COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O grupo E da Copa do Mundo da Rússia está embolado. Nesta sexta-feira, poucas horas após a Seleção Brasileira suar para vencer a Costa Rica por 2 a 0, a Suíça derrotou a Sérvia por 2 a 1 em Kaliningrado, de virada, e também se manteve com boas chances de avançar às oitavas de final.

Brasil e Suíça lideram a chave com 4 pontos ganhos (o time de Tite tem um gol a mais de saldo), à frente de Sérvia, com 3, e da já eliminada Costa Rica, que só perdeu até então. A definição dos dois classificados para a próxima fase sairá a partir das 15 horas (de Brasília) de quarta-feira, com o encontro entre brasileiros e sérvios e o duelo de suíços com costa-riquenhos.

Agora, o Brasil necessita de ao menos um empate com a Sérvia para se classificar sem depender do resultado do jogo entre Suíça e Costa Rica. Se ganhar, estará com a primeira colocação da chave assegurada.

Os suíços, que arrancaram um empate por 1 a 1 do Brasil na estreia, voltaram a mostrar poder de reação diante dos sérvios. Sofreram um gol logo aos quatro minutos de jogo, em cabeçada de Mitrovic, mas melhoraram consideravelmente no segundo tempo. Xhaka anotou em um belo chute de longa distância e Shaqiri completou aos 44 – assim como Behrami e Dzemaili, os dois jogadores têm ligação com Kosovo, região que declarou independência da Sérvia de forma unilateral em 2008.

O jogo – A Sérvia não esperou para pressionar a Suíça, reconhecida por sua força defensiva. Em menos de cinco minutos, arriscou um chute de longa distância e finalizou três vezes de cabeça, uma delas para o gol.

Aos quatro minutos, após a Sérvia recuperar a bola na ponta direita, Tadic limpou a marcação e fez o cruzamento na área. Lá dentro, Mitrovic levou a melhor sobre a marcação pelo alto e fez a rede balançar.

Em desvantagem no marcador, a Suíça precisava abdicar da sua cautela característica, tal qual ocorreu quando foi vazada pela Seleção Brasileira na primeira rodada. O problema era que contava com um meio-campo burocrático, pouco criativo, e ainda tinha trabalho com o jogo aéreo de Mitrovic.

Aos 29 minutos, a Suíça provou que estava viva. Zuber apareceu na entrada da área e fez ótima enfiada de bola para Seferovic, que parou em uma defesa providencial do goleiro Stojkovic.

Severovic não teria novas chances no segundo tempo. No intervalo, o técnico Vladimir Petkovic sacou o centroavante para a entrada de Gavranovic. Ele queria que a Suíça fosse mais incisiva, porque, mesmo com 37% de posse de bola, a Sérvia ainda era mais perigosa quando atacava.

Em seis minutos, essa história mudou. E com um golaço. Xhaka ficou com a sobra de bola depois de um chute de Shaqiri e emendou com curva e com força de fora da área para empatar a partida para a Suíça.

O gol entusiasmou os suíços, que passaram a ser mais frequentes no campo de ataque. Shaqiri, por exemplo, fez jogada individual na ponta direita aos 12 minutos e bateu cruzado, buscando o ângulo. A bola triscou a trave.

Superado o susto, a Sérvia voltou a equilibrar as ações em Kaliningrado, com direito à reclamação de pênalti não marcado sobre Mitrovic. Àquela altura, o time de Mladen Krstajic já estava com Ljajic na vaga de Kostic.

Do outro lado, a Suíça trocou Dzemaili por Embolo e passou a criar oportunidades de gol em sequência. Aos 44 minutos, alcançou a virada. Shaqiri recebeu lançamento longo de Xhaka, invadiu a área e completou na saída de Stojkovic antes de correr para o abraço.

FICHA TÉCNICA
SÉRVIA 1 X 2 SUÍÇA

Local: Arena Baltika, em Kaliningrado (Rússia)
Data: 22 de junho de 2018, sexta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Féliz Brych (Alemanha)
Assistentes: Mark Borsch e Stefan Lupp (ambos da Alemanha)
Público: 33.167 pessoas
Cartões amarelos: Milinkovic-Savic, Milivojevic, Matic e Mitrovic (Sérvia); Shaqiri (Suíça)
Gols: SÉRVIA: Mitrovic, aos 4 minutos do primeiro tempo; SUÍÇA: Xhaka, aos 6, e Shaqiri, aos 44 minutos do segundo tempo

