COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Egito e Uruguai estrearam na Copa do Mundo nesta sexta-feira, pelo Grupo A da competição, em Ecaterimburgo. Em um jogo bastante morno, que contou com um Luis Suárez nada inspirado e a ausência de Mohamed Salah, as equipes pouco conseguiram produzir, mas já aos 44 minutos do segundo tempo, graças a Giménez, o time sul-americano acabou saindo de campo com a magra vitória por 1 a 0.

Ainda se recuperando de lesão no ombro, Mohamed Salah iniciou a partida no banco de reservas e, embora muitos tinham a esperança de vê-lo em campo ao menos no segundo tempo, acabou sendo poupado pelo treinador, ciente de que seu camisa 10 será importante no decorrer do torneio.

Já Luis Suárez começou como titular e foi a principal ameaça do Uruguai durante o confronto. O camisa 9, no entanto, não conseguiu corresponder às expectativas e sem inspiração desperdiçou as boas oportunidades que teve para estufar as redes e deixar para trás de uma vez por todas o polêmico episódio da mordida em Chiellini na última Copa do Mundo, no Brasil.

O Uruguai volta a campo na próxima quarta-feira, às 12h (de Brasília), quando encara a Arábia Saudita, em Rostov. Já o Egito encara a Rússia um dia antes, na terça-feira, às 15h, em São Petersburgo.

Arte: AFP

Primeiro tempo

O Uruguai até teve as melhores oportunidades nos 45 minutos iniciais, no entanto, não foi tão superior ao Egito como muitos imaginavam na estreia das duas seleções na Copa do Mundo. Com certo favoritismo, o time sul-americano não demorou muito para dar seu cartão de visitar com Cavani, o que aconteceu logo aos sete minutos de partida, quando o atacante carregou a bola na entrada da área e bateu rasteiro, vendo o goleiro rival fazer defesa segura.

A seleção egípcia, por sua vez, tentava diminuir os espaços dos adversários e ser eficiente nas poucas vezes que ameaçava a defesa celeste. Aos dez minutos, Elneny, principal jogador do Egito na ausência de Salah, lançou na área para Mohsen, que desviou de cabeça. Treziguet ficou com a sobra e bateu girando o corpo, mas Muslera estava bem posicionado para fazer a defesa em arremate mascado.

Gimenez garantiu a vitória do Uruguai nos últimos minutos (Foto: JORGE GUERRERO/AFP)

Daí em diante o jogo ficou mais truncado, e ambas as equipes ofereceram menos brechas para que o rival chegasse ao gol. A situação só mudou de figura aos 23 minutos, quando Luis Suárez teve a principal oportunidade do primeiro tempo para marcar. O atacante do Barcelona, dentro da pequena área, aproveitou a cobrança de escanteio para completar para o gol, mas, de forma surpreendente, mandou para as redes do lado de fora, frustrando a torcida platina.

Na reta final do primeiro tempo a seleção uruguaia tentou acelerar mais o jogo para buscar espaços que eram difíceis de ser encontrados com o Egito organizado. Aos 37 minutos, Godín arrancou da defesa e acionou o cruzeirense De Arrascaeta, que, por sua vez, não conseguiu dominar a bola e teve de ouvir muitas queixas de Suárez, que queria o passe dentro da área.

Segundo tempo

Já nos primeiros segundos da etapa complementar Luis Suárez teve a grande oportunidade de se redimir. O camisa 9 recebeu um ótimo passe de Cavani e saiu na cara do gol, porém, o dia não era mesmo do atacante, que bateu cruzado, mas viu a bola desviar caprichosamente no joelho do goleiro egípcio, indo à loucura na linha de fundo por conta da sua inefetividade.

O Egito, por sua vez, buscou se manter firme na defesa, seguindo sem oferecer espaços ao ataque rival, e sair no contra-ataque pela esquerda, apostando na velocidade de Treziguet. O jogador egípcio, no entanto, não conseguia vencer o enfrentamento com a zaga uruguaia. A ausência de Salah era nitidamente sentida e a cada substituição que o técnico Hector Cuper fazia, a expectativa pela entrada do craque do Liverpool aumentava.

Os egípcios só ameaçaram a meta defendida por Muslera através de chutes de longa distância. Aos 26 minutos, Fathi aproveitou a sequência da jogada, após o árbitro não marcar falta de Cáceres, e experimentou de fora da área, obrigando o goleiro uruguaio a fazer boa defesa. No minuto seguinte foi a vez de o time sul-americano responder novamente com Suárez, que recebeu passe açucarado de Cavani, saiu mais uma vez na cara do gol, porém, na tentativa de driblar o goleiro acabou desarmado.

