COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O país sede da Copa do Mundo de 2018 pode ficar sem treinador este ano. Fabio Capello, técnico da Rússia, não recebe seu salário há sete meses. A União Russa de Futebol (RFU) e já havia dado um prazo de espera a Capello, que deveria receber o dinheiro até o dia 19 de janeiro antes de entrar na justiça trabalhista.

A RFU vai quitar parte da dívida utilizando um bônus concedido pela Fifa pelo desempenho na Copa do Mundo de 2014. Mas a quantia de R$1 milhão não será o suficiente para cobrir todos os meses de atraso do salário de Capello, que, sem receber desde junho, justamente o período do Mundial do ano passado, espera R$24 milhões de dívidas do órgão.

“Recebemos há dois dias dinheiro extra da FIFA. Vamos usá-lo para pagar a dívida, mas não será o suficiente para pagar tudo”, afirmou Nikolai Tolstij, presidente da entidade.

Segundo o jornal inglês The Guardian, a Justiça do Trabalho russa ainda não teve nenhuma queixa registrada sobre a falta de pagamento, mas deve averiguar a entidade futebolística em uma visita surpresa para garantir o pagamento do técnico.

(Foto: KIRILL KUDRYAVTSEV)
(Foto: KIRILL KUDRYAVTSEV) – Credito: AFP


A oportunidade para desenvolver o futebol brasileiro a contento está nas mãos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em evento realizado no auditório da Arena Corinthians nesta terça-feira, a Fifa detalhou o Fundo de Legado da Copa do Mundo 2014, projeto que visa estruturar o esporte no país que sediou o torneio. Mas a CBF estará permanentemente sob a monitoração da entidade internacional para alcançar este objetivo.

Serão 100 milhões de dólares (cerca de R$ 260 mi) a serem investidos principalmente na estrutura do futebol profissional. Cerca de um terço da quantia ainda tem como meta ampliar o apoio ao futebol feminino e às categorias de base, e uma pequena parte será usada em campanhas de saúde, educação etc.

CBF promete usar Fundo de Legado para fomentar base e futebol feminino

Com tanto dinheiro à disposição da CBF, a entidade máxima do futebol cuida para que o montante seja realmente investido em projetos de propósito claro e que não se perca pelo caminho.

“Talvez há alguns anos fosse possível utilizar o dinheiro sem o acompanhamento da Fifa, mas hoje é impossível. Nem um único centavo dos 100 milhões de dólares será gasto sem que a Fifa saiba para onde esta indo este dinheiro”, garante o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. “O dinheiro será gasto gradualmente em projetos específicos, não é um repasse único no qual a Fifa não participará depois. Queremos que seja eficaz para o pais.”

O Fundo de Legado da Copa de 2014 tem como primeiro passo construir o Centro Esportivo da Juventude (CEJU) em Belém, no Pará. A exemplo da primeira instalação, outras estruturas serão feitas em estados que não sediaram o Mundial no último ano.

“Vamos fazer com o benefício da Copa do Mundo chegue a locais onde a estrutura ainda não se compara aos grandes centros”, promete o presidente da CBF, José Maria Marín. “Focaremos nas categorias de base e no futebol feminino, que precisam de investimento para evoluir”, finaliza.

De olho nas ações da CBF, Fifa assegura transparência nos investimentos no futebol brasileiro
De olho nas ações da CBF, Fifa assegura transparência nos investimentos no futebol brasileiro – Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press



O tal ‘legado’ da Copa do Mundo ainda é invisível aos olhos dos brasileiros, mas ao menos a Fifa tem certeza de que o torneio realizado em 2014 rende desenvolvimento essencial ao futebol nacional. Ainda que boa parta dos estádios construídos flertem com a inutilidade pouco mais de seis meses após a competição, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, explica que as arenas serão melhor utilizadas no futuro.

“Leva tempo para usar todos os estádios ao máximo. Mas todos aqueles que foram construídos no Brasil estão sendo usados regularmente. Mesmo que a regularidade das partidas não seja tão grande, outros eventos estão sendo feitos”, argumenta o secretário-geral em evento realizado nesta terça-feira, na Arena Corinthians. Valcke ainda admite que “muitas lições aprendidas na Copa de 2014 serão compreendidas e utilizadas na próxima Copa do Mundo.”

