COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Suíça encaminhou a classificação às oitavas de final (Foto: Patrick HERTZOG/AFP)

A Suíça conquistou um belo resultado nesta sexta-feira. Diante da Sérvia, foi ao intervalo da partida perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a virada no segundo tempo e encaminhou a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, já que enfrenta a lanterna e já eliminada Costa Rica na rodada final da fase de grupos. A situação é favorável, mas não é motivo para empolgação dos jogadores, que mantêm os pés no chão para a partida decisiva.

“São só três jogos na fase de classificação, então todo jogo é um jogo-chave. Conseguimos um resultado muito bom contra o Brasil. Hoje vencemos e demos um bom passo pela vaga. Mas ainda não acabou. Temos que ter cuidado contra a Costa Rica”, afirmou o lateral e capitão Stephan Lichtsteiner. “É difícil jogar contra a Costa Rica. Eles têm um bom time, deram bastante trabalho para a Sérvia e para o Brasil. Será uma partida complicada”, finalizou.

“Nosso grupo é complicado, jogamos contra equipes difíceis, e será mais um jogo difícil contra a Costa Rica. Temos que jogar da nossa maneira até o fim. O Brasil passou sufoco contra eles até o final. Sabemos como eles jogarão. Temos que ir com confiança, espero que nosso time jogue como jogou no segundo tempo hoje. Assim, tenho certeza de que conseguiremos um resultado positivo”, completou Xherdan Shaqiri, o “cara do jogo” nesta sexta.

A Suíça foi a quatro pontos com o triunfo, assumindo a vice-liderança do Grupo E. A primeira colocação pertence ao Brasil, com os mesmo quatro pontos. A Sérvia, com três, ocupa a terceira posição, à frente apenas da Costa Rica, última colocada, com pontuação zerada.

A rodada decisiva da chave será disputada na próxima quarta-feira, às 15h (no horário de Brasília). A partida entre suíços e costarriquenhos será realizada em Nizhny Novgorod. Já em Moscou, os sérvios têm missão complicada contra a Seleção Brasileira e precisam vencer de qualquer maneira para seguirem vivos no Mundial.

 

 

 




Na última sexta-feira, Xherdan Shaqiri não só manteve viva as esperanças da Suíça na Copa do Mundo, como deixou a seleção europeia em plenas condições de confirmar na última rodada da fase de grupos a classificação para as oitavas de final. Decisivo com o gol que deu a vitória contra a Sérvia por 2 a 1, o atacante revelou ter a inspiração em um atacante brasileiro: Ronaldo ‘Fenômeno’.

Em entrevista ao site The Players Tribune, o atacante do Stoke City dissecou sua vida, suas experiências no futebol e toda sua carreira. Em dado momento, quando abordava sobre Mundiais e ídolos, o jogador nascido em Kosovo e naturalizado suíço revelou a idolatria por Ronaldo e contou um fato curioso sobre sua torcida pela Seleção Brasileira.

Shaqiri marcou o gol decisivo da vitória da Suíça sobre a Sérvia (Foto: OZAN KOSE/AFP)

“Ronaldo foi meu ídolo. O Ronaldo original, camisa nove. A maneira com a qual jogava era mágica para mim”, disse o camisa 23 da Suíça. “Durante a final da Copa do Mundo de 98, quando ele se machucou e o Brasil perdeu para a França, eu estava chorando e chorando porque estava muito triste por ele”, ressaltou.

“Meu sétimo aniversário era três meses depois da Copa do Mundo da França, e eu ficava falando para minha mãe todos os dias que tudo o que eu queria, que eu mais sonhava, era a camiseta amarela do Ronaldo. Um dia minha mãe me deu uma caixa. Eu abri e era a camisa amarela do Ronaldo. Só que daquelas que você compra no mercado. Eu acho que nem tinha um distintivo, mas isso não importava para mim. Foi como o dia mais feliz da minha vida”, contou Shaqiri.

Além do aspecto futebolístico, Ronaldo teve sua carreira marcada, em 2002, pelo corte de cabelo “cascão” que ficou mundialmente reconhecido. O atacante da Suíça, aliás, revelou que foi um dos garotos da época a repetir o estilo, apesar das brincadeiras e da estranheza que causou nos pais e nos colegas da escola.