Aos 36 minutos, veio a confirmação. Com a terceira substituição do técnico Hector Cuper feita, Mohamed Salah foi descartado da partida, e o episódio parece ter encorajado o Uruguai. Logo após Sobhy entrar no lugar de Warda, foi a vez de Suárez servir Cavani e o jogador do Paris Saint-Germain pegar na veia da bola, de primeira, obrigando El-Shenawy a fazer excelente defesa.

Cavani ainda teve uma outra ótima chance em cobrança de falta, aos 42 minutos. Contudo, o Uruguai parecia realmente destinado a sair de campo com o empate. O atacante do Paris Saint-Germain bateu colocado, e a bola beijou caprichosamente a trave. A sorte só foi para o lado do time celeste aos 44, quando Carlos Sanchez cobrou outra falta, desta vez pela direita, mandando na cabeça de Giménez, que subiu mais alto que todo mundo para mandar para o gol e garantir, no apagar das luzes, o triunfo do Uruguai na estreia.

FICHA TÉCNICA
EGITO 0 X 1 URUGUAI

Local: Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo (RUS)
Data: 15 de junho de 2018, sexta-feira
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)

Gols: Gimenez, aos 44 minutos do 2ºT (Uruguai)
Cartão amarelo: Hegazy (Egito)

EGITO: El-Shenawy; Fathi, Ali Gabr, Hegazy e Abdelshafy; Tarek Hamed (Morsy), Elneny; Warda (Sobhy), Abdalla e Treziguet; Marwan (Kahraba)
Técnico: Hector Cuper

URUGUAI: Muslera; Varela, Gimenez, Godin e Caceres; Vecino (Torreira), Bentancur, Nandez (Sanchez) e Arrascaeta (Cristian Rodríguez); Suárez e Cavani
Técnico: Oscar Tabarez



Desde que levantou a taça no Brasil, em 2014, a Alemanha passou por um processo de renovação em seu elenco e um dos símbolos dessa nova geração é Joshua Kimmich. Responsável por substituir nada mais nada menos que Philipp Lahn, capitão do tetra, o jovem jogador do Bayern de Munique não fugiu da responsabilidade e mostrou muito otimismo quanto as chances do pentacampeonato na Rússia.

Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, antes da estreia contra o México, o lateral-direito reconheceu que os desempenhos recentes da Alemanha não foram nada satisfatórios e lembrou da goleada no encontro entre os times na Copa das Confederações de 2017. Mas alertou para o desempenho, que, segundo ele, tem que melhorar.

Kimmich vê um México como um time indigesto para a Alemanha na estreia (Foto: Patrik STOLLARZ/AFP)

“Temos que admitir que não fomos nada bem nos últimos jogos, mas estamos com as baterias recarregadas e completamente prontos para fazer uma ótima Copa e tentar o título”, disse Kimmich. “Se formos nos basear no jogo do ano passado, o México foi melhor que nós, mas aproveitamos os erros deles e o placar acabou sendo mais elástico. Temos que ser eficientes, mas também melhores”, completou.

A sucessão de Philipp Lahn é uma missão que Kimmich tem também em seu clube. Formado no Stuttgart, o jogador de 23 anos passou pelo RB Leipizig antes de desembarcar no Bayern de Munique para substituir justamente para substituir o recém-aposentado lateral-direito. Essas coincidências foram abordadas pelo convocado por Joachim Low.

“Essa comparação existe há algum tempo tanto na seleção, quanto no Bayern. Lahm foi um líder nos dois times. Eu tenho 23 anos, falo muito com os meus companheiros, mas não posso dizer que sou um líder. Mesmo assim, tenho que me posicionar. Eu não quero ser o Philipp Lahm, quero ser Joshua Kimmich”, finalizou.

No Grupo F da Copa do Mundo, a Alemanha estreia no próximo domingo, às 12h (de Brasília), no Estádios Luzhniki, contra a seleção do México. Seis dias depois, o adversário da vez é a Suécia, em Sochi. Dando fim a primeira fase, os atuais campeões mundiais viajam para Kazam, onde enfrentarão a Coreia do Sul.




A seleção argentina saiu um pouco do protocolo esperado nesta sexta-feira, quando finalizou a preparação para a estreia na Copa do Mundo 2018, que acontece neste sábado, contra a Islândia. Lionel Messi e companhia não fizeram reconhecimento do Estádio Spartak, palco da partida, como é comum às vésperas dos jogos. Os jogadores foram a campo em Bronnitsy, cidade onde a equipe está concentrada.

