja de 2,8 milhões de euros (o que equivale a cerca de R$ 9 milhões). Perante a Justiça, o presidente azul-grená alegou, à época, que a contratação de Neymar não passou de 57 milhões de euros (cerca de R$ 192 milhões), quando as contas oficiais sugerem um valor de 94 milhões de euros (cerca de R$ 320 milhões) pela negociação.
