COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Mesmo antes de a Copa do Mundo ser decidida, o jornal britânico The Guardian publicou uma seleção formada apenas por jogadores com menos de 23 que disputaram o Mundial. Sem nenhum brasileiro entre os 11 selecionados, a equipe conta com nomes de peso, como o atacante francês Kylian Mbappé e o zagueiro colombiano Yerry Mina.

O goleiro da equipe escolhida foi o nigeriano Francis Uzoho. Na justificativa da escolha, o jornal relembra que o arqueiro africano venceu uma única concorrência para assumir a vaga, já que os únicos goleiros abaixo dos 23 anos a disputarem a competição foram o nigeriano e o tunisiano Mouez Hassen.

Na seleção escolhida pela publicação a formação utilizada foi o 5-4-1. Dessa forma a linha defensiva foi formada por três zagueiros, sendo eles: o colombiano Yerry Mina, o uruguaio José Maria Giménez e o suíço Manuel Akanji. Para completar o setor foram escolhidos os laterais Benjamin Pavard para a direita e Lucas Hernandez para a esquerda, sendo ambos franceses.

O meio de campo é dominado pelo Uruguai, representado por Rodrigo Bentancur e Lucas Torreira, que assumiram a titularidade da seleção durante o Mundial e garantiram a sua vaga na seleção dos jovens. Um pouco mais a frente aparecem os meias Hirving Lozano, destaque da seleção mexicana, e Raheem Sterling, um dos garotos da equipe inglesa.

Na frente, o jornal decidiu optar por um atacante único: o francês Kylian Mbappé. Autor de três gols no Mundial até o momento o atacante dos Le blues é apontado inclusive como um forte concorrente para o prêmio de melhor do torneio. Vale lembrar que brasileiro Gabriel Jesus teria idade para aparecer na lista, porém as apresentações sem grande brilho lhe tiraram essa possibilidade.

A publicação escolheu ainda mais nove nomes para formar o banco de reservas do time. São eles: Mouez Hassen, da TunísiaDavinson Sánchez, da ColômbiaMoussa Wagué, de SenegalAchraf Hakimi, de MarrocosOghenekaro Etebo, da NigériaSergej Milinkovic-Savic, da SérviaAleksandr Golovin, da RússiaJulian Brandt da AlemanhaIsmaïla Sarr, de Senegal




(Arte: Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.

Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.

(Foto: SOPHIE RAMIS, THOMAS SAINT-CRICQ, MARIA-CECILIA REZENDE / AFP)

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.

“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.

Confiante, a França vem de vitória sobre a Bélgica de Hazard e Lukaku (Foto: Jewel Samad/AFP)

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.

“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.

A Croácia disputou três prorrogações na Copa, inclusive na vitória sobre a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.

Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.

Veja também: Croácia e França reeditam semifinal da Copa de 98 na Rússia

Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Samuel Umtiti, Raphaël Varane e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Marcelo Brozovic, Ivan Rakitic e Luka Modric; Ante Rebic, Ivan Perisic e Mario Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic



Se não foi da maneira que gostaria, Neymar foi um dos principais personagens da Copa do Mundo da Rússia de 2018. Falado no mundo inteiro, o jogador tem sido alvos de críticas e ironias sobretudo devido as tentativas de simulação durante as partidas do mundial. Entre as personalidades que chegaram a ironizar a participação do camisa 10 brasileiro no torneio foram nomes como o presidente da Fifa, Gianni Infantino e o ator Will Smith.

No entanto, não foram só críticas que atingiram o craque nos últimos dias. Em entrevista realizada à Rádio Gaúcha, o ex-treinador da Seleção Brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, fez uma rápida avaliação da situação vivida por Neymar e afirmou que adoraria ser o coach do atleta para trabalhar melhor algumas questões extra-campo.

Bernardinho afirma que gostaria de ser coach de Neymar (Foto: Divulgação / CBV)

“Eu chego neste momento da minha vida com muita vivência no esporte e conhecimento dos mais diversos tipos de atleta. Desde o mais egocêntrico até o mais jogadores de equipe. Até brinquei que gostaria de ser o Coach do Neymar em algumas questões. Sem entrar no mérito do futebol, não sou nenhum conhecedor profundo desse esporte, mas sobre o comportamento, postura diante de algumas situações, como lidar com pressão. O sentimento de carinho que tenho por ele é por essa amizade que ele tem com o meu filho e acho que ele é uma pedra preciosa que o Brasil tem ainda precisa ser lapidada e trabalhada”, afirmou.

Com uma carreira extremamente vitoriosa no vôlei, como duas medalhas de ouro olímpicas, em 2004 e 2016, e três títulos mundiais, o atual comandante da equipe feminina Rio de Janeiro Vôlei Clube afirmou ver no futebolista um peso muito grande, que poderia ser mais bem trabalhado.