Argentinos trabalharam com bola enquanto a imprensa teve acesso ao treino (Foto: JUAN MABROMATA/AFP)

Nos 15 minutos abertos pelo técnico Sampaoli à imprensa, as atividades se resumiram à uma movimentação com bola. O treinador conversou bastante com o goleiro Caballero, que deve compor a escalação titular, que, a princípio, já foi definida.

A Argentina deve ir a campo com: Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Biglia e Mascherano; Meza, Messi e Di María; Aguero.

Neste sábado, a primeira partida da Albiceleste na Copa da Rússia tem início programado para as 10h (no horário de Brasília), em Moscou. Pelo Grupo D, Croácia e Nigéria também se enfrentam, às 16h, em Kaliningrado.



Cesar Ramos, de 36 anos, apitará sua primeira Copa do Mundo (Foto: Divulgação)

A Fifa divulgou nesta sexta-feira o árbitro que apitará a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo, às 15h (de Brasília), contra a Suíça, em Rostov. Trata-se do mexicano Cesar Ramos, de 36 anos e que pertence ao quadro da entidade que regula o futebol internacional desde 2014.

Cesar Ramos será auxiliado pelos seus compatriotas Marvin Torrentera e Miguel Hernandez. O quarto árbitro será o panamenho John Pitti.

O árbitro de Brasil x Suíça tem como principal partida de seu currículo a final do Mundial de Clubes de 2017, protagonizada por Real Madrid e Grêmio, em que o time espanhol acabou se sagrando campeão novamente ao superar o Tricolor gaúcho por 1 a 0, gol de Cristiano Ronaldo, de falta.

Cesar Ramos também soma duelos importantes válidos pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo, Copa Libertadores, Campeonato Mexicano, Copa Oro, Mundial sub-20 e Concachampions.



 

Primeira adversária da Seleção Brasileira, a Suíça chega esperançosa para a Copa do Mundo, uma vez que fez ótima campanha nas Eliminatórias da Europa. Integrante do grupo B ao lado de Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra, a equipe de Vladimir Petkovic ganhou as noves primeiras partidas e só conheceu uma derrota na décima e última rodada ao perder para os portugueses o jogo que valia uma vaga direta para o Mundial. Com isso, os suíços precisaram confirmar a presença na repescagem.

Na boa campanha da fase de grupos das Eliminatórias, a Suíça mostrou uma defesa sólida e um ataque produtivo. A seleção marcou mais de um gol em oito dos dez jogos, somando ao todo 23 tentos. O sistema defensivo, por sua vez, sofreu sete gols, distribuídos em quatro partidas. O bom desempenho na retaguarda foi fundamental para o time passar pela repescagem. Nos dois jogos da fase, contra a Irlanda do Norte, a Suíça saiu de campo sem ser vazada, garantindo classificação para a Copa com um gol solitário de Ricardo Rodríguez, marcado nos primeiros minutos da partida de ida.

Os números na campanha mostram o bom desempenho dos suíços nos últimos dois anos. Porém, a equipe de Vladimir Petkovic acumula participações positivas nas últimas duas grandes competições que disputou. Na Eurocopa de 2016 caiu nas oitavas ao perder nos pênaltis para a Polônia, enquanto no Mundial de 2014 ficou pelo caminho na mesma fase, onde foi superada por 1 a 0 pela Argentina, que balançou as redes aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. As performances positivas nos torneios e amistosos evidenciaram a regularidade da seleção suíça nesse ciclo pré-Copa da Rússia, tanto é que teve presença constante no top 10 do ranking da FIFA.

Canhoto, técnico e forte fisicamente, Xherdan Shaqiri é o grande nome dos suíços. Inclusive, o técnico Vladimir Petkovic dá liberdade para o meia-atacante flutuar nas costas dos volantes adversários, porém sem fugir do lado esquerdo que potencializa sua principal característica: a condução de bola da extremidade do campo para o centro, sempre buscando o arremate de fora da área. No entanto, Shaqiri não é o único jogador que demonstra qualidade no chute de média e longa distância. O volante Xhaka e o meio-campista Dzemaili, titulares do time, já marcaram belos gols em finalizações do “meio da rua”.

Outra arma interessante dos suíços é o apoio dos laterais. Com dois volantes mais presos, tanto Lichtsteiner, recém-contratado junto ao Arsenal, pela direita quanto Ricardo Rodríguez, do Milan, pela esquerda têm carta branca para chegarem ao ataque. Porém, o time sofre para fechar os espaços deixados pelos laterais, uma vez que Xhaka e Behrami, os volantes, são lentos, tendendo a terem dificuldades para parar equipes que jogam com pontas rápidos, como o Brasil de Tite.