“Lembro-me que, quatro anos depois, quando Ronaldo apareceu na Copa do Mundo de 2002 com aquele corte triangular, fui ao cabeleireiro e disse para ele me fazer aquele corte. Mas eu tinha cabelo loiro encaracolado na época, então era uma loucura. Eu apareci na escola e todas as crianças estavam olhando para mim de forma estranha, como quem não entendesse o que diabos eu tinha feito. Eu não me importei. Eu estava apenas sendo eu”, comentou Shaqiri.



Para Diego Armando Maradona, a decepcionante campanha da Argentina na Copa do Mundo tem seus culpados muito bem definidos: Jorge Sampaoli e a Associação de Futebol Argentino (AFA). Campeão mundial em 1986, o ex-jogador criticou o trabalho do técnico e atribuiu a derrota por 3 a 0 para a Croácia à entidade que regula o futebol de seu país.

“Tenho uma raiva que não pode ser transmitida e uma grande raiva interior, porque ele que vestiu essa camisa não pode vê-la golpeada por uma equipe croata que não é a Alemanha, não é o Brasil, não é a Holanda, não é a Espanha. Essa é a verdade”, lamentou o craque argentino.

Presente no estádio em que ocorreu o revés para a Croácia, Maradona ressaltou que o episódio “tem um culpado e ele é o presidente da Associação de Futebol Argentino”, disse, em referência a Claudio Tapia. “A AFA é dirigida por pessoas que não sabem nada de futebol”, condenou.

Sobre Sampaoli, Maradona questionou os métodos de trabalho. Disse que “todo mundo” acreditava que ele iria resolver os problemas da seleção “com os computadores, com os drones, com 14 assistentes, com 25 sparrings”. “A Argentina não sabe como jogar, não tem solução para nada. Ou seja, tanto no meio-campo, defesa ou no ataque, a Argentina não criou uma barreira, não ganhou as divididas, não teve a bola”, avaliou, em alusão à atuação diante da Croácia.

Maradona, contudo, eximiu Lionel Messi de qualquer culpa pela má campanha do time alviceleste no Mundial. “Leo jogou como poderia jogar. É difícil resolver os problemas dos companheiros de equipe”, argumentou.

O ex-atacante disse ainda que o triunfo da Nigéria sobre a Islândia abriu “uma oportunidade a mais”, porém voltou a questionar. “O problema não é a Nigéria. O problema somos nós”, sentenciou.

Por fim, Maradona cogitou se reunir com o elenco argentino junto a outros jogadores históricos, como Claudio Caniggia, Daniel Passarella e Jorge Valdano, para ter uma conversa a fim de “saber a capacidade deles para assimilar o que é vestir a camisa nacional”.

Para avançar às oitavas de final, a Argentina precisa vencer a Nigéria e a Islândia não derrotar a Croácia. As duas partidas estão marcadas para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília).



Matic não joga a toalha por classificação às oitavas de final (Foto: Attila KISBENEDEK/AFP)

A Sérvia foi do céu ao inferno em questão de minutos nesta sexta-feira. Pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo da Rússia, contra a Suíça, foi ao intervalo vencendo por 1 a 0, resultado que garantia a seleção na próxima fase do torneio. No entanto, os adversários viraram o jogo para 2 a 1, frustrando o plano dos sérvios e obrigando-os a vencerem a última partida da fase de grupos, contra o Brasil, para se manterem vivos no Mundial.

Após o apito final, o meia Nemanja Matic repetiu o discurso do técnico Mladen Krstajic, reconhecendo a difícil missão que a seleção sérvia terá de cumprir na última rodada, mas mantendo a esperança por uma vitória contra os brasileiros.

“É muito difícil, porque vamos enfrentar o Brasil. Eles são um dos melhores times do mundo, então será difícil. Mas no futebol tudo é possível”, frisou o jogador, já projetando o confronto. “Temos tempo para pensar. Conhecemos as qualidades deles. Eles não podem esconder nada, pois os conhecemos bem. Claro que eles também nos conhecem. Como eu disse, será difícil. Eles têm qualidades individuais, ótimos jogadores, um dos melhores do mundo, que é o Neymar. Vai ser difícil, mas sabemos das nossas qualidades e vamos tentar sair orgulhosos dessa partida”, completou.

Se quiser se classificar, contra a Seleção Brasileira, a Sérvia não poderá correr os mesmos riscos que correu contra a Suíça. O time deixou muitos espaços para contra-ataques e acabou levando o segundo gol nos minutos finais do jogo. Elogiando a atuação da equipe, Matic lamentou o resultado.

