COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Nesta quinta-feira, mais um jogo abaixo do nível esperado para uma Copa do Mundo. Em Samara, Austrália e Dinamarca mostraram grandes limitações e ficaram no empate por 1 a 1. O resultado é justificado pelos números da partida, que indicam um equilíbrio entre as equipes, mesmo com a pressão australiana na etapa final.

Foram 10 chutes a gol para cada lado. Ambas as seleções, porém, não apresentaram um bom aproveitamento, jogando metade das oportunidades para fora da meta adversária.

Por mais que os australianos tenham terminado a partida com 52% de posse de bola, obtiveram um percentual de acerto nos passes menor que os dinamarqueses. Os primeiros trocaram 442 passes completos, que propiciaram um aproveitamento de 84%, enquanto os segundos, por sua vez, acertaram 403 passes, com 87% de aproveitamento.

O equilíbrio persiste também em termos defensivos. A Austrália recuperou a posse da bola 42 vezes ao longo dos 90 minutos, contra 41 da Dinamarca. A zaga dos Cangurus afastou 26 bolas, contra 25 dos nórdicos.

O destaque fica por conta do meia dinamarquês Christian Ericksen, que balançou a rede pela 13ª nos últimos 15 jogos pela seleção, evidenciando sua importância para a equipe.

Outro fato que chama atenção diz respeito à marcação do pênalti que originou o gol de empate da Austrália, novamente com o auxílio do vídeo-árbitro, que mostrou o toque com a mão do defensor da Dinamarca. Acontece que, nas estreias das duas equipes, o VAR também foi protagonista em lances de penalidade máxima. Ajudou os australianos contra a França, em jogada muito semelhante à desta quinta-feira, e assinalou pênalti para o Peru, desperdiçado por Cueva, contra os dinamarqueses.

Pelo Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, as duas seleções voltam a campo na próxima terça-feira. Ainda com chances de classificação, a Áustrália enfrenta o Peru, em Sochi. A Dinamarca, por sua vez, com quatro pontos ganhos, medirá forças com a França, em Moscou.

 




Eriksen foi o grande destaque da partida com um golaço (Foto: MANAN VATSYAYANA / AFP)

Autor de um golaço logo aos seis minutos de jogo, Christian Eriksen tem conseguido ser um dos poucos destaques da Seleção Dinamarquesa nessa Copa. Nesta quinta-feira, o meia foi o melhor jogador em campo no duelo de sua seleção contra a Austrália, apesar da fraca atuação da Dinamarca.

Jogador mais técnico do grupo, o atleta do Tottenham parece já ter compreendido que as jogadas ofensivas de sua seleção precisam necessariamente passar pelos seus pés para que saiam com qualidade. Com isso, fica evidente que o jogador precisa aparecer muito no jogo, necessitando até mesmo sair de sua posição em certos momentos, e tem feito isso de maneira muito importante.

Se no primeiro jogo da Dinamarca da Copa, Eriksen já precisou aparecer mais na frente para dar uma bela assistência para Yussuf Poulsen garantir a vitória sobre o Peru, no duelo desta quinta o meia novamente foi à frente e finalizou bonito da entrada da área para garantir a abertura do placar logo aos seis minutos.

Mesmo com o seu gol e com uma atuação bastante participativa do meia, a seleção dinamarquesa não conseguiu segurar o resultado e acabou sofrendo empate numa cobrança de pênalti, assinalado após o auxílio do árbitro de vídeo.

Com o resultado, a Dinamarca aparece momentaneamente na liderança do Grupo C da Copa do Mundo, com quatro pontos conquistados. Na última rodada, os dinamarqueses fazem um clássico europeu contra a França na próxima terça-feira.



Na abertura da segunda rodada do Grupo C, as seleções de Dinamarca e Austrália ficaram no empate por 1 a 1, em partida realizada na manhã desta quinta-feira na Arena de Samara. Num jogo de pouco qualidade técnica, porém de muita entrega das duas equipe, os europeus saíram na frente com Eriksen, enquanto Jedinak empatou ainda na primeira etapa após converter um pênalti marcado com o auxílio do VAR.

Com o resultado, a Dinamarca chega aos quatro pontos e lidera o grupo momentaneamente, enquanto França e Peru ainda não entram em campo na tarde desta quinta. Já a Austrália soma seu primeiro ponto no mundial e permanece com chances de classificação para a próxima fase do torneio.

Na última rodada, os dinamarqueses fazem um duelo de seleções europeias diante da França, às 11h (de Brasília) na próxima terça-feira. Já a Austrália decide a sua classificação ou não contra o Peru, no mesmo horário.