Zuber e Shaqiri, os meio-campistas mais abertos de Petkovic, são velocistas, mas técnicos ao mesmo tempo. Em conjunto com a ofensividade dos laterais, os suíços aproveitam a superioridade no lado do campo para criar jogadas buscando o centroavante. No entanto, a referência no ataque é um dos problemas do plantel. Seferovic foi vaiado pela torcida após atuações fracas, Drmic não correspondeu a expectativa criada antes da Copa de 2014, quando vinha jogando um bom futebol, e Gravanovic vem de temporada razoável no futebol croata. Diante desse cenário, Seferovic, mesmo contestado, segue sendo o titular, enquanto o jovem Embolo corre por fora.

Apesar de mostrar um futebol eficiente dentro de suas possibilidades, a falta de tradição na história das Copas do Mundo pode pesar contra a Suíça e a favor do Brasil na estreia da edição deste ano, uma vez que o país europeu nunca passou das oitavas de final. Sem contar o fantasma sul-americano que assombra a seleção alvirrubra. Nos últimos dois Mundiais, os suíços perderam para o Chile em 2010 ainda na fase de grupos e foram eliminados em 2014 nas oitavas de final ao serem superados pela Argentina, com um doloroso gol no final da segunda etapa da prorrogação.



Rashford voltou a trabalhar normalmente na Inglaterra (Foto: Ben Stansall/AFP)

Ao que tudo indica, a Inglaterra não terá problemas para a estreia na Copa do Mundo e poderá contar com sua força máxima na tentativa de superar a Tunísia, em Volgogrado, e iniciar a campanha em solo russo com o pé direito. Na atividade desta sexta-feira, Gareth Southgate pôde, pela primeira vez, promover uma atividade com seus 23 convocados, que contou com o retorno de Marcus Rashford, ao gramado.

Na última terça-feira, antes do embarque para Rússia, o atacante do Manchester United sofreu uma pancada no joelho que, inicialmente preocupou a comissão técnica, mas depois algo mais grave foi descartado. Depois de dois dias sem sequer compor as atividades, o jovem voltou nesta sexta e não demonstrou limitações para desempenhar os trabalhos.

Mesmo em condições de atuar, Rashford não tem sua titularidade confirmada na estreia, pois briga por uma posição com Sterling, jogador do Manchester City. Um dos dois deve ser o escolhido por Southgate para compor o ataque do Englsih Team com Harry Kane, principal jogador do país na atualidade.

As dúvidas do treinador inglês não se rendem apenas ao setor ofensivo de sua equipe. Pelo contrário, elas começam logo no gol, em quem será o dono da meta. Pickford aparentemente está na frente da disputa e deve ser o escolhido, mas Jack Butland e Nick Pope correm por fora.



O técnico Tite deverá repetir a escalação do amistoso contra a Áustria na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, no próximo domingo, contra a Suíça, em Rostov. Nesta quinta-feira o comandante não escondeu a formação da imprensa e deve ir a campo com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

A única vez em que Tite repetiu a escalação foi em seus dois primeiros jogos no comando da Seleção Brasileira, ainda em 2016, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Na ocasião, o time que venceu o Equador por 3 a 0 foi o mesmo que superou a Colômbia por 2 a 1: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

Do time que iniciou a trajetória de Tite na Seleção Brasileira para este que deve estrear na Copa do Mundo da Rússia há três mudanças. Em decorrência da lesão de Daniel Alves, Danilo assumiu a lateral-direita. Marquinhos deu lugar a Thiago Silva, seu companheiro no Paris Saint-Germain, enquanto Renato Augusto acabou saindo de cena para a entrada de Coutinho, mais centralizado.

Apesar de o time ideal para a estreia do Brasil na Copa ser composto por quatro jogadores de ataque e contar com apenas dois meio-campistas de características mais defensivas, o técnico Tite não deverá manter seu esquema intacto independentemente da partida que terá pela frente. Conta seleções de maior expressão, a tendência é que o Brasil jogue com três volantes.

Um exemplo disso foi o amistoso de março contra a Alemanha, em Berlim. Na ocasião, Tite foi a campo com Casemiro, Fernandinho e Paulinho, este com mais liberdade para chegar ao ataque. Dias antes, contra a Rússia, a Seleção Brasileira iniciou a partida com apenas dois volantes (Casemiro e Paulinho), com Douglas Costa no lugar de Fernandinho.

