Futebol/Copa do Mundo

Superior nos números, Uruguai tem precisão dos passes como diferencial

São Paulo , SP
15/06/2018 11:35:15 — 15/06/2018 11:59:37

Em: Copa do Mundo, Egito, Futebol, Futebol Internacional, Uruguai

Depois de uma partida de abertura em que pouco se esperava e muito aconteceu, principalmente em relação a gols, o segundo jogo do Grupo A da Copa do Mundo foi bem mais comedido nesse quesito. Em Ecaterimburgo, o Uruguai venceu o Egito por 1 a 0 com um gol marcado já na reta final, de cabeça, pelo zagueiro Giménez, em um duelo no qual os atacantes eram as grandes sensações.

Em um cenário que se apresentou de muita disputa e pouca qualidade técnica, os números do jogo podem dizer muito a respeito das duas posturas. Vencedor, o Uruguai foi superior nas estatísticas, assim como em grande parte dos 90 minutos, mas tendo pela frente um time que, abdicando em certos momentos da posse da bola, se organizava tanto para atacar, quanto para defender.

Com 57% de posse de bola, contra 43% dos adversários, a seleção Celeste teve também uma disparidade grande no número de passes trocados. Foram 579 toques, dos quais 490 certos para o time de Suárez e Cavani, representando uma precisão de 84%. Enquanto isso, o Egito, que não pode contar com Salah, poupado, trocou 392 passes, mas quase 100 desses errados. O aproveitamento final acabou de sendo de 76%.

Esse alto percentual, porém, reflete algo que não está descrito nos números: os tipos de passe. A maioria deles foram laterais, de pouca exigência técnica e exigindo pouco dos sistemas de marcação no desarme. Foi dessa forma que o jogo se encaminhou, de meio-campistas que tocaram muito na bola, mas em sua maioria “rodando” a bola em busca de espaços.

Quanto as finalizações, a Celeste também teve mais, mas um baixo aproveitamento. Das 13 tentativas, apenas quatro chegaram definitivamente a meta do arqueiro egípcio, sendo uma delas o gol de Giménez. Do outro lado, a seleção comandada Héctor Cúper arrematou oito vezes, duas delas bloqueadas, três para fora e outras três no alvo, defendidas por Muslera.

Na questão disciplinar, os egípcios terminaram mais faltosos. Foram 12 infrações, que renderam um cartão amarelo, contra apenas seis dos uruguaios que, por sinal, não deixaram de lado sua característica bola aérea. Foram cinco escanteios celestes, enquanto o Egito não teve nenhum a seu favor.

Arte: AFP

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