Fifa promete monitorar quantia a ser investida pela CBF no futebol brasileiro

Sem querer, o porta-voz da Fifa acabou alfinetando a distribuição dos 12 estádios construídos para a última Copa do Mundo. Em comparação ao próximo Mundial, que será na Rússia, Valcke celebrou o bom-senso dos governantes locais. “Cada Copa é diferente. Em um país como a Rússia, que é muito maior do que o Brasil, felizmente as autoridades decidiram que a Copa será realizada em uma só região”, avalia.

Com as arenas dispostas pelas cinco regiões do Brasil, os deslocamentos das seleções durante o Mundial chegou a ser criticado pela imprensa europeia. Algumas ainda foram concebidas em estados com pouca tradição no futebol, casos de Amazonas e Mato Grosso, por exemplo, além do Distrito Federal.

As Arenas Amazônia e Pantanal juntas têm capacidade para 86 mil torcedores, enquanto o Mané Garrincha, em Brasília, sozinho comporta 71 mil torcedores. Para justificar o investimento, algumas partidas do Campeonato Brasileiro têm sido jogadas nestes palcos, na solução a curto prazo que a CBF encontrou para abafar as referências a ‘elefantes brancos’. Ao que parece Valcke teria feito diferente.

“É importante que sejam estádios que se encaixam nas cidades. Às vezes é melhor o estádio ter 35 mil assentos para que o time local preencha esses assentos após o Mundial”, pondera, mostrando discernimento que, o tempo pode comprovar, deve ter faltado no Brasil.

Secretário-geral da Fifa acredita que todos os estádios construídos para a Copa logo serão usados a contento
Secretário-geral da Fifa acredita que todos os estádios construídos para a Copa logo serão usados a contento – Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press



O francês David Ginola apresentou uma ideia inusitada no futebol: juntar as Copas do Mundo masculina e feminina em um único torneio que, de acordo com ele, valorizaria o futebol feminino. O ex-jogador tem a intenção de concorrer ao cargo de presidente da Fifa.

“Uma das maneiras de fazer isso diferente é adotar o modelo utilizado nos Jogos Olímpicos, no qual todos os atletas competem num mesmo local em um único país durante um período de tempo”, explicou Ginola, que pretende mudar o atual formato, no qual os mundiais são realizados em países diferentes e nunca no mesmo ano.

Ginola acredita que não há igualdade de gênero no futebol e que as medidas serviriam para promover o futebol feminino. “Apesar de jogadoras talentosas, torcedores dedicados e muito interesse pelo esporte, o futebol feminino continua a ser limitado por discriminação financeira.e de atitudes. Na atualidade isso não é nada bom”, afirmou.

Para conseguir se candidatar à presidência da Fifa, o francês precisa do apoio de cinco associações de futebol e precisa comprovar envolvimento com o esporte em dois dos últimos cinco anos. O prazo final para as candidaturas é 29 de janeiro.

Ginola precisa do apoio de cinco associações ligadas ao futebol para se candidatar à presidencia da Fifa(Foto: FRANCK FIFE)
Ginola precisa do apoio de cinco associações ligadas ao futebol para se candidatar à presidencia da Fifa(Foto: FRANCK FIFE) – Credito: AFP


Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa, Cristiano Ronaldo vive grande fase em sua carreira. O jogador conquistou sua terceira Bola de Ouro após uma temporada muito bem aproveitada à frente do Real Madrid. Campeões do Mundial de Clubes e da Liga dos Campeões, a equipe deve muitos de seus gols ao português, que justifica a boa forma com cuidados especiais. “Se consigo jogar ano após ano mais de sessenta partidas por temporada, é porque me cuido. Durmo bem, me alimento bem. Incluso nesses aspectos eu busco a perfeição. Se não, não posso manter o ritmo”, disse à revista francesa France Football.

O título de melhor do mundo ainda não é o suficiente para Cristiano Ronaldo. Mesmo tendo marcado 61 gols em 60 jogos no ano passado, o português ainda vê aspectos nos quais pretende trabalhar em campo.

“Nesse momento pretendo aprimorar meu chute de esquerda, minha velocidade e cobranças de falta. É um exercício que ultimamente tenho tido menos êxito. Preciso voltar a isso. Só é preciso ter a humildade de entender que sem muito treinamento as coisas não saem. Meu guia é o trabalho”, afirmou.