“O Neymar é assim, tudo gira em torno dele. Estamos indo para uma final de Copa e volta o tema Neymar. Ele tem uma relevância tão grande no mundo do futebol que nós estamos às vésperas da final da Copa do Mundo e o tema é Neymar. O presidente da Fifa responde sobre ele, e o Will Smith responde sobre ele, o Van Basten. Ou seja, essa é a relevância que ele tem. É um peso enorme sobre um jovem, um menino que fez tanto, cresceu tanto e que tem um peso enorme de responsabilidade”, completou.



Cotado para receber o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, Eden Hazard foi polêmico após a vitória da Bélgica sobre a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar do torneio. Autor do segundo gol do triunfo belga, o atacante do Chelsea sinalizou que poderá se despedir de Stamford Bridge e assinar com outro clube ainda nesta janela de transferências.

“Depois de seis anos fantásticos no Chelsea, talvez essa seja a hora de descobrir algo novo. Certamente depois dessa Copa do Mundo. Posso decidir se quero ficar ou ir embora, mas o Chelsea que tomará a decisão final. Vocês sabem meu destino preferido”, afirmou Hazard.

Com a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid, o nome de Hazard vem sendo cada vez mais vinculado ao clube merengue. Há especulações de que o Barcelona também estaria interessado no jogador, porém, tudo aponta para uma possível chegada do camisa 10 da Bélgica no Santiago Bernabéu.

Apesar de comentar sobre seu futuro, Hazard também se mostrou comprometido com o Chelsea, clube com o qual ainda possui contrato. Em meio às movimentações desta janela, o atacante assegurou que será preciso trabalhar duro para se adaptar o mais rápido possível à filosofia de Maurizio Sarri, ex-treinador do Napoli e anunciado como novo comandante dos Blues.

“Já sabemos que Sarri será o novo treinador [do Chelsea]. Se ele é um bom técnico? Bom, se ele fizer com que eu ganhe troféus, sim. Dries Mertens me disse que ele é um bom técnico. Teremos que trabalhar duro, da forma italiana, mas já estamos acostumados à essa forma com Antonio [Conte]”, completou.



Depois de ser eliminado pela França na semifinal, o goleiro da Bélgica, Courtois, reclamou do estilo de jogo do adversário (Foto: Odd Andersen/AFP)

Cabeça quente: foi assim que Courtois, goleiro da Bélgica, justificou algumas críticas proferidas à seleção francesa depois da eliminação nas semifinais da Copa do Mundo, na última semana, quando perdeu por 1 a 0. Depois de ter conquistado o terceiro lugar da competição diante da Inglaterra, por 2 a 0, neste sábado, o belga resolveu comentar o episódio.

“Eu posso ter reagido de forma muito forte. Eu vi as reações, vi que os franceses me criticaram um pouco, mas é preciso entender que eu estava voltando para o vestiário, de cabeça quente, dez minutos depois de perder uma semifinal em que você sente que não jogou pior que o adversário. Eu não quis dizer que eles não jogaram bem. A França fez de tudo para que a gente não pudesse jogar nosso jogo, não que eles foram piores”, iniciou Courtois ao BeIn Sports. “Antoine (Griezmann) tem razão ao dizer que o mais importante é ganhar, não importa como. É um mal-entendido, eu posso ter reagido um pouco forte. Peço desculpas”.

Logo após a partida entre Bélgica e França, o goleiro comentou que os franceses não “jogaram nada” e que era “uma pena para o futebol que a Bélgica não tivesse vencido”. Durante a semana, porém, o francês Antoine Griezmann, companheiro de Courtois no Atlético de Madrid, usou sarcasmo e ironia ao lembrar que o tipo de jogo utilizado pela França é o mesmo que o praticado pelo clube onde atuam juntos. “Não nos importamos com a forma como ganhamos, importa que ganhamos”, brincou Griezmann.

A Bélgica venceu a Inglaterra na manhã deste sábado na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os gols foram marcados por Meunier e Hazard, conquistando a melhor colocação da seleção belga em sua história no Mundial. A grande final será no domingo, dia 15 de julho, às 12h (de Brasília), entre França e Croácia.




Neste sábado, a Bélgica derrotou a Inglaterra, em São Petersburgo, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo da Rússia, feito que coroou o bom futebol apresentado pelos comandados de Roberto Martínez e deu a talentosa geração a marca de melhor campanha do país na competição. No entanto, o placar de 2 a 0, não mostra a dificuldade belga na partida.