Resta saber se haverá outras variações além de três volantes ou quatro jogadores de ataque na Seleção Brasileira. Uma das possibilidades é a presença de Firmino ao lado de Gabriel Jesus, uma vez que o jogador do Liverpool não é visto como alguém que possui exatamente as mesmas características de seu concorrente de posição. Como o técnico Tite vem fechando todos os treinamentos que pode antes da estreia no Mundial, a resposta só será dada no decorrer do torneio.



(Foto: Simon Malfatto, Kun Tian, Paul Defosseux, Paz Pizarro, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Durante a temporada, companheiros. Durante este mês, rivais. Nesta sexta-feira, no segundo dia da Copa do Mundo, a cidade de Sochi receberá o duelo entre Cristiano Ronaldo e Isco. Colegas de Real Madrid, os dois serão os protagonistas de um dos confrontos mais esperados da fase de grupos: Portugal e Espanha duelam pela primeira rodada do Grupo B, em confronto direto que pode – e deve – definir a liderança da chave.

De um lado, CR7. Português, natural da Ilha da Madeira, com carreira para lá de consolidada aos 33 anos de idade. Cinco vezes melhor do mundo, o gajo vai para a sua quarta Copa do Mundo e em busca do segundo título de expressão com a seleção portuguesa, depois da conquista da Eurocopa de 2016.

A última lembrança do camisa 7 em Mundiais não é das melhores. Chegou sem condições físicas ao Brasil e viu Portugal cair ainda na primeira fase, ficando em terceiro no Grupo G, atrás dos Estados Unidos, que avançaram graças ao saldo de gols.

Em 2018, Cristiano Ronaldo chega mais maduro e mais preparado, psicologicamente e fisicamente. O atacante vem mudando seu jeito de jogar no Real Madrid, atuando em menos jogos e mais centralizado, infiltrado na área, o que possibilita que ele corra e se desgaste menos.

Do outro lado, Isco. Espanhol, nascido em Málaga, que aos 26 anos de idade vem conquistando seu espaço no cenário futebolístico mundial. Há cinco anos no Real Madrid, o meia tem sido peça importante dos merengues nas últimas temporadas, tanto como titular em algumas ocasiões, como boa opção no banco de reservas.

Em solo russo, fará sua primeira participação em Copas do Mundo. Em meio às polêmicas envolvendo a saída do técnico Julen Lopetegui, Isco terá os holofotes voltados para si como um dos trunfos da Espanha na campanha em busca do bicampeonato mundial.

Na sétima participação de Portugal em Mundiais e a 15ª da Espanha, o duelo em si promete ser emocionante e equilibrado. No retrospecto, são 12 jogos, com 4 vitórias espanholas, duas portuguesas e seis empates. E ambas as seleções vem de boas sequências. Os lusitanos têm sete vitórias, uma derrota e dois empates nos últimos dez jogos. A Fúria, por sua vez, está invicta nas últimas dez partidas, com oito vitórias e dois empates.

A bola rola para o duelo Ibérico às 15h (de Brasília), no Estádio Fisht, na cidade russa de Sochi. Portugal e Espanha ainda terão pela frente as seleções de Irã e Marrocos nesta primeira fase do Mundial.



Camisa 10 dos Bleus treinou normalmente na manhã desta sexta-feira (Foto: Franck Fife/AFP)

Na manhã desta sexta-feira, a França realizou um treino de reconhecimento da Arena Kazan, palco do jogo de estreia dos Bleus na Copa do Mundo. Um dos principais jogadores da equipe, Kylian Mbappé havia assustado a comissão técnica ao sentir o tornozelo, mas voltou a participar normalmente das atividades e não preocupa.

O treino foi aberto à imprensa por apenas 15 minutos, e foi possível observar apenas o aquecimento e o reconhecimento do gramado. Antoine Griezmann, que após muita especulação, anunciou a sua permanência no Atlético de Madrid, também participou do treinamento.

Mesmo que não tenha sido possível observar muito do que Didier Deschamps está planejando, a provável escalação da França para a estreia terá: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernandez; Kanté, Tolisso e Pogba, Mbappé, Dembele e Griezmann.

A seleção francesa integra o grupo C da Copa do Mundo, mesma chave que Peru, Austrália e Dinamarca. Uma das favoritas ao título, a França tenta se redimir do vice-campeonato da Eurocopa de 2016, dentro de casa, e estreia neste sábado, às 7h (horário de Brasília), contra a Austrália, na Arena Kazan.