O jogador também elogiou seus concorrentes ao Bola de Ouro, mas reconheceu que sua vitória foi merecida. “Sinceramente, os outros indicados, Messi e Neuer, também seriam ótimos vencedores. Neuer fez uma temporada fantástica. E Messi começou o ano com algumas dificuldades, mas fez um bom Mundial. Nós éramos três ganhadores em potencial, mas minha vitória é justificada. Estive em ótimo nível”.

Cristiano Ronaldo acredita não ser nenhum líder no Real Madrid (Foto: JAVIER SORIANO)
Cristiano Ronaldo acredita não ser nenhum líder no Real Madrid (Foto: JAVIER SORIANO) – Credito: AFP

“Pode ser que Messi também participe da minha motivação, como outros jogadores que te impulsionam a aumentar o nível, porque você trabalha para ser melhor que eles. Toda competência é um suplemento importante de motivação”, admitiu.

“Estou seguro de que nossa competência também me motiva. É boa para mim e para todos os jogadores que querem crescer. Messi tem quatro Bolas de Ouro, eu tenho três. Tudo isso é bom para o mundo do futebol”, disse.

Questionado sobre sua liderança em campo, Cristiano Ronaldo desconversou. “A palavra ‘líder’ não define verdadeiramente quem sou. Acho que todo jogador em campo é um líder à sua maneira, cada um com seu papel diferente”, respondeu o jogador antes de emendar o nome de alguns de seus companheiros. “Ramos, Casillas, Pepe, Marcelo e outros”.

Sobre o elenco do Real Madrid, o jogador disse ser o melhor com o qual já trabalhou. “Tenho sorte. Sem dúvidas estou no melhor vestiário pelo qual já passei desde o início da minha carreira”.

Mesmo sendo o melhor do mundo em uma equipe muito forte, o atleta priorizou o trabalho como meta para 2015. “Estou com a cabeça tranquila. Não é hora de pensar no ano que vem. Agora tenho que justificar minha Bola de Ouro e trabalhar”, concluiu.



Em evento realizado no Auditório da Arena Corinthians nesta terça-feira, representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Fifa apresentaram o Fundo de Legado da Copa do Mundo 2014. Acreditando que o torneio foi essencial para construir uma estrutura à altura da força do Brasil no futebol, o projeto visa investir até 100 milhões de dólares (cerca de R$ 260 mi) em áreas carentes do esporte nacional.

Este valor, porém, não é tão grande quanto parece. Nele está incluído todos os impostos sobre os recursos para o Fundo de Legado. Desta forma a CBF assume a responsabilidade de estar em dia com a legislação brasileira, o que deve comprometer boa parte dos 100 milhões de dólares.

Fifa promete monitorar quantia a ser investida pela CBF no futebol brasileiro

A entidade internacional só anunciará os lucros ganhos com a Copa do Mundo realizada no Brasil no próximo mês de março, mas os valores devem girar em torno de R$ 3,5 bilhões. Principal torneio chancelado pela Fifa, o Mundial costuma garantir balanços financeiros positivos durante os quatro anos seguintes, até que outra competição seja realizada.

Cerca de 15% desta quantia tem como destino o desenvolvimento do futebol feminino, e outros 15% servirão para estruturar as categorias de base. A iniciativa da Fifa reserva a maior fatia deste valor (60%) para impulsionar o futebol, e o restante será direcionado a campanhas diversas, principalmente nos estados que não sediaram o Mundial no ano passado.

Ciente das cifras impressionantes, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, assegura que o principal objetivo da entidade é fomentar a prática do futebol. “Não, a Fifa não vem ao Brasil, recolhe o dinheiro e sai correndo. Isso não acontece. Temos um compromisso com o futebol e trabalhamos por esse legado”, argumenta.

O primeiro projeto a ser implementado é o Centro Esportivo da Juventude (CEJU), localizado próximo ao Estádio Olímpico do Pará, na capital Belém. O empreendimento prevê construção de quatro campos de futebol, sendo três com gramados artificiais. Na sequência a intenção é instalar centros de futebol em Rondônia e Tocantins.

Com a bola para estruturar o futebol, Marín promete que CBF também planeja cuidar das categorias de base
Com a bola para estruturar o futebol, Marín promete que CBF também planeja cuidar das categorias de base – Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press



Enquanto todos se perguntavam se o melhor jogador do mundo eleito pela Fifa seria um português, um argentino ou um alemão, a artilharia da Liga dos Campeões, maior torneio disputado no continente europeu, segue liderada por um brasileiro. Superando jogadores como Messi e Cristiano Ronaldo no número de gols, Luiz Adriano tem se destacado no Shakhtar Donetsk pelo bom futebol.