“Perder é sempre difícil. Fizemos boa partida, tivemos chances de fazer o segundo gol. Também tivemos um pênalti que o árbitro não viu, ou não quis ver. Mas de qualquer forma estamos tristes pela derrota. A Suíça tem um bom time, jogou bem, lutou bastante. Foi um jogo bom para os torcedores, interessante. Mas infelizmente perdemos”, afirmou.

Pelo Grupo E, Sérvia e Brasil se encontram decisivo na próxima quarta-feira, a partir das 15h (no horário de Brasília), em Moscou. No mesmo dia e horário, a Suíça entra em campo para enfrentar a Costa Rica, em Nizhny Novgorod. Os sérvios ocupam a terceira posição, com três pontos ganhos, um a menos que os brasileiros, em primeiro, e os suíços, segundos. Os costarriquenhos, na lanterna, com pontuação zerada, já estão eliminados e apenas se despedem da Copa.

 



Mohamed Salah ao lado do líder checheno Ramzan Kadyrov (Foto: Karim Jaafar/AFP)

Mohamed Salah pode não ter feito uma Copa do Mundo dos sonhos, porém, ainda assim, foi digno de honrarias por parte de Ramzan Kadyrov, chefe da República da Chechênia. O craque do Liverpool recebeu o título de “cidadão honorário” checheno em jantar da delegação egípcia com o líder local nesta sexta-feira.

Essa não é a primeira vez que Salah e Kadyrov aparecem juntos. Às vésperas da estreia na Copa do Mundo, contra o Uruguai, o camisa 10 foi fotografado mãos dadas com o líder checheno, fato que gerou grande repercussão negativa por parte dos defensores dos direitos humanos, já que o político é acusado de violar a liberdade de seu povo na região em que atua com o apoio do presidente russo Vladimir Putin.

A seleção egípcia, no entanto, parece não ver qualquer problema em associar sua imagem à de Kadyrov. Antes de viajarem rumo a Volgogrado para sua partida de despedida nesta Copa do Mundo, contra a Arábia Saudita, os Faraós foram recepcionados com um jantar em Grozny, onde estão hospedados.

A escolha da base egípcia na Copa do Mundo, inclusive, foi um tanto quanto inusitada. O time africano apostou em um local distante das cidades-sede do Mundial para evitar uma cobertura excessiva por parte da imprensa. Outro fator que contribuiu na escolha de Grozny foi o fato de a região ser composta em sua maioria por muçulmanos.



Em seu segundo jogo na Copa do Mundo 2018, a Seleção Brasileira venceu, nessa sexta, a Costa Rica pelo placar de 2 a 0 e gerou muitos comentários dos fãs de esporte no Twitter em todo o mundo. Autor do último gol brasileiro da partida, Neymar foi o jogador mais mencionado em tweets globalmente, seguido por Philippe Coutinho, o técnico Tite e o atleta Douglas Costa. No primeiro jogo, o camisa 10 também protagonizou o ranking de mais comentados; Tite e Coutinho também fizeram parte da lista.

O gol marcado por Phillippe Coutinho às 10h48 (de Brasília), já nos acréscimos do segundo tempo, foi o momento mais comentado na plataforma globalmente, seguido pelo gol de Neymar, às 10h55, e pelo final da partida, às 10h57.

Nigéria 2 x 0 Islândia
A vitória da Nigéria sobre a Islândia também gerou grande repercussão no Twitter. O momento de maior pico de comentários sobre a partida na plataforma aconteceu às 13h34, quando o nigeriano Ahmed Musa marcou seu segundo gol no jogo, deixando o placar em 2 a 0 a favor de sua equipe. O primeiro gol de Musa, às 13h08, e o final da partida, às 13h56 foram os outros dois maiores destaques. Entre os mais mencionados na plataforma, Musa lidera a lista, seguido por seu companheiro Alexander Iwobi, pelo islandês Gylfi Sigurdsson e o nigeriano Victor Moses.

Sérvia 1 x 2 Suíça
O segundo gol da disputa entre Sérvia e Suíça, marcado pelo suíço Xherdan Shaqiri, aos 44 minutos do segundo tempo (16h48), gerou o maior pico de comentários sobre a partida no Twitter no mundo. Em seguida, o empate da Suíça após gol de Xhaka, às 16h10, e o final do jogo, às 16h54, com vitória para a Suíça. Os jogadores que protagonizaram as conversas sobre a partida foram os suíços Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri e os servos Aleksandar Mitrovic e Sergej Milinkovic-Savic.



