Rússia acredita que tensão internacional não vai afetar segurança da Copa

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Alexei Sorokin não acredita que a tensão internacional afete a segurança da Copa (Foto: Yuri Kadobnov/AFP)

Alexei Sorokin não acredita que a tensão internacional afete a segurança da Copa (Foto: Yuri Kadobnov/AFP)

No dia quatro de março, Sergei Skripal, antigo espião russo, e sua filha foram encontrados desacordados em um banco de Salisbury, cidade no sudeste da Inglaterra. Após exames, foi constatado que ambos foram envenenados. O acontecimento causou uma tensão internacional, que para Alexei Sorokin, presidente do comitê que organiza a Copa do Mundo, não deverá afetar a cooperação entre Rússia e Inglaterra na segurança do evento.

"Haverá uma cooperação em nível internacional no que diz respeito ao aparato policial. A segurança do evento não será alterada por quaisquer mudanças na situação política. É um conjunto muito específico de ações e medidas já planejadas", declarou Sorokin à agencia de notícias Associated Press.

A cooperação entre os países é determinante para o combate ao "hooliganismo", característico do futebol inglês. Na Copa de 2006, na Alemanha, hooligans do país anfitrião e da Inglaterra promoveram um verdadeiro quebra-quebra próximo a um dos estádios usados na competição.

A maior tragédia envolvendo esse tipo de "torcedor" aconteceu em 1985, na Bélgica, durante a final da Liga dos Campeões entre Liverpool e Juventus. O episódio resultou em 38 mortos e inúmeros feridos. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente, que culminou na suspensão das equipes britânicas de competições europeias por cinco anos.

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