Vivendo na turbulenta Ucrânia, palco de confrontos separatistas, o jogador se tornou o maior artilheiro da história do Shakhtar, com 121 gols. Seus primeiros passos no futebol começaram no Rio Grande do Sul, pela base do Internacional. Campeão do Mundial de Clubes da Fifa em 2006 pela equipe gaúcha, o jogador ficou marcado pela bela atuação ao lado de Alexandre Pato. No ano seguinte, foi campeão do torneio Sul-Americano com a Seleção sub-20. Mas a oportunidade de vestir a camisa amarela na equipe principal viria apenas sete anos depois. Convocado em outubro do ano passado, Luiz Adriano foi uma das apostas de Dunga para a renovação do futebol brasileiro.

A necessidade de mudanças surgiu principalmente após a Copa do Mundo. A derrota do Brasil diante da Alemanha pelo temeroso placar de 7 a 1 foi amplamente discutida no âmbito esportivo. Com a saída do técnico Luiz Felipe Scolari e o retorno de Dunga, novos jogadores tiveram oportunidade de mostrar o seu futebol na Seleção.

Luiz Adriano foi uma das revelações do Inter, campeão mundial em 2006
Luiz Adriano foi uma das revelações do Inter, campeão mundial em 2006 – Credito: Divulgação/Internacional

No Brasil para disputar uma série de amistosos pelo Shakhtar, Luiz Adriano conversou com a GazetaEsportiva.Net sobre a vontade de atuar em outros campeonatos, a vida turbulenta na Ucrânia e sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. Diante da possibilidade de enfrentar muitos dos carrascos alemães que atuaram no 7 a 1, o jogador afirmou que o futebol é feito de momentos e que na Seleção Brasileira não se fala sobre o assunto.

GazetaEsportiva.Net – Na Seleção Brasileira, o que se fala sobre o 7 a 1? O técnico Dunga ou algum jogador já conversou sobre isso com vocês?

Luiz Adriano – Não, ninguém comentou sobre isso.

GE.Net – Quando o Bayern foi o clube sorteado como próximo adversário na Liga dos Campeões, qual foi a reação geral do elenco? E dos brasileiros, houve algum temor em específico por poder encontrar muitos dos carrascos do 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil?

Luiz Adriano – Nossa reação é normal porque é um dos melhores times da Europa e tem grandes jogadores. A gente tem que trabalhar o máximo possível para chegar bem nessa partida, mas não é uma coisa tão difícil jogar contra o Bayern. Sabemos que é uma bela equipe, mas futebol é o momento, e se a gente estiver concentrado, pode passar por eles.

GE.Net -O que aquela partida da Copa do Mundo pode ensinar ao Shakhtar como não agir?

Luiz Adriano – Acho que aquela partida da Copa do Mundo foi um acontecido que ninguém esperava. E no futebol é o momento, e eu acho que todo mundo aprendeu com aquele resultado, mas a gente tem que estar bem concentrado e dar o máximo na partida e buscar o nosso objetivo.

GE.net – Você foi campeão da Copa Sul-americana com a Seleção sub-20, mas nunca tinha sido lembrado na Seleção principal. Depois de tanto tempo na Ucrânia, como foi ser convocado pela primeira vez? Você já tinha perdido as esperanças?

Luiz Adriano – Não, na minha fase na categoria de base eu fazia bem meu trabalho no Inter para ir para a Seleção da base. Mas fui pra Ucrânia muito novo. Como fiz um bom trabalho no Shakhtar isso chamou a atenção. E não, eu nunca desisti, é sonho de todo jogador vestir a camisa da Seleção e eu consegui chegar nisso.

GE.Net – Nos amistosos disputados pela Seleção no fim do ano passado, você acredita ter mostrado o suficiente para ser convocado para o amistoso contra a França agora em março ou mesmo para a Copa América no Chile?

Luiz Adriano – Mostrei bastante nos jogos dando o máximo contra tudo o que encontrava, mas continuo trabalhando bem no Shakhtar para conseguir mais oportunidades na Seleção.

Luiz Adriano foi convocado pela primeira vez na Seleção Brasileira em 2014
Luiz Adriano foi convocado pela primeira vez na Seleção Brasileira em 2014 – Credito: Rafael Ribeiro/CBF

GE.Net – O Fred foi muito criticado durante a Copa do Mundo, quando se discutiu a necessidade de ter ou não um centroavante no time. Com quais características você acha que pode reconquistar o torcedor brasileiro em relação ao camisa 9?