Golaço dinamarquês e VAR australiano

Com uma técnica bem mais apurada que o adversário, não demorou muito para que a Seleção da Dinamarca tomasse conta do meio de campo e a iniciativa da partida. E logo na primeira jogada melhor trabalhada pela linha ofensiva dinamarquesa, o meia Eriksen recebeu uma bela assistência de Jorgensen e finalizou bonito da entrada da área para abrir o placar logo aos seis minutos de jogo.

Mesmo com a vantagem no marcador, a seleção europeia não alterou na sua estratégia de jogo, mantendo uma maior posse de bola a Dinamarca tentava furar o bloqueio do adversário através das trocas de passes. Já a Austrália buscava acelerar as suas jogadas quando conseguia a posse de bola e tentava incomodar principalmente nos contra-ataques.

No entanto, nos minutos finais da primeira etapa, a seleção amarela começou a ficar mais com a bola e tentou chegar ao empate com um jogo mais ofensivo. A partir dessa mudança, a Austrália conseguiu chegar com perigo a partir de bolas paradas. Dessa forma, num escanteio aos 35 minutos, Leckie subiu mais que todo mundo e a cabeceou a bola firme. A cabeçada acabou batendo no braço do defensor dinamarquês e ficando fácil para a defesa do goleiro.

Como o desvio aconteceu no braço do defensor e o juíz de campo não percebeu, o VAR entrou em ação e informou sobre a irregularidade para o árbitro Antonio Mateu. Após assistir ao lance na parte lateral do campo, o juíz espanhol assinalou a penalidade. Na cobrança, Jedinak chutou no canto direito, enquanto Schmeichel pulou para a esquerda, resultando no empate australiano.

Com a igualdade novamente no placar, os europeus voltaram a buscar uma maior posse de bola. Na melhor chance conseguida nos minutos finais, Eriksen cobrou uma falta rasteira e o defensor australiano cortou mal, exigindo uma defesa importante de seu goleiro para não marcar contra.

Segundo tempo de muita entrega e pouca qualidade

Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, porém com um prognóstico semelhante ao da primeira etapa. Enquanto a Dinamarca tentava realizar as jogadas mais trabalhadas para criar as suas chances, a Austrália acelerava muito as suas jogadas ofensivas e encontrava dificuldades para chegar com perigo ao gol adversário.

A medida que o tempo ia passando, o jogo começava a ficar mais interessante. Precisando do resultado para seguir com chances reais de classificação para a próxima fase, a Austrália foi para o ataque em busca do seu gol, ao mesmo tempo, a Dinamarca começava a perceber os espaços deixados na defesa adversária para puxar alguns contra-ataques perigosos.

Numa das melhores chances do segundo tempo, Arzani fez um belíssimo corte na linha de fundo e entrou na área pelo lado direito. O seu cruzamento passou por toda a área, inclusive pelo goleiro Schmeichel, sem nenhum desviou que pudesse empurrá-la para o gol.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA 1 x 1 AUSTRÁLIA

Local: Arena Samara, em Samara (Rússia)
Data: 21 de junho de 2018, quinta-feira
Horário: 09h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Mateu (Espanha)
Assistentes: Pau Cebrian  (Uruguai) e Roberto Diaz(Uruguai)
Cartões amarelos: Yurary Poulsen e Sisto (DINAMARCA)
Gols: (DINAMARCA) Eriksen, aos 6 minutos do 1º tempo (AUSTRÁLIA) Jedinak, aos 36 minutos do 1º tempo

DINAMARCA: Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Christensen e Stryger; Delaney, Schöne, Eriksen; Jorgensen (Cornelius), Yurary Poulsen (Braithwaite) e Sisto
Técnico: Åge Hareide

AUSTRÁLIA: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Mody, Jedinak, Rogic(Irvine), Leckie, Kruse(Arzani); Nabbout (Juric)
Técnico: Bert van Marwijk



No próximo domingo, Colômbia e Polônia jogarão a vida pela Copa do Mundo da Rússia. Quem perder, estará praticamente fora da competição, visto que ambas as seleções foram derrotadas em suas respectivas partidas de estreia, contra Japão e Senegal, pelo Grupo H. Em coletiva de imprensa, o atacante Falcao García falou sobre o clima de decisão, reconhecendo a pressão pela vitória colombiana.

“São duas seleções que estão necessitadas de um resultado. Será uma final. Vai terminar o Mundial para quem perder. Temos que jogar como uma final de campeonato. Somos nós ou eles”, afirmou. “Precisamos ganhar. Estamos num momento em que precisamos atacar. Somos um país exigente, com jornalistas exigentes e não podemos pensar em nada menos do que a vitória. Se você ganhar jogando bem, ajuda na confiança, mas quero ganhar de qualquer maneira”, completou.