SÉRVIA: Stojkovic; Ivanovic, Milenkovic, Tosic e Kolarov; Milivojevic (Radonjic), Matic, Kostic (Ljajic), Milinkovic-Savic e Tadic; Mitrovic
Técnico: Mladen Krstajic

SUÍÇA: Sommer; Lichtsteiner, Schar, Akanji e Rodríguez; Behrami, Xhaka, Shaqiri, Dzemaili (Embolo) e Zuber (Drmic); Seferovic (Gavranovic)
Técnico: Vladimir Petkovic



Os nigerianos comandados por Gernot Rohr venceram a Islândia (Foto: Mark Ralston/AFP)

A Nigéria não fez um bom primeiro tempo diante da Islândia, mas cresceu na segunda etapa e conseguiu a primeira vitória na Copa do Mundo da Rússia. Os dois gols do triunfo por 2 a 0 foram marcados por Musa, que deixou a equipe em segundo lugar do Grupo D e dependendo apenas de si para se classificar à próxima fase.

O alemão Gernot Rohr destacou a postura dos jogadores dentro de campo e se mostrou otimista em relação ao duelo contra a Argentina, o qual pode garantir os nigerianos nas oitavas de final. Além disso, o treinador da Nigéria ressaltou que a equipe é jovem e só estará em seu auge no Mundial de 2022.

“O que eu gosto no meu time jovem é a humildade, solidariedade e o espírito de luta. Antes do Mundial, acreditava que estaríamos aqui (Rússia) para aprender. Acredito que esse time estará pronto em 2022, chegamos à Copa do Mundo cedo, mas temos boas chances de vencer a Argentina”, disse o treinador na entrevista posterior ao duelo desta sexta-feira.

Na última rodada, os nigerianos enfrentam os argentinos, em São Petersburgo, às 15h (de Brasília) da terça-feira. Dependendo do resultado entre Islândia e Croácia, um simples empate fará com que a seleção africana volte a frequentar as oitavas de final da Copa do Mundo, já que em 2014 foi eliminada nesta fase para a França.



A Islândia perdeu da Nigéria e se complicou na Copa (Foto: Nicolas Asfouri/AFP)

A Islândia não esteve em uma tarde inspirada no confronto em que perdeu para a Nigéria por 2 a 0. O treinador da equipe, Heimir Hallgrimsson, não criticou seu comandados, mas elogiou o adversário e disse ainda acreditar na classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo que a situação seja delicada.

“Ainda estamos na corrida, uma derrota é sempre difícil de engolir, mas estamos na briga. Nossos jogadores estavam motivados até o fim, mas não foi o nosso dia em vários aspectos. Os atletas tentaram fazer o melhor”, disse o treinador na entrevista coletiva posterior ao jogo.

Depois de um primeiro tempo sem emoções, mas com uma Islândia presente no ataque, os nigerianos melhoraram na etapa final e abriram o marcador logo aos três minutos. Para o treinador, o tento do adversário no início do tempo complementar foi fundamental para a construção do placar.

“O que mudou o jogo foi o primeiro gol que eles marcaram no início do segundo tempo. Tivemos que nos submeter a mais riscos, eles foram rápidos e fizeram dois gols. A estratégia não foi errada. Acho que fomos perigosos em alguns instantes, mas eles são bons nas jogadas aéreas, eles foram muito bem hoje”, declarou.

Na última rodada, os islandeses enfrentam os croatas, que já estão garantidos em primeiro lugar do Grupo D e devem entrar em campo com um time alternativo. A equipe de Heimir Hallgrimsson precisa vencer o duelo, em São Petersburgo, por um bom placar e superar argentinos ou nigerianos no saldo de gols para avançar. A partida está programada para às 15h (de Brasília) da terça-feira.



Na tarde desta sexta-feira, a Nigéria venceu a Islândia por 2 a 0 pelo grupo D da Copa do Mundo. Os três pontos conquistados são essenciais para a Nigéria, que enfrenta a Argentina na próxima terça-feira dependendo apenas de si mesma para chegar às oitavas de final. A partida, na Arena Volgogrado, teve dois tempos distintos e a vitória nigeriana foi construída no segundo tempo.

Na primeira etapa, a Islândia se lançou ao ataque, mas perdeu suas chances de inaugurar o placar. Foram cinco chances de gol dos islandeses contra nenhuma dos nigerianos. A falta de chances da Nigéria foi reflexo de sua estratégia na etapa inicial: reter a bola na defesa para conter o ataque adversário. A posse de bola, 61% da Nigéria frente a 39 da Islândia, também refletiu a proposta nigeriana. A quantidade de passes trocados foi outro número importante: a Nigéria realizou 248 passes antes do intervalo, enquanto a Islândia passou apenas 132 vezes.