Luiz Adriano – A forma que eu jogo dentro do Shakhtar. Tenho que continuar mostrando meu trabalho dentro do que venho fazendo com o professor Dunga e mostrar meu futebol. E eu acho que nada é fixo e temos sempre que estar mostrando e trabalhando forte de se dedicando ao que aparecer pela frente.

GE.Net – Como tem sido a rotina trabalhando em Kiev e não em Donetsk? Mesmo com o Shakhtar tomando todas as providências pela segurança dos jogadores, você já se sentiu inseguro e considerou deixar a Ucrânia?

Luiz Adriano – Não, porque eu tenho toda a segurança possível dentro da Ucrânia. Nossa única dificuldade é ficar longe na nossa cidade, longe da nossa torcida, sem a nossa base de lá. Mas tem sido muito tranquilo com a torcida nos apoiando e comparecendo mesmo longe.

GE.Net – Alguns jogadores já haviam dito à imprensa que tinham passagens compradas para sair de Donetsk caso fosse necessário. Você também tomou providências para retirar sua família da Ucrânia durante os conflitos?

Luiz Adriano – Está tudo certo, não tenho nenhuma passagem comprada para sair da Ucrânia porque o clube está dando todo o apoio possível para nós e toda a segurança possível.

GE.Net – Recentemente a imprensa italiana divulgou um interesse da Roma em contrata-lo. Você já recebeu sondagem de algum outro clube na Europa? E já teve vontade de sair da Ucrânia?

Luiz Adriano – Não, só sondagens, nada oficial como a imprensa italiana falou. Não tem nada oficial, nada chegou, nenhuma proposta oficial. Se tiver uma possibilidade seria bom. Se for bom pra mim e para o clube, vamos conversar sobre isso, mas ainda tenho contrato com o Shakhtar e meu objetivo é continuar no Shakhtar.

Luiz Adriano é o maior artilheiro da história do Shakhtar, com 121 gols (Foto: Shakhtar)
Luiz Adriano é o maior artilheiro da história do Shakhtar, com 121 gols (Foto: Shakhtar) – Credito: Divulgação

GE.Net -Se pudesse escolher algum campeonato para atuar, qual seria?

Luiz Adriano – Acho que Campeonato Inglês, Italiano e Francês são campeonatos que são bons de se jogar. Minha preferência é essa, mas se tiver de jogar em outros campeonatos eu não falaria não. Se fosse bom para mim e para o clube, eu iria.

GE.Net – Já considerou voltar para o Brasil?

Luiz Adriano – Se for bom, uma proposta boa pra mim e para o clube, sim. O Campeonato Brasileiro é um belo campeonato de se jogar e é bem disputado. Seria bom poder voltar.



A base da taça Jules Rimet foi encontrada em um depósito localizado em um porão nos arredores da sede da Fifa. Nela, é possível ler os nomes dos quatro primeiros vencedores da Copa do Mundo entre 1930 e 1950.

“Acho que nenhum presidente viu isso desde o próprio Jules Rimet”, declarou o curador do museu, David Ausseil. Rimet foi presidente da Fifa entre 1921 e 1954.

A estatueta foi entregue aos brasileiros após a conquista do Mundial de 1970, mas foi roubada em 1983 e nunca foi encontrada. Ausseil explicou que a taça havia ganhado uma base nova em 1954.

“Achamos que a base estivesse perdida no Brasil”, disse. “É como encontrar uma múmia egípcia. Você não pode colocar um preço nisso, porque é uma jóia da família”, emendou o curador.

A taça tem 10cm de altura e uma base octagonal feita da pedra lápis lazúli. A peça será exposta no novo museu da Fifa, em Zurique, que deve ser inaugurado em março de 2016.

Bellini levanta a taça Jules Rimet após a conquista da Copa de 1958
Bellini levanta a taça Jules Rimet após a conquista da Copa de 1958 – Credito: Acervo/Gazeta Press


Em cerimônia realizada em Zurique nesta segunda-feira, Joachim Low foi eleito o melhor técnico de 2014 pela Fifa. Ele bateu Carlo Ancelotti e Diego Simeone para tornar-se o segundo alemão a vencer o prêmio de Técnico do Ano concedido pela entidade.