Os gols de Neymar e Coutinho fizeram o Brasil igualar com a Alemanha em gols nas Copas (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/Gazeta Press)

A vitória brasileira diante da Costa Rica simbolizou um passo importante da Seleção por uma vaga para a classificação do Brasil na Copa do Mundo. Além disso, os gols marcados por Philippe Coutinho e Neymar representaram os gols de número 223 e 224 do país na história das Copas do Mundo, fazendo com que a equipe amarelinha chega a liderança do ranking, empatando com a Alemanha.

No entanto, apesar do mesmo número de gols marcados nas 21 edições de Copa, a Alemanha tem um jogo a mais que o Brasil na história do torneio: 107 contra 106. Vale lembrar que na edição atual do torneio, o Brasil já jogou duas partidas na primeira fase, enquanto os germânicos apenas um. Por outro lado, a nação com mais títulos mundiais participou de todas as edições da competição, enquanto os alemães não participaram de dois torneio, o de 1930 e o de 1950.

Nas 106 vezes que a camisa verde amarela entrou em campo foram 71 vitórias, 18 empates e apenas 17 derrotas. Com os 224 gols marcados, a média brasileira é de 2.11 gols por jogo. Na defesa, a equipe pentacampeã do mundo sofreu 103 gols, o que representa uma média de 0,97 gols sofridos por partida.

A distância dos líderes para o terceiro colocado no ranking de países goleadores na Copa do Mundo é enorme. Isso porque o terceiro país que mais comemorou gols em Copas do Mundo é a Argentina, que marcou 132 gols em 79 jogos.

Neste sábado, a Alemanha tem chances de voltar a liderança isolada nesse ranking, já que enfrenta a Suécia às 15h (de Brasília), pelo grupo F da Copa do Mundo.



Zlatko Dalic tomará precauções visando o mata-mata da Copa (Foto: Johannes EISELE/AFP)

Com a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia garantida, a Croácia tomará algumas precauções na última partida da fase de grupos, contra a Islândia, na próxima terça-feira. A prova disto é a decisão do técnico Zlatko Dalic em poupar seis de cinco de seus titulares em função de cartões amarelos, mais o meia Brozovic, que cumprirá suspensão por ter tomado a segunda advertência.

“Quero a liderança do grupo, mas temos que tomar cuidado porque temos alguns jogadores pendurados. Não vou começar a partida com aqueles que levaram cartão amarelo. É um risco muito grande. Além disso, temos 22 atletas à disposição”, apontou o comandante, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira.

Além de Brozovic, portanto, os jogadores que não irão a campo contra os Vikings são: o zagueiro Corluka, o lateral Vrsaljko, o meia Rakitic e os atacantes Rebic e Mandzukic.

Seleção croata tem um jogador suspenso e cinco pendurados (Foto: Johannes EISELE/AFP)

A Croácia confirmou a vaga no mata-mata do Mundial após vencer suas duas primeiras partidas pelo Grupo D, batendo a Nigéria por 2 a 0 e superando a Argentina por 3 a 0.

Se os croatas vivem um momento de tranquilidade, não se pode dizer o mesmo do resto do grupo, que se encontra completamente embolado. Os nigerianos estão na segunda posição, com três pontos ganhos e dependem de si mesmos para avançarem à próxima fase, enquanto islandeses e argentinos, com apenas um, vêm logo atrás e contam com combinações de resultados para se classificarem.

Croácia e Islândia se enfrentam em Rostov, às 15h (no horário de Brasília) de terça-feira. No mesmo dia e horário, a Argentina joga a vida contra a Nigéria, em São Petersburgo.



(Foto: Reprodução/Instagram)

Zlatan Ibrahimovic ficou de fora da convocação do técnico Jan Andersson para a Copa do Mundo, mas nem por isso deixou de apoiar a seleção sueca. Nesta sexta-feira, o atacante de Los Angeles Galaxy demonstrou confiança no potencial da equipe nórdica, garantindo que os jogadores são capazes de vencer a toda poderosa Alemanha.

“Mais uma vitória. Podemos fazer isso”, escreveu Ibrahimovic em uma foto postada em uma de suas redes sociais em que aparece vestindo artigos azuis e amarelos em alusão às cores da Suécia.

Após vencer a Coreia do Sul na estreia por 1 a 0, a seleção sueca pode garantir sua classificação caso vença a Alemanha neste sábado, às 15h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi. Até então, o time nórdico vem dividindo a liderança do Grupo F ao lado do México, que bateu os alemães na primeira rodada.