O atacante Ahmed Musa marcou os dois gols da Nigéria sobre a Islândia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Por outro lado, o segundo tempo foi completamente diferente. A Nigéria tomou a iniciativa, foi para o ataque e construiu o resultado com dois gols de Musa, o primeiro logo aos quatro minutos e o segundo aos 30. A superioridade nigeriana se refletiu não somente no placar, mas também nos números da segunda etapa.

Enquanto a Islândia teve cinco chances de gol no segundo tempo, a Nigéria teve impressionantes 16 tentativas, sendo quatro chutes com direção ao gol defendido por Halldorson, seis para fora e outros seis bloqueados pela defesa. Dois dos chutes com a direção do gol foram os tentos do atacante Musa. Além disso, a Nigéria acertou a trave uma vez.

Se os números ofensivos da segunda etapa foram opostos aos da primeira, os números de posse de bola foram parecidos. A Nigéria terminou o jogo com 58% de posse de bola, contra 42% da Islândia, e precisão de 84% nos passes (399 de 473), frente a 75% da Islândia (218 de 291).

Crédito: Sophie Ramis, Thomas Saint-Cricq, Maria-Cecilia Rezende/AFP



Musa comandou a vitória da Nigéria (Foto: Mark Ralston/AFP)

Na tarde desta sexta-feira, a Nigéria conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo da Rússia ao derrotar a Islândia. Depois de um primeiro tempo sem emoções, Musa abriu o placar logo aos três minutos de jogo e deu confiança aos nigerianos, que tomaram conta da partida.

O atacante do CSKA Moscou, equipe do país sede do Mundial, aproveitou a superioridade de sua equipe diante dos islandeses e assinou uma pintura, deixando seu segundo tento na partida. O camisa 7 recebeu bola na esquerda, passou como quis pela zaga e pelo goleiro para finalizar e dar números finais ao triunfo africano por 2 a 0.

Na última rodada do Grupo D, os nigerianos enfrentam os argentinos em duelo direto por uma vaga às oitavas de final. Inclusive, Musa tem boas e más lembranças sobre a Argentina. No Mundial de 2014, os nigerianos perderam por 3 a 2, mas o atacante marcou os dois gols de seu seleção.

Musa estreou na seleção nigeriana em novembro de 2010. Desde então, foram 70 partidas e 15 gols marcados. A equipe de Gernot Rohr precisará de todo o faro de gol do “cara do jogo” na vitória diante da Islândia para vencer Messi e companhia, e garantir classificação às oitavas de final. O duelo está programado para às 15h (de Brasília) da terça-feira.

 

 



Depois de um primeiro tempo sem muitas emoções, a Nigéria cresceu de produção na segunda etapa e através de Musa, que viveu tarde inspirada em Volgogrado ao marcar duas vezes, garantiu seu primeiro triunfo na Copa do Mundo, por 2 a 0. Os islandeses ainda tiveram a chance de esboçar uma reação na reta final da partida, quando o árbitro assinalou pênalti com ajuda do recurso de vídeo, mas Sigurdsson desperdiçou a oportunidade.

Dos resultados possíveis para o duelo, esse é o melhor para a Argentina, que precisará vencer os nigerianos na última rodada e torcer para os islandeses não derrotarem a já classificada Croácia para avançar. A Nigéria, por sua vez, pode se classificar às oitavas com apenas um empate. Já a Islândia só jogará a próxima fase se vencer por um bom placar e superar argentinos ou nigerianos no saldo de gols.

Na rodada que fecha o Grupo D, os nigerianos enfrentam os argentinos, em São Petersburgo. Enquanto a seleção islandesa joga contra os croatas, que devem entrar no gramado de Rostov com o time reserva. As duas partidas estão programadas para às 15h (de Brasília) da terça-feira.

Islândia começa melhor, mas Nigéria equilibra o duelo

Os islandeses começaram intensos e pressionaram nos primeiros minutos de jogo. O craque do time, Sigurdsson, parou no goleiro adversário em duas oportunidades. Na primeira, cobrou falta para Uzoho espalmar. Em seguida, recebeu bola na entrada da área e bateu de primeira, mas o arremate saiu fraco e no meio do gol, facilitando a intervenção.