Low treina a seleção alemã desde 2006 e alcançou o auge da carreira ao vencer a Copa do Mundo realizada no Brasil no meio do último ano. O treinador foi amplamente elogiado pelo domínio que seus comandados impuseram sobre os adversários durante o Mundial. O ponto alto da campanha foi a goleada por 7 a 1 sobre a Seleção Brasileira, no Mineirão.

Homenageado pela Fifa, ele exalta o trabalho dos bastidores na seleção alemã. “Esta é a cereja do bolo, sendo o bolo a Copa do Mundo. Sei que este prêmio não é justo para mim, estou aqui por causa de todos os que me apoiaram. Tivemos excelentes condições para produzir tudo o que estivemos prontos para produzir. É uma consequência de muitos anos de trabalho intenso”, avalia o técnico, que exalta o trabalho dos companheiros.

Joachim Low recebeu prêmio de Técnico do Ano de 2014 pelas mãos de Ottmar Hitzfeld (foto: Olivier Morin)
Joachim Low recebeu prêmio de Técnico do Ano de 2014 pelas mãos de Ottmar Hitzfeld (foto: Olivier Morin) – Credito: AFP
“Gostaria de agradecer a todos os técnicos da Alemanha, que fazem tanto pelos garotos todos os dias. O que seria um treinador sem um time fantástico? Para todos os outros que não estão aqui, minha gratidão é eterna.

Low recebeu 36% dos votos, enquanto Ancelotti ficou com 22% e Simeone com 13%. Os outros técnicos mencionados completaram a totalidade dos votos. À frente do Real Madrid, Carlo Ancelotti venceu a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial de Clubes, além da Supercopa Europeia e da Copa do Rei da Espanha, mas os títulos não foram páreo para o título mundial de Joachim Low. Diego Simeone foi campeão espanhol com o Atlético de Madri, mas nem surpreendendo ao levar os colchoneros à final da Liga dos Campeões da Europa desbancou o técnico alemão.



Incomodado com os boatos repercutidos pela imprensa europeia na última semana, que davam conta de um eventual retorno ao Barcelona mediante à crise do clube catalão, o espanhol Pep Guardiola falou, em coletiva de imprensa, que não é a solução para os problemas do clube azul-grená. Em pré-temporada com o Bayern de Munique na cidade de Doha, capital do Catar, o treinador aproveitou para elogiar a escolha da cidade como sede para o Mundial de 2022.

Após passagem vitoriosa pelo clube catalão, entre 2008 e 2012, quando foi bicampeão do Mundial Interclubes e da Liga dos Campeões da Europa, entre outros títulos como o tricampeonato espanhol e o bicampeonato da Supercopa da Uefa, Guardiola foi colocado pela imprensa espanhola como o único capaz de colocar fim à crise instaurada sob o comando de Luis Enrique.

A frente do clube bávaro há pouco mais de um ano, o espanhol rechaçou a ideia de Juan Laporta, ex-presidente do clube, que revelou lutar pelo retorno de Guardiola ao Barça caso tivesse sua volta à presidência confirmada nas próximas eleições. “Há muitas opções e as pessoas encarregadas tomarão as melhores decisões para manter o Barcelona como um dos melhores clubes do mundo”, comentou.

Focado no Bayern, Guardiola rejeita voltar ao Barcelona e aprova disputa da Copa do Mundo no Catar
Focado no Bayern, Guardiola rejeita voltar ao Barcelona e aprova disputa da Copa do Mundo no Catar – Credito: AFP

Comandando uma série de treinos em Doha, Pep elogiou a estrutura da capital do país que deve receber o Mundial de 2022, apesar da sede ainda ser muito contestada em diversas esferas do futebol mundial. “A eleição do Catar como sede do Mundial de 2022 é um bom passo para que o resto do mundo conheça diferentes culturas. O país tem tudo para criar algo especial aqui. O torneio pode servir de vitrine à região”, reconheceu.

Em tempo, o comandante rasgou elogios a Neuer, que nesta segunda vai à Suíça como um dos três finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa. “Neuer já ganhou só por estar entre os indicados a um prêmio dessa dimensão. Nosso goleiro deveria ir à Suíça para aproveitar só o fato de ser candidato e estar presente na cerimônia, os três jogadores são fabulosos. Manu tem de estar orgulhoso porque é muito difícil estar entre os melhores do mundo, ainda mais para um goleiro”, defendeu, mostrando-se incerto – e sem querer dar palpites – sobre o ganhador.