Falcao encara a partida como uma decisão de campeonato (Foto: LUIS ACOSTA/AFP)

Se a Colômbia adotar a postura ofensiva prometida por Falcao, terá de tomar cuidado com eventuais contra-ataques da poloneses. Isto porque, do outro lado, também há um artilheiro nato: Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, que soma 41 gols nesta temporada e é o grande nome da seleção de seu país. Contra Senegal, passou em branco, algo que não desliga o sinal de alerta sobre suas qualidades.

“Temos pensado na Polônia, mas ainda temos dois ou três dias para estudar mais a equipe deles. Eles precisaram mudar o estilo de jogo na partida contra Senegal, mudaram a linha defensiva. Do outro lado, eles têm um goleador que pode resolver a partida a qualquer momento e não podemos deixá-lo sozinho”, finalizou o camisa nove colombiano.

Colômbia e Polônia se enfrentam às 15h (no horário de Brasília) do próximo domingo, na Arena Kazan. Dados os resultados da primeira rodada, Japão e Senegal lideram o grupo com três pontos cada, enquanto as outras duas seleções, zeradas, ocupam a terceira e quarta posições.

 



Thomas Meunier, colega de Neymar no PSG, diz que o brasileiro pode ser o cara da Copa, se quiser (Foto: Yuri Cortez/AFP)

A seleção belga que está disputando a Copa do Mundo na Rússia é recheada de talentos. Além de Hazard, Lukaku e de Bruyne, o lateral-direito Thomas Meunier, do Paris Saint-Germain, também ganha um bom destaque. Nesta quinta-feira, à rede RTBF, ele falou sobre Neymar, seu colega no clube parisiense, para quem rasgou elogios.

“Neymar pode ser o homem da Copa do Mundo ou até mesmo do século, se desejar. Ele é extraordinário”, iniciou o jogador. “Os suíços conseguiram se fechar bem contra ele e, imagino, outras equipes devem fazer o mesmo. Isso pode nos ajudar. Neymar é um jogador sensacional, que pode fazer a diferença em qualquer momento”, completou.

Em outras ocasiões, o lateral havia dito que seu desejo era encontrar o Brasil em uma eventual final. Para que isso aconteça, é necessário que ou a Seleção Brasileira ou a belga se classifique em segundo lugar de seu grupo – se ambas se classificarem em primeiro e passarem das oitavas, o esperado encontro será nas quartas.

Comandado por Roberto Martinez, Meunier disse que o técnico administra bem a seleção, como no caso das liberações para folgas. “Em 2016 as regras eram diferentes com Marc Wilmot e não foi necessariamente ruim (…), mas o bom funcionamento é este que temos atualmente. Isso traz descanso mental e o grupo dá retorno ao técnico”, explicou.

Além disso, o lateral comentou a liberdade dada por Martinez. “Eu tenho a chance de ser como um cachorro louco, eu posso correr por duas horas. Eu posso fazer isso e trabalhar para o time também. Estou no topo fisicamente e muito confiante”, disse em relação a ser mais ofensivo e, com isso, até mesmo fazer gols.

A Bélgica venceu em sua estreia por 3 a 0 contra o Panamá. O próximo compromisso será no sábado, às 9h (de Brasília), contra a Tunísia, quando Meunier deverá ser titular pela 12ª vez consecutiva. Se vencer, pode garantir antecipadamente a classificação, desde que a Inglaterra também saia vitoriosa de seu confronto contra os panamenhos.



A Seleção Brasileira voltará a campo nesta sexta-feira com os mesmos 11 jogadores que estrearam na Copa do Mundo contra a Suíça. Antes do treino de reconhecimento do gramado, em São Petersburgo, o técnico Tite confirmou a escalação da equipe que enfrentará a Costa Rica bastante convicto de que ela irá corresponder às expectativas desta vez.

“A equipe que começa jogando é a equipe que iniciou o jogo contra a Suíça. O Thiago [Silva] colocou uma coisa muito sábia, embora possa parecer simples: todos os jogos que temos precisamos jogar bem e vencer, não vai fugir desse contexto. É preciso transformar as oportunidades em gol, continuar proporcionando poucas oportunidades ao adversário”, afirmou Tite.

“’Ah, mas a Suíça fez gol’. Olha o contexto todo, quantas finalizações ela teve? A expectativa já passou, hoje temos essa tranquilidade maior, o técnico também, porque ele é humano. Eu também estava na expectativa do primeiro jogo, hoje já há um foco maior”, completou, reconhecendo o nervosismo da estreia.