Passados os momentos de pressão da Islândia, a Nigéria equilibrou a partida e incomodava no lado direito do campo, com Moses. Principal nome da equipe, o ala tinha carta branca para ir ao ataque, já que Rohr Gernot, treinador dos nigerianos, armou a defesa com uma linha de três jogadores. No entanto, as infiltrações e os cruzamentos pelo setor eram facilmente cortadas pela dupla de zaga islandesa.

Na reta final da primeira etapa, os islandeses retomaram o controle do duelo e aproveitaram os lados do campo para criar boas jogadas, através de Bjarnason e Saevarsson, mas faltou a presença de um centroavante na área para empurrar a bola às redes.

Musa marca dois e dá o triunfo aos nigerianos

Se em todo o primeiro tempo os nigerianos não finalizaram uma vez sequer no gol, Musa tratou de mudar isso logo aos três minutos da etapa final. Após cobrança de escanteio da Islândia, Moses puxou contra-ataque pela direita e cruzou para o camisa 7, que dominou e chutou forte para balançar as redes, abrindo o placar para os nigerianos.

Após sair na frente, a seleção africana ganhou confiança, enquanto a Islândia sentiu o golpe. Aos 11, Ndidi arriscou de longe, contou com desvio na zaga e obrigou Halldorsson a fazer boa defesa. Mais tarde, Moses avançou e, já dentro da área, arrematou por cima da meta. A resposta dos europeus veio com Gislason, que fez jogada individual e arrematou a direita da meta.

A Nigéria cresceu muito de produção no segundo tempo e envolvia o adversário com um toque de bola rápido e eficiente. Aos 29, Musa recebeu na esquerda, passou como quis pela marcação, driblou o goleiro e ampliou a vantagem de sua seleção.

Os islandeses ainda tiveram a oportunidade de esboçar uma reação nos minutos finais da partida, quando tiveram um pênalti assinalado pelo árbitro com ajuda do recurso de vídeo. No entanto, Sigurdsson desperdiçou a oportunidade ao bater por cima da meta. Com isso, vitória e festa dos nigerianos em Volgogrado.

FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA 2×0 ISLÂNDIA

Local: Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia)
Data: 22 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 12h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Matthew Conger (Nova Zelândia)
Assistentes: Simon Lount (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga)
Cartões amarelos: Idowu (Nigéria)
Gols:
Nigéria:
Musa aos três e aos 29 minutos do 2°T

NIGÉRIA: Francis Uzoho; Kenneth Omeruo, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu (Tyronne Ebuehi); Onyinye Ndidi, Oghenekaro Etebo (Alex Iwobi) e John Obi Mikel; Ahmed Musa, Victor Moses e Kelechi Iheanacho (Odion Ighalo)
Técnico: Rohr Gernot

ISLÂNDIA: Hannes Thor Halldorsson; Birkir Mar Saevarsson, Kari Arnason, Ragnar Sigurdsson  (Sverrir Ingi Ingason) e Hordur Bjorgvin Magnusson; Gislason, Aron Gunnarsson (Ari Freyr Skúlason), Jón Daði Bodvarsson (Björn Bergmann Sigurðarson) e Birkir Bjarnason; Gylfi Sigurdsson e Alfred Finnbogason
Técnico: Heimir Hallgrisson



Depois de pouco ter participado do empate em 1 a 1 com a Suíça, Gabriel Jesus surgiu como um dos candidatos a saírem da equipe titular da Seleção Brasileira. Mesmo com essa situação, o Jardim Peri – bairro onde o camisa 9 foi criado – mostrou confiança no talento de sua maior revelação e, aos poucos, timidamente, os torcedores foram chegando no Bar da Gisele, um dos pontos de concentração na comunidade, para assistir a vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica.

“Isso não vai acontecer. Ele não vai sair (do time). Ele vai marcar dois gols hoje”, previu a dona do bar, que era frequentado pelo jogador do Manchester City em sua infância antes do apito inicial. “Dá aquela ansiedade, aquele friozinho no coração, mas vai dar tudo certo”.

Com a partida já em andamento, as pessoas foram chegando no bar com bandeiras e camisas com a imagem de Gabriel Jesus. A rua personalizada com representações da Copa do Mundo da Rússia e uma pintura do atleta de 21 anos ficou vazia e deu lugar a algumas crianças, que brincavam e jogavam futebol, enquanto os adultos estavam focados no jogo.

O público estava contido e viveu o momento mais tenso quando o centroavante de Tite balançou as redes, entretanto o juiz anulou o lance por impedimento. Nesse momento, uma prima do craque passou, viu o replay na televisão rapidamente e seguiu seu caminho para pegar um ônibus. Apesar do revés, a torcida incentivava a cria do Jardim Peri com gritos de “vai, vai” e se mostrou mais animada após a jogada.