Com o tento de Meunier antes dos 10 minutos de partida, a Inglaterra foi forçada a mudar sua característica e propor o jogo. Diante disso, tomou conta da posse de bola (57% a 43%) e através de um aproveitamento de 92% nos passes (contabilizados em 641 acertos de 698 tentativas) conseguiu criar boas oportunidades de gol.

Os comandados de Gareth Southgate finalizaram 15 vezes, sendo cinco no gol, sete para fora e três bloqueadas. Com uma boa eficiência no passe (88%), a Bélgica não ficou muito atrás e arrematou em 12 oportunidades (quatro em direção à meta de Courtois, três para fora e cinco bloqueadas).

Nas estatísticas defensivas as equipes se alternaram. Os belgas ganharam na bolas recuperadas (34 a 31) e nas rebatidas (27 a 18). Os ingleses, por sua vez, venceram nos desarmes (7 a 4) e nos bloqueios (5 a 3).

Tanto Inglaterra quanto Bélgica se despendem da Copa do Mundo da Rússia com um balanço positivo. Desacreditados, os ingleses voltaram à semifinal após 28 anos e devem terminar com o artilheiro, Harry Kane. Enquanto os belgas, com a vitória deste sábado, cravaram a melhor campanha na história do torneio.



Harry Kane deverá ser coroado com a chuteira de ouro após a final da Copa do Mundo, neste domingo, entre França e Croácia. O prêmio, dado ao artilheiro da Copa do Mundo, significa muito para um atacante que disputou pela primeira vez a competição e foi elementar para conduzir um time jovem até as semifinais. Justamente por isso, o sentimento após perder a decisão de terceiro lugar para a Bélgica não é de mágoa, mas, sim, de orgulho.

“Nós queríamos jogar nosso melhor possível, tentando finalizações para conseguir a vitória, mas, na verdade, não conseguimos o resultado que esperávamos. Claro que nós saímos de cabeça erguida, saímos bem”, afirmou Kane.

Nesta Copa do Mundo, Harry Kane marcou seis gols e foi peça-chave do esquema montado pelo técnico Gareth Southgate. Neste sábado, contra a Bélgica, no entanto, o jogador não conseguiu fazer a diferença, mas confia em um crescimento ainda maior da seleção inglesa no próximo ciclo para o Mundial do Catar.

“Tentamos fechar todos os espaços, víamos alguma melhora ao longo do jogo, mas ainda estamos aprendendo, crescendo. Tentamos de toda forma o empate, mas não conseguimos. Chamos à semifinal fazendo grandes jogos, o que já é um grande feito. Esse é um grupo que ainda vai trabalhar mais junto. Agora vamos descansar e em breve voltaremos a ficar em forma”, prosseguiu o camisa 9 da Inglaterra.

Já em relação à possibilidade de ser o artilheiro da Copa do Mundo, o atacante que pertence ao Tottenham confessou que sequer pensava na chuteira de ouro quando começou o torneio.

“Trabalhei muito duro nos últimos jogos, mas esse é um trabalho de equipe. Fico muito orgulho disso, mas, na verdade, não [imaginava]”, finalizou.



Neste sábado, a Bélgica derrotou a Inglaterra, em São Petersburgo, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo da Rússia, feito que coroou o bom futebol apresentado pelos comandados de Roberto Martínez e deu a talentosa geração a marca de melhor campanha do país na competição. Nome importante da trajetória, Eden Hazard foi eleito mais uma vez o melhor em campo.

Depois de ser considerado o “cara do jogo” nas partidas contra Tunísia, na fase de grupos, e Japão, nas oitavas de final, o atleta do Chelsea voltou a jogar o fino da bola na disputa do terceiro lugar. Como de costume, Hazard se mostrou participativo e funcionou como um “motorzinho” pelo lado esquerdo de ataque da seleção belga.

Bem marcado pelo povoado sistema defensivo inglês, o jogador atuou como um armador na primeira etapa, e só finalizou uma vez, já no final do tempo, quando saiu da esquerda para dentro, mas acabou bloqueado pela zaga.

No segundo tempo, a Inglaterra foi para o ataque e deu espaços na defesa, e quando Hazard tem liberdade, é letal. Nos minutos finais do tempo regulamentar, o meia-atacante recebeu passe de De Bruyne, ganhou a frente da marcação e bateu forte, decretando a vitória belga por 2 a 0.

Três vezes melhor em campo, Hazard deixa a Rússia com três gols e duas assistências, números que ajudaram a Bélgica sair do torneio como melhor ataque, com 16 gols. Para alegria das Copas do Mundo, a Rússia não deverá ser a última lembrança do jogador na principal competição de futebol do planeta, uma vez que chegará ao Catar com 31 anos.