Desta maneira, o Brasil entrará em campo contra a Costa Rica com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Acostumada a jogar com uma linha de cinco defensores, a Costa Rica se assemelha muito à Áustria, que também fez uso do mesmo esquema no último amistoso do Brasil antes da Copa do Mundo. Na ocasião, o time canarinho saiu de campo com a vitória por 3 a 0, gols de Jesus, Neymar e Coutinho.

“A Áustria jogou dessa forma, com três zagueiros. Ela defende no 5-4-1 e ataca no 3-4-2-1. É muito semelhante. Mudam as características dos atletas, mas o sistema ajuda muito”, concluiu o auxiliar técnico Sylvinho.



Escolhido para capitanear a Seleção Brasileira no confronto com a Costa Rica, nesta sexta-feira, Thiago Silva admitiu a grande pressão sobre o grupo antes do próximo compromisso na Copa do Mundo. Com um ponto na classificação após o empate com a Suíça, os comandados do técnico Tite precisam, enfim, confirmar seu favoritismo no torneio e voltar a jogar o futebol que os fizeram a ser o primeiro time a se classificar para o Mundial.

“Logicamente em função da primeira rodada, do empate, isso nos joga uma pressão maior. É preciso ter tranquilidade para que possamos vencer esse jogo, não é de qualquer maneira que vamos vencer. Temos estratégias para esse jogo, vamos conversar no treinamento para que possamos minimizar ao máximo o time deles”, afirmou Thiago Silva.

Embora seja considerada a equipe mais fraca do Grupo E, a Costa Rica preocupa a Seleção Brasileira. Os resultados dos outros favoritos ao título da Copa do Mundo até aqui vêm mostrando que o nível dos “azarões” aumentou. Por isso, o alerta já está ligado entre os comandados do técnico Tite, uma vez que no último Mundial os costarriquenhos chegaram até as quartas de final após se classificar em um grupo que contava também com Inglaterra, Itália e Uruguai.

“É uma equipe de muita qualidade, fez uma excelente Copa do Mundo no Brasil. Não começaram tão bem com essa derrota, mas eles estão loucos para dar a volta por cima. Temos que estar preparados para o confronto”, prosseguiu.

Por fim, Thiago Silva comentou sobre o fato de voltar a ser capitão da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo após ter sido lembrado em 2014 pelo seu descontrole emocional. O zagueiro do Paris Saint-Germain se mostrou bem tranquilo com o fato de vestir a braçadeira novamente e enfatizou que todos do grupo têm uma parcela de responsabilidade.

“Fico bastante tranquilo em relação a isso. O principal é dar o máximo pela Seleção, independentemente de estar com a braçadeira. Cada um aqui tem uma responsabilidade grande e conseguimos dividir essa responsabilidade dentro do campo. Cada um tem sua característica, mas estamos muito bem servidos”, concluiu.



Há 48 anos, a Seleção Brasileira de futebol conquistava o mundo pela terceira vez em sua história. No dia 21 de junho de 1970, a Canarinho entrou em campo para disputar a final da Copa do Mundo do México, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em duelo de bicampeões, Pelé e companhia venceram a Itália por 4 a 1 e voltaram a levantar a taça após oito anos.

O Brasil fez uma campanha brilhante naquela edição do Mundial, se tornando uma das únicas a conquistarem o título com 100% de aproveitamento. Na fase de grupos, três vitórias em três jogos. Na estreia, 4 a 1 contra a Tchecoslováquia. Contra a Inglaterra, brilhou a estrela de Jairzinho, que garantiu a vitória por 1 a 0. Fechando a primeira fase, a Amarelinha ainda bateu a Romênia por 3 a 2.

Já no mata-mata, os brasileiros encararam o Peru nas quartas de final e asseguraram a classificação com um 4 a 2 no placar. Na semifinal, a seleção verde e amarela vingou a derrota na finalíssima de 1950 e bateu o Uruguai por 3 a 1. Contra a Itália, na decisão, uma atuação de gala. No primeiro tempo, Pelé abriu o placar e Boninsegna empatou. Depois do intervalo, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto balançaram a rede e confirmaram o tricampeonato.

O Brasil teve seis jogadores na seleção do torneio: o zagueiro Piazza; o lateral Carlos Alberto; os meias Rivellino e Gérson; além dos atacantes Jairzinho e Pelé. O penúltimo foi o vice-artilheiro da competição, com sete gols marcados, ficando atras apenas do alemão Gerd Muller, que fez 10. O camisa 10, por sua vez, foi eleito o melhor jogador do Mundial.