No intervalo, a Gazeta Esportiva se deslocou para encontrar o Seu Luiz, tio do Tetinha, como o atleta do City é conhecido no bairro. Alan, filho de Antônio Luiz, foi quem indicou onde encontrar o seu pai e analisou rapidamente o desempenho de Gabriel Jesus. “A bola não chega nada”, disse antes de comentar como Neymar estava atuando. “Meia-boca, meia-boca”.

O encontro foi no Bar do Marcelinho, cerca de cinco minutos do Bar da Gisele. Os presentes passaram a dar status de celebridade para o parente do camisa 9. Seu Luiz olhava a TV de forma muito calma, trocando apenas algumas palavras com quem estava ao seu redor e fumando um cigarro.

O bom começo da Seleção Brasileira animou os presentes, que bebiam uma cerveja. “Já era para estar três. Já era para estar três”, declarou uma das pessoas. Nos poucos momentos em que a Costa Rica chegava ao ataque, rapidamente se ouvia: “sai zica, sai zica”. Um dos momentos mais tensos foi quando Roberto Firmino foi chamado pelo técnico do Brasil. Ao ser anunciado que Paulinho sairia de campo, os elogios vieram para Tite, que já tinha ganhado créditos por ter colocado Douglas Costa no jogo.

O pênalti marcado em Neymar foi comemorado como um gol, mas rapidamente todos voltaram ao seu semblante normal porque, com ajuda do árbitro de vídeo, a marcação foi anulada. As pessoas passaram a ficarem nervosas e reclamavam do jogador de Paris Saint-Germain, que foi definido como “cai-cai” e com a cera de Los Ticos.

A participação de Gabriel Jesus no gol de Philippe Coutinho e o segundo tento aliviou a torcida. O jogo foi nervoso, o time todo estava nervoso, mas a gente sabia que o resultado ia sair. Para mim, está tudo bem. Agora só falta mais um jogo para classificar”, analisou Seu Luiz. “Deu (uma aliviada) para ele. Já que não fez o gol, pelo menos participar do lance”, completou sobre a situação do camisa 9.

O tio ainda falou sobre a continuação da participação do Brasil no Mundial. “A projeção para o resto da Copa? Ganhar todos os jogos e ser campeão. Se Deus quiser com gol do Gabriel, mas se ele não marcar, o importante é trazer o caneco”.




Neymar foi aos prantos após o árbitro Bjorn Kuipers apitar o fim do confronto com a Costa Rica, nesta sexta-feira, em São Petersburgo. Para muitos, as lágrimas do craque brasileiro escancararam seu desequilíbrio emocional, mas o técnico Tite preferiu respeitar as reações do seu principal jogador, se dizendo também um “cara emotivo”.

Questionado sobe Neymar ter chorado após a partida, o treinador da Seleção Brasileira assegurou que não havia visto as imagens e também não conversou com o camisa 10 no vestiário.

“O único cara com quem falei [após a partida] foi o Coutinho, porque esse momento é do pessoal. Vou para o meu canto, fico quieto. Só tive contato com o Coutinho. Não tenho nem condição de fazer a avaliação, mas, seguramente, você pode perguntar para ele”, disse Tite.

“De uma coisa posso falar: a alegria, satisfação e orgulho em representar a Seleção Brasileira é muito grande. Cada um externa de forma que acha. Eu sou um cara emotivo, mas cada um tem sua característica. Respeito as características de cada um”, completou.

Apesar de ter marcado o segundo gol do Brasil nesta sexta-feira, aos 51 minutos do segundo tempo, Neymar mais uma vez não teve uma boa atuação e se destacou por cair demasiadamente no gramado após qualquer contato com seus rivais. O desempenho aquém das expectativas foi justificado por Tite, que apontou a lesão sofrida há mais de três meses pelo camisa 10 como o principal motivo de ele ainda estar um tanto quanto limitado em campo.

“Toda individualidade aparece se o conjunto estiver forte. É desumano colocar em apenas um atleta a responsabilidade de toda uma seleção. Cada um tem que assumir a sua responsabilidade para que o individual apareça. Ele ficou três meses e meio fora e jogou uma partida inteira no jogo anterior. Ele precisa de um tempo para retomar um padrão alto. Mas, antes de um padrão alto, tem uma equipe que precisa ser forte, não dependente”, finalizou.